17 de agosto de 2022


CNN processa Trump por barrar jornalista


13/11/2018


Donald Trump discute com Jim Acosta em entrevista coletiva — Foto: Reuters/Jonathan Ernst

A CNN entrou com uma ação nesta terça-feira (13) contra o governo Trump pela revogação de credenciais de imprensa do correspondente da Casa Branca Jim Acosta, cujas reportagens têm sido alvo frequente de críticas do presidente Donald Trump.

“Pedimos ao tribunal uma ordem de restrição imediata exigindo que o passe seja devolvido a Jim”, disse a CNN em um comunicado. “Embora o processo seja específico da CNN e de Acosta, isso poderia ter acontecido com qualquer pessoa. Se não fosse contestado, as ações da Casa Branca criariam um perigoso efeito inibidor para qualquer jornalista que cobrisse nossas autoridades eleitas.”

Suspensão

A Casa Branca anunciou na última quarta-feira (7) a suspensão da credencial de Acosta após discussão com Trump durante uma coletiva de imprensa.

Na entrevista, Trump respondeu a Acosta de forma enérgica quando foi perguntado sobre a caravana de latino-americanos que se aproximava dos EUA e depois sobre a investigação de suposto conluio com a Rússia para influenciar a eleição de 2016.

Segundo comunicado da porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, o jornalista “colocou as mãos” na mulher que tentava tirar seu microfone.

“O presidente Trump acredita na liberdade de imprensa e espera que façam perguntas difíceis a ele e a seu governo. No entanto, nunca vamos tolerar um jornalista que ponha as mãos em cima de uma mulher jovem que simplesmente tenta fazer seu trabalho como estagiária na Casa Branca”, diz a nota.

Uma associação que representa os jornalistas que cobrem a Casa Branca considerou inaceitável a medida tomada pelo Executivo americano.

“A Associação de Correspondentes da Casa Branca se opõe fortemente à decisão da administração Trump de usar credenciais de segurança do serviço secreto dos Estados Unidos como uma ferramenta para punir um repórter com quem tem um relacionamento difícil”, reagiu o grupo em um comunicado.

“Exortamos a Casa Branca a reverter imediatamente esta ação frágil e equivocada”, acrescentou.

Fonte: G1

 

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