Jornal Estado de S. Paulo completa 140 anos de sua primeira edição


31/12/2014


No último domingo, 4 de janeiro, o jornal O Estado de S. Paulo completou 140 anos de circulação. A publicação, que nasceu como A Província de São Paulo, teve sua primeira edição em 4 de janeiro de 1875, no fim do regime monárquico brasileiro. Com o mote “a história do jornal, a história no jornal”, o Estadão lança no próximo dia 18 um caderno especial com os momentos mais marcantes da sua trajetória.

Jornalistas, escritores e historiadores foram convidados a resgatar marcos dos séculos 19, 20 e 21, como o fim da monarquia, a proclamação da República, a 1ª Guerra Mundial, as Revoluções de 1924, 1930, 1932, as ditaduras de Getúlio Vargas e dos militares, a redemocratização do País, a era digital.

A publicação também criou um especial multimídia em seu site, com artigos, fotos e uma linha do tempo interativa que permite conferir os fatos mais importantes de cada década e como eles foram tratados nas respectivas páginas do jornal. Um documentário dividido em seis partes recontará os 140 anos por meio de imagens históricas e entrevistas.

História

À época da fundação do jornal, São Paulo tinha apenas 31 mil habitantes. O Província, que possuía quatro páginas e uma tiragem de pouco mais de 2 mil exemplares, foi fundado por um grupo de liberais republicamos e tinha como lema “fazer da independência o apanágio de sua força”.

A publicação passou a se chamar O Estado de S.Paulo em 1890, 15 anos depois de seu lançamento. A redação comandada por Julio Mesquita cobriu a abolição da escravidão e a proclamação da República, entre outros fatos históricos. Foi pelo Estado que Euclides da Cunha viajou ao nordeste para cobrir o conflito de Canudos – o que mais tarde se tornaria o clássico da literatura “Os Sertões”.

O jornal foi vítima de censura durante o regime de Getúlio Vargas, período que não é considerado pela história do Estado (de 1940 a 1945). Na ditadura militar, censores do governo atuaram por anos dentro de sua gráfica, cortando e editando seu conteúdo de forma autoritária.

A censura terminou quando o jornal completou 100 anos, em 1975. Na ocasião, o editorial publicado declarava: “Continuaremos fiéis aos princípios em que acreditamos. Como sempre, nossa independência, face ao poder político como ao poder econômico, é inegociável”.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo. Publicado por Igor Waltz. 

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