Profissionais debatem alternativas na docência


30/11/2016


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Altamir Tojal, Rosayne Macedo,Cristiano Santos, Ivana Gouveia, Ana Codeixa, Itala Maduell, Larissa Morais e Leonel Aguiar

O mercado acadêmico foi o foco do 17º Reinventar JornalistasRJ, nessa quarta-feira (30), no auditório da ABI, último encontro do ano de 2016, com o tema “Jornalismo na universidade: oportunidades no mundo acadêmico”. Mediado pela jornalista Ana Codeixa, o evento contou com a presença de profissionais de imprensa que se reinventaram na universidade.

Rosayne Macedo, uma das coordenadoras do grupo, abriu o encontro lembrando que o objetivo dos palestras presenciais é compartilhar experiências dentro da profissão. “Estamos juntos para estimular o espírito de colaboração e fortalecer a categoria, com objetivo de criar possibilidades de novos caminhos e negócios”. Rosayne ainda informou sobre a parceria com a Facha que beneficiará integrantes do JornalistasRJ, e sobre o convênio com o Sebrae que possibilitará aos jornalistas empreendedores a se qualificarem para iniciativas autônomas.

O professor da UFRJ Cristiano Santos recordou que tudo começa na vida acadêmica, e que é preciso voltar para a universidade para se capacitar e se adequar ao mercado de trabalho: “É um momento em que todos os profissionais de imprensa enfrentam grandes transformações advindas da tecnologia”, observou.

Para ele, que trabalhou na área de pesquisa de conteúdo, a volta para a universidade foi uma forma de continuar se qualificando e poder entrar num universo de troca de conhecimento e reflexões. Cristiano contou que, para assumir o desafio na época, ele teve que tomar uma decisão radical: pedir demissão de seu emprego. “A academia propicia contato com o contato com a produção de ideias e da construção do saber. Estamos descobrindo uma nova realidade a partir das plataformas digitais que deve ser descortinada. Toda crise e cenário de ameaça só não se configura oportunidade para quem só foca o problema. Temos que abrir a mente para novas perspectivas”, sugeriu.

O coordenador do curso de Jornalismo da PUC-RJ Leonel Aguiar defendeu o diploma e a necessidade de o jornalista se qualificar para fortalecer a categoria:

“Temos que ter mais vínculo com as universidades. A academia vai fazer com que o jornalismo se pareça muito mais com uma profissão do que um ofício. É o momento de o jornalista se empoderar desse espaço através dos mestrados, doutorados e pós-graduações. Procurem as entidades focadas na área acadêmica, e estudem os programas de pós-graduação das instituições de ensino. Poucas pessoas sabem, mas todas as pós-graduações da PUC-RJ são gratuitas”, ressaltou.

A professora da Facha Ivana Gouveia descobriu, ainda no início da sua carreira, uma forma de fazer jornalístico dentro de uma perspectiva social quando conheceu a comunicação comunitária. Apesar de ser uma capacitadora de projetos de comunicação dentro de comunidades carentes, ela defende a qualificação do profissional de imprensa, impactado pelas tecnologias.

“Precisamos pensar o que é fazer jornalismo nos dias de hoje e nos capacitar às novas tecnologias. Qualificação é uma forma de fazer reflexões sobre como nos adaptar a esse novo ambiente”.

A professora da UFF Larissa Morais contou como aproveitou sua experiência jornalística no universo acadêmico, uma janela que se abriu para ela se permanecer na profissão: “Tive que me reinventar. A lógica da vida acadêmica funciona totalmente diferente da atuação de jornalista. Mas a boa notícia é que minha prática profissional ajudou nas reflexões das teses”.

A professora da PUC Itala Maduell contou sua trajetória profissional como repórter do Jornal do Brasil nos anos 90 até a sua extinção, quando ela foi obrigada a se repensar como profissional. Para os que pretendem ingressar na docência ela deu as dicas: “Exige um investimento muito grande, as experiências jornalísticas atuais são muito diferentes das nossas, então precisamos nos atualizar. Além disso, é preciso a didática, que não se aprende no mestrado. Para mim, não há outra saída: é tempo de nos qualificar. Ocupem as universidades estudem”, concluiu.

 

 

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