9 de agosto de 2022


Mulheres do MST no Cine Macunaíma hoje, 10


10/03/2021


Mulheres do MST no cine macunaíma

O Cineclube Macunaíma terá uma sessão extra, hoje, em homenagem à Semana da Mulher, exibindo o documentário Terra para Rose (1987), da cineasta e jornalista Tetê Moraes. O filme estará à disposição do público no canal da ABI do YouTube, a partir das 10 hs. Às 20h30, terá início o debate, com a participação da diretora; da cineasta e jornalista Emília Silveira; da atriz e ativista Lucélia Santos, narradora do filme de 1h22; do cineasta Silvio Tendler;  e do mediador Ricardo Cota.

O longa mostra a ocupação por militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) da Fazenda Annoni, no Rio Grande do Sul. Nascia, nos campos do sul do país, a primeira luta da organização em prol da reforma agrária e da democratização do acesso à terra. Também investiga as políticas de reforma agrária no Brasil da Nova República. A diretora buscou as vozes femininas e centrou em Roseli Celeste ( Rose) a interlocutora ideal para explicar os desejos e motivações dos trabalhadores rurais, batizando com seu nome a película. Rose é uma das líderes e seu sonho é ter um pedaço de terra.

A consagração de Tetê Moraes veio em 1987, com Terra para Rose, documentário sobre a luta pela reforma agrária, com narração de Lucélia Santos, que ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Brasília e no Festival de Havana. Os personagens do filme reapareceram em 2000, na continuação O sonho de Rose – 10 anos depois, novamente premiado em Havana. Também foi eleito pelo público o melhor documentário no Festival do Rio.

Formada em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1966,  a cineasta iniciou sua carreira profissional no jornalismo, sendo diagramadora no jornal O Sol. Presa pela ditadura militar, exilou-se, morando no Chile, Estados Unidos, França e Portugal e fez mestrado em comunicação na American University. Voltou ao Brasil com a anistia, em 1979, e tornou-se professora do departamento de comunicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

Estreou no cinema dirigindo o curta-metragem Quando a rua vira casa, em 1981. No ano seguinte veio seu primeiro longa-metragem, Lages, a força do povo, um documentário sobre a administração da cidade de Lages. Dirigiu e produziu obras para a BBC e outras emissoras de televisão europeias, como a série Brazil, Brazil, de 1985. Em 1992, fez o vídeo documental O ar nosso de cada dia. Em 1994, coproduziu com o Canal Plus, da França, Pai de gigantes. Em 2005, lançou no Festival do Rio o documentário O sol – Caminhando contra o vento, codirigido pela jornalista Martha Alencar, sobre o nascimento do jornal-escola de resistência à ditadura militar na década de 1960 no Brasil.

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