Delegacia da Baixada Fluminense investiga morte de jornalista


Por Igor Waltz*

26/02/2014


A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DH-Baixada), em Belford Roxo, assumiu o caso da morte do jornalista Pedro Palma, no município de Miguel Pereira, região Centro-Sul do Estado do Rio de Janeiro. As investigações, que correm em sigilo, foram transferidas a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e ficam a cargo do delegado Pedro Henrique Medina.

A promotoria de Justiça do MP-RJ em Miguel Pereira vai acompanhar o caso por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Palma, de 47 anos, foi morto em 13 de fevereiro com três tiros na porta de casa, quando chegava do trabalho, no início da noite. Dois homens de capacete passaram em uma moto, chamaram por ele e fizeram os disparos, acertando dois tiros no peito e um no ombro.

De acordo com Pedro Henrique Medina, a DH-Baixada teria mais recursos para investigar o caso. “Vamos ouvir novamente as partes e rever as provas para conduzir as investigações”, afirmou o delegado.

Na semana passada, o delegado Murilo Montanha, da 96ª DP, em Miguel Pereira, se reuniu com o chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, para definir qual delegacia conduziria as investigações. Ele repassou as imagens das câmeras de segurança da casa do jornalista que podem apontar a identidade do suspeito.

Pedro Palma era dono e único repórter do jornal semanal “Panorama Regional”, que circula em dez municípios do Centro-Sul Fluminense. Nos últimos cinco meses, o jornal passou a fazer oposição à gestão do prefeito de Miguel Pereira, Cláudio Valente (PT).

Na publicação, Palma denunciava casos sobre corrupção, desvio de verba, falta de repasses de dinheiro público, envolvendo principalmente o prefeito e a primeira-dama e secretária de Desenvolvimento Social, Kátia Kozlowski.

Na última segunda-feira, 24 de fevereiro, o presidente da Câmara Municipal de Miguel Pereira (RJ), Eduardo Paulo Correa (PR), informou que solicitou à Comissão de Justiça da Casa que apure o desaparecimento de R$ 216 mil. A denúncia do desaparecimento da verba, cedida pela empresa de energia Light para realização de um festival de jazz na cidade que não ocorreu, foi feita por Palma.

*Com informações do Estado de S. Paulo e Portal Imprensa

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