28 de novembro de 2022


Deputado vai depor sobre morte de Décio Sá


06/08/2012


A Polícia do Maranhão vai convocar o Deputado Raimundo Cutrim (PSD) para prestar depoimento no inquérito que apura o assassinato do jornalista Décio Sá, em abril do ano passado, em um bar da Avenida Litorânea, em São Luís.
 
 
O deputado vai ser chamado para depor porque seu nome foi citado várias vezes no depoimento do pistoleiro Jhonatan de Souza Silva, no dia 9 de junho, como um suposto mandante do crime, com base em diálogos que teria tido com o empresário José Raimundo Sales Chaves Júnior, conhecido como Júnior Bolinha, um dos intermediários do assassinato, preso pela polícia.
 
 
Segundo policiais da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) o inquérito deverá estar concluído até a próxima sexta-feira, 10 de agosto. A informação é do portal Jornal Pequeno.
 
 
Em 29 de junho, o nome do Deputado Raimundo Cutrim apareceu ligado ao caso pela segunda vez, quando vazou na internet parte do depoimento do empresário e agiota Gláucio Alencar Pontes Carvalho, acusado de ter encomendado a morte de Décio Sá por R$ 100 mil.
 
 
De acordo com matéria publicada no Jornal Pequeno “em um dos trechos de seu depoimento, o agiota revela aos delegados da comissão investigadora que, em uma das últimas reuniões que teve com o colega empresário, presenciou quando Júnior Bolinha disse que era amigo do deputado Raimundo Cutrim”.
 
 
Acusações
 
 
O Deputado Raimundo Cutrim usou a tribuna da Assembleia Legislativa para se defender e fez um duro discurso atacando o atual Secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes. “É um moleque travestido de secretário. Não tem condições de ser nem faxineiro, quanto mais secretário”, declarou Cutrim que também já foi Secretário de Segurança Pública, de 1997 a abril de 2002.
 
 
O parlamentar acusa o Secretário Aluísio Mendes de ter “montado” o depoimento do assassino de Décio Sá. ” (Jhonatan de Souza) é um papagaio ensaiado. Foi tão mal ensaiado que falou bobagens”, disse Raimundo Cutrim.
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Em outro trecho do seu discurso Raimundo Cutrim disse que se tivesse alguma desavença com Décio Sá teria resolvido pessoalmente, não encomendaria o crime. “Não tinha nada contra o Décio, e mesmo que tivesse eu resolveria com ele, na porrada, na bala, como fosse, mas não sou homem de mandar fazer, isso é coisa de covarde”, afirmou o deputado.
 
 
Enquanto discursava na Assembléia, o deputado exibiu cópias de um ofício encaminhado à Comissão de delegados que apura a morte de Décio Sá, em que se coloca à disposição para prestar depoimento. “Abro mão até das prerrogativas constitucionais de deputado para ser ouvido”, disse Raimundo Cutrim.
 
 
* Com informações do Portal Jornal Pequeno.

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