Conselho aprova Relatório e contas da ABI


05/04/2011


O Conselho Deliberativo da ABI aprovou, por unanimidade, em reunião na tarde desta terça-feira, 5 de abril, o Relatório Social da Diretoria do Exercício 2010/2011 e as Contas de Gestão do Ano Civil 2010, às quais receberam parecer favorável do Conselho Fiscal que se reuniu com a presença de seus membros Jarbas Domingos Vaz (Presidente),  Adail José de Paula, Loris Baena Cunha, Luiz Carlos de Oliveira Chester e Manolo Epelbaum.
 
 
Ausente da reunião — por se encontrar em uma homenagem ao escritor Nelson Werneck Sodré, em São Paulo —, o jornalista Geraldo Pereira dos Santos, também membro do Conselho Fiscal, enviou mensagem favorável à aprovação das Contas e pediu que se consignasse em ata os êxitos alcançados pela Diretoria na condução dos destinos da ABI.
 
O Relatório, sob o título “A ABI Presente na Exigência de Abertura dos Arquivos da Repressão”, expõe as ações da ABI em defesa da liberdade de imprensa e de expressão e dos direitos humanos, e defende a abertura dos arquivos da repressão da ditadura militar, “para que fiquem claras as circunstâncias em que foram torturados e assassinados milhares de brasileiros e sejam identificados e responsabilizados os autores desses crimes hediondos, contra os quais clama a consciência nacional”.
 
 
Entre as ações descritas no Relatório figura a inauguração do Memorial Mário Alves, a defesa da apuração da morte do ex-Deputado Rubens Paiva, e a denúncia de que o delegado da 5ª DP, do Rio de Janeiro, adotou procedimentos da época da ditadura militar contra os 13 participantes da manifestação de protesto à visita do Presidente Barack Obama ao Brasil, realizada no dia 18 de março, diante do Consulado-geral dos Estados Unidos.
 
Mencionou o Relatório que entre as agressões à liberdade de imprensa figura o assassinato de três jornalistas: Francisco Gomes Medeiros, do jornal Tribuna do Norte e do blog F.Gomes, em Caico (RN); Wanderlei dos Reis, do jornal Popular News, de Ibitinga (SP); e José Rubem Pontes de Souza, do Entrerrios Jornal, que circula no Município de Sapucaia, no interior do Rio de Janeiro. Todos esses crimes foram cometidos em outubro de 2010. O Relatório acrescenta que a essas agressões se soma a manutenção da censura ao jornal O Estado de S.Paulo há mais de 600 dias.
 
Diz o Relatório que “a adversidade da comunidade jornalística foi amenizada por algumas vitórias, como a condenação dos matadores do jornalista Luiz Carlos Barbon, morto em 2005, no Município de Porto Ferreira, interior de São Paulo; a condenação a 43 anos de reclusão do assassino do jornalista Ivandel Godinho, Fabiano Pavan do Prado, que este seqüestrara e matara em 2003, mesmo após o pagamento de resgate; absolvição dos jornalistas Ricardo Boechat e Fernanda Job, da Rede Bandeirantes e do JB, pelo Tribunal de Justiça do Estado, em decisão relatada pelo Desembargador Raul Celso Lins e Silva, num processo iniciado em 2005 por um oficial da Polícia Militar, que se considerou ofendido pela reação da jornalista Fernanda num incidente de trânsito; a revogação pelo Tribunal Superior Eleitoral de disposição da legislação que proibia charges durante a campanha eleitoral”.

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