Assalto a Médicos Solidários na ABI


27/10/2009


Assaltantes arrombaram a golpes de pé-de-cabra as dependências da organização Médicos Solidários, que funciona no 6º andar do edifício Herbert Moses da ABI, e levaram dois monitores de computador LCD de 17 polegadas, dois notebooks, uma máquina Canon profissional, dez cartões Rio Cards, no valor de R$ 80,00 cada um, além da quantia em dinheiro de R$ 300,00, que estava guardada em uma caixa de madeira numa gaveta do escritório da entidade.

O crime aconteceu provavelmente na madrugada de segunda para esta terça-feira, dia 27 de outubro. De acordo com o coordenador de saúde de Médicos Solidários, Henrique Peixoto, o prejuízo à instituição foi estimado em R$ 4 mil.

O arrombamento foi descoberto pela assistente social Rachel Mizael, quando chegou à instituição por volta das 8h45:
— Eu me aproximei da porta, mas não percebi de imediato que esta tinha sido arrombada. Só depois quando fui colocar as chaves é que me dei conta do que tinha acontecido. Percebi que as luzes estavam acesas e logo dei falta dos dois monitores de computador, contou a funcionária.

Rachel disse que chegou ao prédio acompanhada pela dentista Eliane Vallim, que também trabalha para a Médicos Solidários. Comunicou o fato à colega e juntas foram relatar o ocorrido à encarregada de recursos humanos da ABI, Silvana Teixeira Dias, que aconselhou que elas procurassem a polícia.

Rachel ligou para o serviço 190 que informou que como não houve flagrante não podia enviar uma viatura ao local, e que elas deveriam ir a uma delegacia de polícia registrar queixa. O caso foi registrado como furto, sob o número 005-09165/2009, na 5ª DP, na Rua Gomes Freire, no Centro do Rio.

Mistério

Para a polícia, os funcionários da ABI e da própria organização o arrombamento até agora está sendo considerado um mistério. No andar onde funciona o escritório da Médicos Solidários estão instaladas outras seis salas ocupadas com consultórios médicos e uma clínica radiológica. Na sede da ABI também são alugadas salas para um curso, uma imobiliária, uma empresa de informática e uma unidade do Touring Clube do Brasil.

De acordo com depoimento do vigia Sebastião Nascimento Silva — cujo expediente de trabalho é das 19h às 7h — as últimas pessoas a sair do prédio na noite de segunda-feira foram os pacientes do consultório de ortopedia, inclusive o médico, às 23h35. Antes de fechar a grade que dá acesso ao andar, ele disse que como de costume fez uma vistoria verificando todas as salas e não percebeu nada de errado.

No horário provável do acontecimento — entre as 20h e 23h30 — além de Sebastião trabalhavam na ABI um funcionário do departamento de Jornalismo, um ascensorista e um porteiro. O jornalista saiu do prédio às 21h, o ascensorista às 22h e o porteiro às 22h30.

A polícia e os funcionários da Médicos Solidários são de opinião de que quem cometeu o furto tinha conhecimento do funcionamento do escritório e sabia o que ia roubar, pois além do dinheiro, só desapareceram os equipamentos de valor fáceis de transportar em uma mochila, inclusive um consultório portátil de odontologia, que é usado em atendimentos em creches.

Para o inspetor Vicente Ximenes da Silva, que registrou o caso, há indícios de que o crime tenha sido praticado por mais de uma pessoa. Segundo Rachel Mizael o perito que inspecionou o local acha que o produto do furto ainda pode estar escondido dentro do prédio.

O inspetor Ximenes informou que após o resultado do laudo policial o caso será enviado para o setor de investigação da 5ª DP, que vai dar andamento ao inquérito policial.

A Médicos Solidários é uma organização sem fins lucrativos que inaugurada em 1998, atendendo a pessoas que não têm acesso ao sistema de saúde, oferecendo uma média mensal de 26 consultas. Em 2001, alcançou a marca de 931 atendimentos. Atualmente dispõe de mais de 150 profissionais de saúde cadastrados, de diversas especialidades e 51 instituições sociais beneficiadas.

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