Visita à Escola Florestan Fernandes teve palestra, São João e #FreeAssange


26/06/2023


Por Maria Luiza Busse, diretora de Cultura da ABI

Em meio a bandeirinhas juninas multicoloridas, o grupo de 44 integrantes que saiu do Rio de Janeiro desembarcou na Escola Nacional Florestan Fernandes, no município de Guararema, São Paulo, para a visita realizada em parceria com a área de Lazer da diretoria de Cultura e Lazer da ABI.

Sábado, 24, dia de São João, foram recebidos com café da manhã, em seguida participaram da mística em favor da liberdade de Julian Assange e assistiram a palestra ‘O papel da Cultura e da literatura na construção da hegemonia’. Após o almoço com produtos orgânicos plantados nas terras do MST, houve sessão de vídeos produzidos por Carmen Diniz, organizadora da excursão, sobre a situação atual do jornalista Julian Assange, com destaque para a fala do presidente Lula que chamou de covarde o silêncio da mídia corporativa em torno do caso.

O passeio pela grande área da escola de formação dirigida pelo MST impressionou a jornalista e associada da ABI, Miriam Gontijo. Chamou atenção a qualidade dos alojamentos concebidos como residências em alvenaria de dois andares, modernas, confortáveis, integradas ao meio ambiente, e com capacidade para hospedar até 180 militantes de todo o mundo em regime de curta ou longa duração. Além da qualidade da alimentação:_ “Uma delícia o arroz, o feijão, os legumes e verduras, tudo orgânico”, ressaltou Miriam.

A palestra ‘O papel da Cultura e da literatura na construção da hegemonia’ foi ministrada por Carla Loop, do Coletivo Nacional de Cultura do MST, e por Miguel Yoshida, coordenador da Editorial Expressão Popular. Ambos destacaram a importância da cultura e da literatura na disputa pelo caminho político a seguir e ser preciso dar o devido peso a esses campos na luta pela construção do socialismo, ou seja, uma sociedade em que a solidariedade e a justiça sejam hegemônicas. De acordo com os palestrantes, é preciso transformar a literatura num direito de cidadania para deixar de ser um privilégio de classe. Miguel lembrou que o MST inclui livros na distribuição de cestas básicas e que um dos primeiros atos da revolução cubana foi imprimir e distribuir à população 300 mil exemplares de Dom Quixote, a obra do espanhol Miguel de Cervantes sobre o cavaleiro errante que não abre mão de seus ideais.