12 de agosto de 2022


Macunaíma debate filme sobre Tancredo Neves


20/04/2021


Tancredo – A travessia hoje no Macunaíma

Depois de 21 anos de um regime de exceção, o Brasil voltava à democracia, mas o homem destinado a ser o primeiro presidente civil pós- ditadura adoeceu pouco antes da posse e deixou o país traumatizado com a sua morte. No documentário Tancredo, a Travessia, Silvio Tendler biografa o mineiro Tancredo Neves e percorre sua longa carreira. O filme será exibido hoje no Cineclube Macunaíma, a partir das 10hs, até a próxima segunda-feira.

Às 19h30, terá início um debate sobre o longa-metragem de 2011, com 1h30 de duração, e ainda comentários das atividades políticas de Tancredo Neves. Participam os jornalistas Ricardo Kotscho , Bob Fernandes, e José Augusto Ribeiro, o  historiador Wolney Malafaya, o cineasta Silvio Tendler e Ricardo Cota será o mediador. O filme e o debate podem ser assistidos pelo canal da Associação Brasileira de Imprensa do YouTube.

Tancredo, a Travessia tem direção e roteiro de Silvio Tendler; produção de Cláudio Pereira e Roberto D’ Ávila; idealização e argumento de José Augusto Ribeiro, Roberto D’ Ávila e Ronaldo Costa Couto; narração: Beth Goulart, Christiane Torloni e José Wilker; participação especial de Fafá de Belém e Fagner; Tancredo: a Travessia é música de Fernando Brandt e Lucas Maciel; a música Viradainterpretada por Beth Carvalho; a música Pro Dia Nascer Feliz , de Cazuza & Barão Vermelho. Estão no elenco: Aécio Neves, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Pedro Simon, Francisco Dornelles, José Sarney, Osmar Prado, Wagner Tiso, Fafá de Belém, Milton Nascimento, Maitê Proença, Leonidas Pires Gonçalves, Paulo Maluf, Eduardo Suplicy, Jarbas Vasconcellos, Fernando Lyra e Ricardo Kotscho. É um filme premiado e foi exibido no festival É tudo verdade de 2011.

TANCREDO

O documentário traz imagens históricas e depoimentos que narram a carreira política desse importante personagem da história do país.

Tancredo Neves, que viveu de 1910 a 1985, tem momentos de sua vida contados por figuras como Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Francisco Dornelles e José Sarney. O episódio que o impediu de tomar posse é um dos destaques da narrativa, ao lado de questões políticas, como as ligações com Getúlio Vargas e sua articulação para a posse de João Goulart após a renúncia de Jânio Quadros.

Negociador e conciliatório, Tancredo esteve presente em momentos-chave da política nacional. Foi um dos últimos políticos a conversar com o presidente Getúlio Vargas antes da sua morte. E sempre leal ao presidente João Goulart até os instantes finais do seu governo, sendo o único homem do seu partido a não votar no general Castello Branco, com quem tinha um bom relacionamento pessoal, para presidente da República. E ainda a última mão que o presidente Juscelino Kubistchek apertou antes de partir para o exílio.

No documentário, vemos como Tancredo foi uma figura essencial na conciliação nacional que possibilitou a redemocratização e relembramos sua participação na campanha pelas eleições diretas para presidente. Firme nas decisões e sereno nas atitudes ele encontrou no diálogo a sua forma de fazer política. A participação do político na campanha das Diretas Já também faz parte do filme, que traz trechos não-documentais apenas para representar os últimos momentos de Getúlio Vargas no poder.

A trajetória de Tancredo Neves se confunde com diversas páginas cruciais da história do Brasil que contaram com a decisiva intervenção do hábil político mineiro. Suas ligações com Getúlio Vargas, a quem apoiou até o fim; suas gestões para permitir a posse de João Goulart no clima instável após a renúncia de Jânio Quadros; e também seu trânsito junto ao marechal Humberto de Alencar Castello Branco, o primeiro presidente militar. Da mesma forma, traça-se sua importância na tarefa de organizar a oposição ao regime militar, como um dos fundadores do MDB, e, anos depois, como um dos participantes da Campanha das Diretas, ao lado de Ulyssess Guimarães. Amigos e colaboradores relembram sua figura e o trágico episódio da doença que o impediu de tomar posse na Presidência, em 1985.

DEBATE

Além do diretor do filme, cineasta Silvio Tendler, com mais de 300 documentários em seu currículo, e de Ricardo Cota, como mediador, participam do debate:

José Augusto Ribeiro – Como editor político do  jornal O Estado do Paraná, defendeu a campanha da legalidade, em 1961, pela posse do presidente João Goulart. Em 1963, no Rio, tornou-se  assessor do ministro do trabalho de Jango, o senador Amaury Silva. Após a derrubada de João Goulart, trabalhou no Diário Carioca, O Cruzeiro, Jornal do Brasil, Última Hora, Fatos e Fotos, Correio da Manhã, O Globo e Rede Bandeirantes. Em 1984, foi o assessor de imprensa de Tancredo Neves em sua campanha presidencial e, em 1994, na campanha de Leonel Brizola. É autor de diversos livros sobre políticos e, entre eles, A Era Vargas, em 3 volumes, Jânio Quadros – O Romance da Renúncia e Tancredo Neves: A Noite do Destino.

Ricardo Kotscho  – Vencedor quatro vezes do prêmio Esso, tem o blog Balaio do Kotscho, do UOL Notícias, onde escreve sobre a cena política brasileira. Com mais de 55 anos de jornalismo, Kotscho é também autor de 19 livros. Trabalhou, no Estado e Folha de São Paulo, JB (correspondente na Alemanha para fugir da repressão), Isto É, Época, TV Globo, CNT, SBT e Bandeirantes. De 2003 a 2004, durante o governo Lula, foi Secretário de Imprensa da Presidência da República.

Bob Fernandes – o jornalista trabalhou na Rádio JB, Veja, JB, GNT, Tv Cultura, Status, Folha de São Paulo, Isto É, Carta Capital; foi correspondente nos EUA, cobriu a guerra civil de Angola e Copas do Mundo. Atualmente, está no Canal Bob Fernandes no YouTube, que somando-se com Twitter, Facebook e Instagram tem mais de 600 mil seguidores.

Wolney Malafaia – É professor de pós-graduação em Ensino de História do Colégio Pedro II, e também na cadeira de Audiovisual, Mídias e Novas Tecnologias aplicadas ao Ensino de História. Formado em Direito e, no campo de pesquisa, trabalha com cinema desde 1996, tendo doutorado em História, Política e Bens Culturais da FGV. É cineclubista desde1978, presidiu a Federação da área e coordena ainda cursos de pré-vestibular comunitários.

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