Teresa Cristina Fayal – De olho no serviço público


02/02/2006


José Reinaldo Marques
3/2/2006  

                 Ernesto Carriço

Há quatro anos a “Coluna do servidor” tem como titular a jornalista Teresa Cristina Fayal. Após se formar em Jornalismo, em 2001, ela entrou para O Dia como estagiária, saiu para fazer outro estágio — então na Secretaria de Administração do Governo do Estado do Rio — e retornou ao jornal na editoria de Economia, em que logo começou a ocupar o espaço deixado por Antero Gomes, quando este foi para o Extra, e assumiu definitivamente a coluna, que é publicada de terça a domingo. Os leitores são muitos — afinal, o Rio tem cerca de 1 milhão de servidores públicos, ligados à União, ao governo estadual (400 mil) e às prefeituras. E a coluna atua como “um canal de comunicação sem ruídos entre a administração pública e seu funcionalismo”, segundo Teresa. 

ABI Online O que é mais gratificante no seu trabalho?
Teresa Cristina Fayal — A certeza de estar prestando um grande serviço social, que o que escrevo está servindo ao interesse de várias pessoas, de todo um conjunto de servidores públicos e suas famílias. Outra coisa foi saber, por uma pesquisa do jornal, que a coluna é a seção de segundo maior interesse entre os leitores.

ABI OnlineQuais são suas principais fontes de notícia?
Teresa — Tenho boas fontes no Governo, mas a principal são os próprios servidores, com quem me comunico por e-mail ou telefone. A coluna tem que ouvir também o lado do burocrata do Governo, mas, como prestamos serviço ao leitor, estamos sempre atentos ao servidor, para que as notícias possam corrigir injustiças e problemas gerados por essa burocracia.

ABI OnlineQue notícias são essenciais à coluna?
Teresa — Falamos para um público muito específico. Geralmente, as agendas de serviços e benefícios para os servidores e os informes sobre campanhas salariais do funcionalismo são os assuntos de maior interesse. Nesses casos, costumamos antecipar o que vem sendo articulado pelos governos, se haverá ou não negociação. Buscamos descobrir o que está sendo tramado para depois cobrar. 

ABI OnlineJá houve algum caso em que uma nota da coluna ajudou a corrigir erros de algum órgão governamental?
Teresa — Sim. Agora mesmo, no fim de semana (últimos dias de janeiro), noticiamos que o serviço de recadastramento para emissão de carteira de identidade, que Governo do Estado do Rio está oferecendo aos servidores, vinha sendo cobrado indevidamente nos postos do Detran. Fizemos a denúncia também à Secretaria de Administração, que desconhecia a cobrança e já tomou providências para que os servidores que pagaram a taxa de R$ 42 sejam ressarcidos. Se não fosse a atuação da coluna, o erro poderia ter afetado muito mais gente.

 

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