Oswald de Andrade: 5 músicas da MPB inspiradas em suas obras


Nesta quarta-feira, dia 11 de janeiro, seria aniversário de um dos maiores poetas, escritores, ensaístas e dramaturgos brasileiros: Oswald de Andrade.

Nascido em São Paulo, em 11 de janeiro de 1890, Oswald iniciou carreira no jornalismo em 1909, como redator e crítico teatral do Diário Popular, e – depois – colaborou também na revista Contemporânea.

Tornou-se bacharel em Ciências e Letras, pelo Colégio São Bento, e fez um curso de Filosofia no Mosteiro de São Bento. Depois, formou-se em Direito, no Largo São Francisco.

Oswald de Andrade e a Semana de Arte Moderna de 1922

Foi um dos promotores da Semana de Arte Moderna de 1922 na capital paulista, tornando-se um dos grandes nomes do modernismo literário brasileiro.

Esse evento teve uma função simbólica importante na identidade cultural brasileira. Por um lado celebrava-se um século da independência política do país colonizador, Portugal, e por outro – consequentemente – havia uma necessidade de se definir o que era a cultura brasileira, o que era se sentir brasileiro, quais os seus modos de expressão próprios.

Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924) e o Manifesto Antropófago (1928)

Um dos mais importantes introdutores do Modernismo no Brasil, Oswald de Andrade foi o autor dos dois mais importantes manifestos modernistas, o Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924) e o Manifesto Antropófago (1928), bem como do primeiro livro de poemas do modernismo brasileiro afastado de toda a eloquência romântica, Pau-Brasil (1925).

Muito próximo, no princípio de sua carreira literária, de Mário de Andrade, ambos os autores atuaram como propulsores na introdução e experimentação do movimento, unidos por uma profunda amizade que durou muito tempo. Porém, possuindo profundas distinções estéticas em seu trabalho, Oswald foi também mais provocador que o seu colega modernista, podendo hoje ser classificado como um

Oswald de Andrade foi o mais inovador entre os poetas modernistas

Nesse aspecto não só os seus escritos como as suas aparições públicas serviram para moldar o ambiente modernista da década de 1920 e de 1930. Ficou conhecido pelo seu temperamento irreverente e combativo, sendo o mais inovador entre os poetas modernistas.

Na sua busca por um caráter nacional (ou falta dele, que Mário de Andrade mostra em Macunaíma, de 1928), Oswald, porém, foi muito além do pensamento romântico, diferentemente de outros modernistas. Nos anos vinte, Oswald voltou-se contra as formas cultas e convencionais da arte. Fossem elas o romance de ideias, o teatro de tese, o naturalismo, o realismo, o racionalismo e o parnasianismo.

Cultura Popular e erudita

Interessaram-lhe, sobretudo, as formas de expressão ditas ingênuas, primitivas, ou um certo abstracionismo geométrico latente nestas, a recuperação de elementos locais, aliados ao progresso da técnica.

Em suas idas à Europa, Oswald percebeu que o Brasil e toda a sua multiplicidade cultural, desde as variadas culturas dos povos originários, até a cultura negra, representavam uma vantagem, e que – com elas – se poderia construir uma identidade e renovar as letras e as artes. A partir daí, volta sua poesia para um certo primitivismo e tentou fundir, pôr ao mesmo nível, os elementos da cultura popular e erudita.

De 1926 a 1929, Oswald de Andrade foi casado com a pintora Tarsila do Amaral, e de 1930 a 1935, foi marido de Pagu.

Oswald de Andrade faleceu aos 64 anos, em 1954, vítima de um infarto.

5 músicas da MPB inspiradas nas obras de Oswald de Andrade

Mas, você sabia que os poemas de Oswald de Andrade inspiraram grandes canções da música popular brasileira?Trouxemos cinco sucessos da nossa MPB inspirados na obra do poeta para você conhecer!

1 – O Hierofante 

Música de João Ricardo sobre poema de Oswald de Andrade, publicado na peça A Morta, de 1937. A canção está no álbum Secos e Molhados, de 1974.

 

2 – Escapulário 

Música de Caetano Veloso sobre poema de Oswald de Andrade, publicado em seu livro de estreia, Pau Brasil, de 1925. A canção está no álbum Jóia, de Caetano, de 1975

3 – Balada do Esplanada 

Música de Cazuza sobre poema publicado no livro Primeiro Caderno do Aluno de Poesia Oswald de Andrade, de 1927 – A canção está no álbum Só Se For a Dois, de Cazuza, 1987

4 – Flores Horizontais 

Música de José Miguel Wisnik criada a partir de estrofes de Oração do Mangue, último poema contido no livro O Santeiro do Mangue, de 1950, de Oswald de Andrade – A canção está no álbum Do Cóccix até o Pescoço, de Elza Soares, de 2002.

5 – Coração do Mar

Música de José Miguel Wisnik sobre poema publicado no livro O Santeiro do Mangue, de Oswald de Andrade, de 1950 – A canção abre o álbum A Mulher do Fim do Mundo, de Elza Soares, de 2015.

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