Nizan lança Rio Patrimônio da Humanidade


12/11/2008


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Regina Marçal

Em ato realizado no Forte de Copacabana, mesmo cenário do Rio Summer, evento também concebido e produzido por ele, o publicitário Nizan Guanaes lançou neste sábado, dia 8, a campanha Rio Patrimônio Cultural da Humanidade, que visa a obter da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) o reconhecimento de que a cidade merece esse status. A ABI teve a honra de ser a primeira instituição a assinar o Livro de Ouro da campanha, logo após o próprio Nizan e o empresário Olavo Monteiro de Carvalho, Presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, co-patrocinadora do movimento.

A cerimônia foi relatada em texto elaborado pelo jornalista Arcírio Gouvêa Neto, membro do Conselho Deliberativo da ABI, especialmente para o site da entidade, com o seguinte teor:

Em solenidade realizada na manhã de sábado, 8 de novembro, no Forte de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, foi lançada a campanha Rio Patrimônio Cultural da Humanidade, com a presença do Governador Sérgio Cabral; do publicitário Nizan Guanaes; do empresário Olavo Monteiro de Carvalho; do Prefeito eleito da cidade, Eduardo Paes; do Deputado Fernando Gabeira; do Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman; do Presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azedo; do Secretário Municipal de Cultura, Ricardo Macieira, representando o Prefeito César Maia; do Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira; do Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando Almeida; do Comandante do Forte de Copacabana, Coronel Édson Silva de Oliveira; e do representante da Unesco Vincent Defourny.

O lançamento ocorreu simultaneamente ao Rio Summer, que também se realiza dentro das instalações do Forte e pretende fazer da cidade um pólo de confecção e moda de praia mundial. O empresário Olavo Monteiro de Carvalho ressaltou o potencial do município para eventos desse porte:
— O Rio de Janeiro tem tudo e mais alguma coisa para se ganhar dinheiro com ele. Possui uma tendência fabulosa para o turismo e certamente vai ganhar mais esse desafio, pois nasceu aprendendo a vencer desafios.

O publicitário Nizan Guanaes, coordenador do projeto, mostrou seu entusiasmo com a possibilidade de a cidade vencer mais essa etapa do seu crescimento:
— O Rio já nasceu belo. Ao contrário de países como Rússia, Índia, China, que têm imensas diferenças étnicas, lingüísticas, religiosas, culturais, o Brasil é um elo só de Norte a Sul, e isso certamente facilitará nosso trabalho. O Rio hoje tem outra cara. É a luta do bom contra o bem. A luta do bem contra o mal está ficando para trás e tenho
certeza de que na administração do Prefeito Eduardo Paes essa etapa de transição será ainda mais acentuada.

Nizan terminou seu discurso falando de seu orgulho em relação ao Brasil e ao Rio de Janeiro:
— Pertencemos a um país que pensa o futuro. Eu tenho orgulho de ser brasileiro, orgulho de nossa raça, de nossa gente. Esta cidade é incrível. Tem o Aterro do Flamengo, o Pão de Açúcar, o Corcovado, o bucolismo de Santa Teresa, o frenesi da Lapa. É o melhor encontro do mundo entre a natureza dada por Deus e a mão do homem tornando essa beleza ainda mais envolvente. Precisamos agora do carioca nas ruas, participando com garra e vontade, porque o Rio já nasceu grande, pensa grande e os desafios são os grandes responsáveis pelo progresso da humanidade.

                                          Nizan Guanaes/FONT>

O Governador Sérgio Cabral exaltou a realização do Rio Summer e a visão pioneira do Coronel Édson Silva de Oliveira, de aproximar mais o Forte de Copacabana da comunidade:
— Acho que há alguns anos isto seria impossível. Tanto os organizadores do Rio Summer como o Comandante deste Forte merecem todo o nosso apoio. E vamos trabalhar para elevar a cidade a Patrimônio Cultural da Humanidade. Eu costumo dizer que São Paulo é hardware e o Rio é software. Nossa cidade é a melhor representação mundial do encontro da arquitetura colonial e moderna, do encontro do barroco, expresso no Convento de Santo Antônio, e do neoclássico de tantos prédios históricos. O Rio tem a melhor música do mundo, a melhor festa e o melhor povo. Sei que tudo será difícil, mas estou otimista com a possibilidade de nossa vitória.

O representante da Unesco, Vincent Defourny, também mostrou confiança no projeto:
— Vejo com muito bons olhos essa festa de lançamento e creio que terá um final feliz. Este é apenas o primeiro passo de outros que serão difíceis e complicados. Mas o projeto é sólido, tem bons parceiros, e a cidade tem o reconhecimento internacional. Não há quem diga que o Rio não é lindo. Mas acho que a responsabilidade é de todos e, principalmente, do povo carioca. Muitas fases serão ultrapassadas, mas estou confiante e contente com tudo que vi, como a força de vontade de todas as entidades e pessoas envolvidas.

O Presidente do Iphan, Luis Fernando de Almeida, destacou a proximidade do carioca com a natureza e de como ela se integra no panorama físico-cultural da cidade:
— Caso o Rio seja declarado Patrimônio Cultural da Humanidade, não será nenhuma novidade para nós brasileiros, que já temos 17 cidades nesta lista. Mas o que deve ser destacado é que ela estar de fora é uma injustiça. Vários fatores contribuíram para isso e não merecem ser aqui comentados. Desde 77 participamos da Convenção da Unesco de 1972 e creio que não teremos muita dificuldade para incluir uma cidade tão maravilhosa e tão integrada à natureza como patrimônio do mundo. Não há espaço neste planeta mais fantástico e mais criativo.

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