Netflix e Spotify tem dados de usuários do Facebook


19/12/2018


Durante anos, o Facebook deu a mais de 150 empresas de tecnologia, entre elas Microsoft, Amazon, Netflix, Spotify e Yahoo, acesso mais amplo que o divulgado anteriormente a dados pessoais de usuários, incluindo mensagens privadas e informações sobre a rede de contatos desses clientes. Ao fazer isso, a companhia de Mark Zuckerberg isentava suas parceira de seguirem sua regras usuais de privacidade, informou o jornal americano “The New York Times”.

A investigação do “Times” se baseou em mais de 270 páginas de documentos internos do Facebook e entrevistas com mais de 50 ex-funcionários da empresa e seus chamados “parceiros de integração”, bem como ex-funcionários do governo e órgãos de defesa da privacidade.

Os registros obtidos pelo “Times”, gerados em 2017 pelo sistema interno da empresa para acompanhamento de parcerias, fornecem o quadro mais completo das práticas de compartilhamento de dados da rede social. Eles também ressaltam como as informações pessoais se tornaram a mercadoria mais valorizada da era digital, negociada em larga escala por algumas das empresas mais poderosas do Vale do Silício.

O intercâmbio beneficiou todas as empresas envolvidas. O Facebook conseguiu mais usuários, aumentando sua receita de publicidade. As comapahnias parceiras, por sua vez, adquiriram recursos para tornar seus produtos mais atraentes. E o Facebook assumiu um poder extraordinário sobre as informações pessoais de seus 2,2 bilhões de usuários — controle que tem exercido com pouca transparência ou supervisão externa, frisa do “Times”.

De acordo com o jornal, a rede social permitiu que o mecanismo de busca Bing da Microsoft visse os nomes de praticamente todos os amigos dos usuários do Facebook sem consentimento. De acordo com os registros, deu ainda à Netflix, ao Spotify e ao Royal Bank of Canada a capacidade de ler, escrever e excluir as mensagens privadas de seus usuários.

A rede social permitiu ainda que a Amazon obtivesse nomes de usuários e informações de contato por meio de seus amigos, e permitiu que o Yahoo visualizasse fluxos de mensagens entre o usuário e sua rede de amigos, apesar das declarações públicas de que havia interrompido esse tipo de compartilhamento anos antes.

Nos últimos meses, o Facebook se envolveu em uma série de escândalos de privacidade, iniciados em março, após a revelação de que uma empresa de consultoria política, a Cambridge Analytica, utilizou indevidamente dados coletados no Facebook para impulsionar a campanha do então candidado republicano à presidência, Donald Trump. Na tentativa de reconquistar a confiança dos usuários na plataforma, o diretor executivo da companhia, Mark Zuckerberg, garantiu perante congressitas, em abril, que as pessoas “têm controle completo” sobre tudo o que compartilham na rede social.

Entretanto, os documentos, assim como entrevistas com ex-funcionários do Facebook e de empresas parceiras, revelam que a rede social permitia que certas companhias acessassem dados, apesar das proteções de privacidade. Também levantam dúvidas se um acordo com a Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês), que proibiu a empresa de compartilhar dados de usuários sem consentimento explícito, foi violado.

Os acordos descritos nos documentos beneficiaram mais de 150 companhias — a maioria do setor de tecnologia, mas também montadoras e empresas de mídia. Suas aplicações vasculharam dados de centenas de milhões de pessoas todos os meses. Os contratos, os mais antigos datados de 2010, estavam todos ativos em 2017 e alguns vigoravam ainda neste ano.

Facebook: parcerias encerradas

Na noite de terça-feira, o Facebook disse que as “parcerias de integração” não estão mais em vigor. Segundo o diretor de Privacidade e Política Pública do Facebook, Steve Satterfield, as parcerias foram criadas “de forma que as pessoas pudessem usar o Facebook em plataformas e dispositivos” que não são pertencem à empresa. “Os parceiros do Facebook não ignoram a privacidade das pessoas, e está errado sugerir que eles fazem isso”.

A nota, porém, não faz menção ao conteúdo principal da investigação no “NYT”, que é a permissão ao acesso de dados dos usuários sem revelar a amplitude da informação fornecida e, em muitos casos, sem o consentimento prévio dos internautas, segundo o jormal americano.

A investigação do “Times” se baseou em mais de 270 páginas de documentos internos do Facebook e entrevistas com mais de 50 ex-funcionários da empresa e seus chamados “parceiros de integração”, bem como ex-funcionários do governo e órgãos de defesa da privacidade.

Os registros obtidos pelo “Times”, gerados em 2017 pelo sistema interno da empresa para acompanhamento de parcerias, fornecem o quadro mais completo das práticas de compartilhamento de dados da rede social. Eles também ressaltam como as informações pessoais se tornaram a mercadoria mais valorizada da era digital, negociada em larga escala por algumas das empresas mais poderosas do Vale do Silício.

Fonte: globo.com

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