Nair Benedicto expõe em São Paulo


27/04/2010


Quem quiser conhecer o trabalho de uma das mais importantes fotojornalistas brasileiras deve ir à exposição fotográfica de Nair Benedicto, no Centro Cultural São Paulo, que fica em cartaz até o dia 13 de junho. A mostra é um panorama da produção da fotógrafa, para a qual foram selecionadas 90 fotografias que registram temas sociais, políticos e sobre a realidade da mulher brasileira, um tema sobre o qual Benedicto se dedica desde a década de 1970. 

Uma das fundadoras das agências F4 (1979) e da N Imagens (1991), “com foco jornalístico autoral e independente”, Nair Benedicto começou a ganhar notoriedade no fotojornalismo brasileiro no início dos anos 70, quando País passava por um período de grande agitação política. Foi nessa época que ela deu início à montagem do seu invejável portfólio, onde aborda temas de grande relevância social, como homosssexualismo, amio ambiente, festas populares, além de ensaios sobre ambientes indígenas. 

Curiosamente, Nair Benedicto que havia estudado fotografia na escola Imagem-Ação, com Bete e Cláudio Feijó, acabou se graduando em Rádio e TV na USP, em 1972. Mas o difícil momento político do Brasil àquela altura obrigou-a a decidir-se pela fotografia. 

Em 2008, numa entrevista ao ABI Online, Nair Benedicto explicou os motivos que a levaram a tomar essa decisão: “Eu queria trabalhar com imagens, e atuar em televisão ficou inviável, por conta de problemas políticos. A fotografia surgiu, assim, como uma possibilidade”. 

Inovação

Nair nasceu em São Paulo em 1940. Iniciou a carreira em uma produtora de audiovisuais, onde produziu um variado material fotográfico que lhe abriu as portas para os frilas no Jornal da Tarde e na revista IstoÉ

Em 1976, fundou com o fotógrafo Juca Martins a Agência F4, pioneira no Brasil no setor do fotojornalismo que acabou inspirando a criação de outros serviços do gênero no País. A agência, segundo ela, surgiu num momento específico, e foi uma das primeiras agências a dar certo, apesar dos desestímulos que recebiam de muitos colegas.

Mas felizmente para o fotojornalismo nacional, a proposta deu certo e Nair e Juca conseguiram provar que a inovadora proposta da F4 poderia ser interessante para as empresas também, que desde o início aderiram à inovação de pautas propostas pela dupla. O primeiro bom resultado desse empreitada foi o livro dele com Juca Martins, “A questão do menor”, que reúne fotografias que eles fizeram sobre a Febem, em São Paulo, cujo ambiente só era documentado por meio de textos, nunca com material fotográfico.

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