Morre, aos 59 anos, o jornalista e poeta Donizete Galvão


Por Igor Waltz*

31/01/2014


Morreu nesta quinta-feira, 30 de janeiro, o poeta e jornalista Donizete Galvão. Ele sofreu uma parada cardíaca em sua casa, em São Paulo.

Galvão nasceu na cidade de Borda de Mata, no interior de Minas Gerais, e desde cedo foi influenciado por poetas modernistas mineiros, como Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Henriqueta Lisboa (1904-1985) e Murilo Mendes (1901-1975), que lhe chegava por intermédio do Suplemento Cultural de Minas Gerais.

Mudou-se para São Paulo em 1975 para ingressar no curso de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero. Iniciou sua carreira como redator de publicidade na Editora Abril, onde permaneceu por quase 30 anos.

Galvão deixou diversos livros publicados, incluindo “Azul Navalha” (1988), que lhe rendeu o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e foi indicado ao Prêmio Jabuti.

Sua obra inclui dois livros infantis (“Mania de Bicho” e “O Sapo Apaixonado”), além de “As Faces do Rio” (1991), “Do Silêncio da Pedra” (1996), “A Carne e o Tempo” (1997) – que também concorreu ao Jabuti –, “Ruminações” (1999), “Pelo Corpo” (2002, com Ronald Polito), “Mundo Mudo” (2003) – indicado ao Prêmio Portugal Telecom –, e “O Homem Inacabado” (2010). Este último chegou a ser finalista no Portugal Telecom, no ano seguinte e segundo colocado no Prêmio da Bienal de Poesia de Brasília.

O corpo de Galvão foi cremado no final da tarde, no Crematório de Vila Alpina, na Zona Leste de São Paulo. O jornalista deixa mulher, Ana Tereza, e dois filhos, Bruno e Ana Lívia.

*Com informações dos jornais Folha de S. Paulo e Zero Hora. 

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