Libertados jornalistas sequestrados na Síria


Por Cláudia Souza*

19/04/2014


Os jornalistas Edouard Elias, Didier Francois, Pierre Torres e Nicolas Henin são vistos chegando a hospital na Turquia neste sábado (19). Eles estavam sequestrados desde junho de 2013 (Foto: Dogan News Agency/AFP)

Os jornalistas Edouard Elias, Didier Francois, Pierre Torres e Nicolas Henin são vistos chegando a hospital na Turquia neste sábado (19). Eles estavam sequestrados desde junho de 2013 (Foto: Dogan News Agency/AFP)

Os jornalistas franceses Edouard Elias, Didier François, Nicolas Henin e Pierre Torres mantidos em cativeiro na Síria há quase um ano foram libertados, disse neste sábado, 19, anunciou o presidente François Hollande.

Em um comunicado, Hollande disse que recebeu “com grande alívio” a notícia nesta manhã.  Edouard Elias, Didier François, Nicolas Henin e Pierre Torres estavam “em boa saúde”, acrescentou.

Os quatro homens mantidos reféns na Síria desde junho de 2013, foram encontrados por soldados turcos que patrulhavam a fronteira da província de Sanliurfa com a Síria. Os repórteres estavam com os olhos vendados e as mãos amarradas.

O grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, criado há apenas uma ano, foi acusado dos seqüestros. Ligado à Al-Qaeda, o grupo reúne entre três mil e 5 mil integrantes.

Após a libertação, os quatro repórteres conversaram brevemente com jornalistas em uma delegacia na cidade turca de pós Akçakale, perto da fronteira com a Síria.

– Agradecemos as autoridades turcas que realmente nos ajudaram. É muito bom ver o céu, poder andar e falar livremente. Estou muito feliz, disse Didier François,  correspondente de guerra que trabalha para rádio Europe 1.

Didier e o fotógrafo Edouard Elias foram sequestrados no início de junho a caminho de Alepo. Nicolas Henin, que trabalha para a revista Le Point, e Pierre Torres, do canal de televisão franco-alemão Arte, foram capturados no final de junho próximo à Raqqa.

A Síria tornou-se um dos lugares mais perigosos para jornalistas. Mais de 60 foram mortos no país desde o início do levante contra o presidente Bashar al-Assad, há três anos.

*Com BBC/Brasil

Edouard Elias e Didier Francois / AFP

Edouard Elias e Didier Francois / AFP

Pierre Torres e Nicolas Henin / AFP

Pierre Torres e Nicolas Henin / AFP

 

 

 

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