Governo da França anuncia novas medidas de combate ao terrorismo


Por Cláudia Souza*

14/01/2015


Em Jerusalém, milhares de pessoas acompanham o enterro dos corpos dos quatro judeus (Imagem TV Globo)

Em Jerusalém, milhares de pessoas acompanham o enterro dos corpos dos quatro judeus (Imagem: TV Globo)

Na Assembleia Nacional os deputados aprovaram nesta terça-feira, 13, a manutenção da participação militar francesa nos ataques aos terroristas do grupo Estado Islâmico no Iraque, o isolamento de extremistas nas prisões e a ampliação da vigilância na internet e nas redes sociais.

O governo francês afirmou que diversas ações estão em andamento no país, incluindo o envio de 10 mil soldados aos locais considerados possíveis alvos de atentados, entre os quais os bairros de Paris onde se concentra a comunidade judaica, a Universidade de Sorbonne, e a sede do jornal “Liberation”, que cedeu algumas salas para os jornalistas e chargistas sobreviventes do “Charlie Hebdo”.

Profissionais de imprensa de diversos países cobriram a entrevista coletiva dos colegas sobreviventes concedida nesta terça, 13, durante a qual foi exibida em primeira mão a capa do jornal, que destaca o profeta Maomé chorando e segurando um cartaz com os dizeres “Eu sou Charlie”, sob o título “Tudo está perdoado”. O chargista Luz, que desenhou a capa, chorou no momento da apresentação.

“O nosso Maomé é muito mais simpático do que o Maomé daqueles que o defendem de forma errada”, disse o chefe de redação, Gerard Biard, referindo-se aos terroristas.

Enterros

O policial Ahmed Merabet, morto na calçada perto do prédio do jornal, foi enterrado nesta terça-feira em uma cerimônia islâmica. Ele era muçulmano e os amigos levaram cartazes com os dizeres “Eu sou Ahmed”.

Ahmed Merabet e Franck Brinsolaro, mortos no dia 7, na sede do jornal “Charlie Hebdo”, e Clarissa Jean-Philippe, que morreu no dia 8, no sul de Paris, foram homenageados por centenas de colegas e pelo presidente François Hollande, que concedeu aos três, postumamente, a Legião de Honra, a mais alta condecoração da França.

Em Jerusalém, os corpos de Yoav Hattab, Philippe Braham, Yohan Cohen et François-Michel Saada, os quatro judeus assassinados dentro de um mercado em Paris, foram enterrados nesta terça, 13. Eles eram franceses e jamais tinham vivido em Israel, onde milhares de pessoas participaram da cerimônia fúnebre no cemitério em Jerusalém.

Na Alemanha, seis mil pessoas homenagearam às vítimas dos atentados em Paris. A vigília, realizada em frente ao portão de Brandemburgo, em Berlim, foi convocada por organizações muçulmanas da Alemanha. Durante o ato, a primeira-ministra Angela Merkel e o presidente Joachim Gauck prometeram lutar para combater a intolerância.

*Com informações do G1 e JN

 

 

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