Diário publica direito de resposta de Sakamoto


25/02/2016


sakamoto foto

O jornal publica retratação após falsa entrevista

Após a publicação de uma falsa entrevista, o jornalista Leonardo Sakamoto recebeu direito de resposta no jornal mineiro Edição do Brasil. A publicação divulgou a resposta na manchete e na página 2 na edição de 20 a 27 deste mês.

Na sua versão digital, na coluna Opinião deste dia 19 último, a empresa jornalística também estampa o título “Sakamoto não disse que aposentados são inúteis à sociedade” e afirma não saber mensurar as rais dimensões do que foi publicado.

Em 30 de janeiro, o jornal publicou uma suposta entrevista com Sakamoto e atribuiu a ele uma declaração de que aposentados são “inúteis à sociedade”. O jornalista, porém, disse que nunca conversou com qualquer profissional do Edição do Brasil. Sakamoto virou alvo de uma série de ataques nas redes sociais, incluindo ameaças de  morte.

Em nota de esclarecimento o Edição do Brasil alegou que teria feito contato com uma assessora do jornalista, identificada como Luíza Amália, que teria intermediado o contato e respondido a redação por e-mail. O diário disse também que está tomando medidas cabíveis para identificar o responsável por tentar prejudicar a sua imagem e a do jornalista.

Em sua resposta, o jornalista listou uma série de consequências geradas por uma mentira difundida na internet, como “pessoas que não conhecem as ideias do Sakamoto começam a compartilhar o texto, indignadas” e “mensagens espumando de raiva chegam até ele. Muitas de aposentados. As mais leves, desejam dor e sofrimento.”

Sakamoto divulgou mensagens que recebeu. Entre elas, a de Jullio Cavalcante Fortes, de Rio Branco, no Acre: “Este “fdp”, desgraçado, deve ser caçado e morto a faca. Vou distribuir este escárnio para todo o Brasil. E vamos aguardar no que vai dar. Gostaria muito de enfiar 5 balas 1.40 no meio da testa deste “fdp” para ele nunca mais falar mal dos idosos. Desgraçado (sic)”.

“Esses casos têm cauda longa, duram meses e anos, arrastando-se pela internet e sobrevivendo de incautos e ignorantes. É conteúdo que ficará circulando para ser capturado por grupos que promovem o ódio, saindo da rede e sendo transportados por pessoas sem discernimento que, no limite, fazem justiça com as próprias mãos”, acrescentou.

 

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