Jornalistas criticam agressividade dos EUA


22/05/2013


A Associação de Correspondentes da Casa Branca declarou preocupada nesta terça-feira, 21 de maio, com o comportamento “agressivo” do governo do presidente Barack Obama contra os jornalistas, denúncia que foi exemplificada através dos casos de espionagem à agência Associated Press (AP) e a um profissional da emissora Fox News.

Em comunicado, o presidente da associação, Ed Henry, indagou se esses casos levantariam “sérias perguntas” sobre se o governo não se tornou agressivo demais no acompanhamento dos movimentos dos jornalistas, seus registros telefônicos e, inclusive, seus e-mails pessoais. “Os jornalistas não devem ser ameaçados com processos pelo simples fato de fazerem seus trabalhos”, acrescentou Henry.

Este parece ser o caso de James Rosen, correspondente da “Fox News” em Washington que foi investigado pelo Departamento de Justiça e pelo FBI. Em 2010, Rosen passou a ser investigado após de publicar uma matéria denunciando a possível realização de um teste nuclear por parte da Coreia do Norte.

O suspeito de ser a fonte de Rosen é o ex-funcionário do Departamento de Estado Stephen Jin-Woo Kim, que está sendo investigado sob a chamada Lei de Espionagem.

Segundo o jornal The Washington Post, o agente do FBI encarregado de obter a ordem judicial para vigiar o e-mail de Rosen justificou a medida alegando que o jornalista era “pelo menos cúmplice ou colaborador” de crimes por seus contatos com o ex-funcionário.

A revelação sobre a espionagem ao jornalista da Fox News, um canal muito crítico ao governo de Obama, veio à tona depois da divulgação de que Executivo também obteve, em sigilo, registros telefônicos de jornalistas da agência de notícias AP na investigação de outro vazamento.

No comunicado, a Associação de Correspondentes também expressou sua “solidariedade” aos jornalistas citados e declarou que “não há nada mais sagrado” para a profissão que o princípio da liberdade de imprensa. “E quanto à Administração, o que mais importa nestes casos, em última instância, é a ação e não as palavras”, concluiu Ed Henry.

* Com informações da revista Exame e da agência EFE.

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