3 de outubro de 2022


Repórter venezuelano desaparecido é encontrado


07/11/2017


Jornalistas protestam em Caracas contra os ataques a colegas (afp_tickers)

Um jornalista que estava desaparecido há 72 horas na Venezuela foi encontrado na segunda-feira. Ferido e seminu, Jesús Medina estava na estrada que liga Caracas à cidade costeira de La Guaira, segundo o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP). O repórter, forte crítico do governo e principal referência do mercado paralelo de divisas. O desaparecimento aconteceu após a publicação de uma reportagem sobre irregularidades em uma penitenciária.

Jornalista Jesús Medina

Medina foi levado na segunda-feira para uma unidade da Guarda Nacional para verificar seu estado de saúde e prestar depoimento. Na quinta-feira, Medina publicou uma mensagem na qual denunciava intimidações.

“Atenção! Começam as ameaças contra minha família e minha pessoa pelas publicações da reportagem de Tocorón”.

A matéria do jornalista tinha fotografias de uma suposta discoteca dentro da prisão, que abriga detentos considerados perigosos. No dia 6 de outubro, Medina foi detido com um jornalista italiano e outro suíço depois de entrar em Tocorón, no estado de Aragua. Dois dias depois, foram liberados por ordem da Promotoria.

De acordo com o sindicato, o Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) negou que Medina estivesse sob seu poder poder. As autoridades venezuelanas não se pronunciaram publicamente sobre o caso.

Desaparecido, Jesús Medina é repórter do portal dolartoday.com – Reprodução Twitter

CERCO À LIBERDADE DE IMPRENSA

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou em setembro a degradação rápida e profunda da liberdade de imprensa no mundo, alertando para a existência de situações extremamente graves na América Latina. De acordo com o grupo, os piores casos estão no México, na Venezuela e na Colômbia. A ONG condenou a “violência institucionalizada, convertida em política de Estado” pelo governo de Nicolás Maduro na Venezuela que, segundo eles, permite que jornalistas sejam espancados.

Segundo o diretor de RSF na América Latina, Emmanuel Colombié, na Venezuela ocorreram mais de 550 agressões contra repórteres desde o início dos protestos deste ano. Além disso, 35 jornalistas foram presos por cobrir manifestações no país e mais de 50 canais de relevisão e rádio, nacionais e internacionais, foram tirados do ar arbitrariamente desde o início do ano. O cerco cada vez maior à imprensa — local e internacional — na Venezuela tem provocado reações enérgicas por parte de donos de meios de comunicação, dirigentes políticos e associações de jornalistas.

Fonte: O Globo

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