Jornal do Bahreinvolta a circular


05/04/2011


A Agência estatal de Notícias do Bahrein anunciou nesta segunda-feira, dia 4, que o Ministério da Informação do país autorizou o funcionamento do Al-Wasat,  principal jornal da oposição, e de sua versão online, após o pedido de demissão do editor-chefe  Mansur al-Jamri, e de outros dois editores da publicação, que foi proibida de circular no último domingo, dia 3, por determinação do Governo.
 
Em comunicado, a Agência de Notícias do Bahrein acusou o jornal de oferecer “cobertura antiética” dos protestos da população, de maioria xiita, contra o rei Hamad Isa al Khalifa, da dinastia sunita que comanda o Bahrein há dois séculos. A revolta foi deflagrada em fevereiro último.
 
Fundado em setembro de 2002, o Al Wasat tem circulação diária de 15 mil exemplares. A empresa reúne 200 funcionários, entre os quais 50 jornalistas.
 
Em entrevista à  Associated Press, al-Jamri, que é também um dos acionistas do jornal, disse que tomou a decisão para não comprometer o futuro do Al Wasat e seus funcionários:
—Eu não queria que as pessoas e a publicação sofressem. Há uma caça às bruxas contra mim, e uma tentativa de silenciar a imprensa independente no Bahrein. Temos trabalhado em condições de extrema pressão desde que o Governo anunciou medidas de emergência para sufocar a revolta. A gráfica do jornal foi atacada duas vezes no último mês de março. Jornalistas, editores e outros funcionários do jornal têm sido submetidos a uma campanha sistemática de intimidação por parte da mídia estatal.
 
De acordo com organizações de direitos humanos e líderes da oposição ao Governo Bahrein, mais de 25 pessoas morreram e dezenas foram presas em meio às manifestações.
 
*Com informações da Associated Press e Estadão.
 

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