6 de julho de 2022


Gilberto Gil assume o posto de imortal na ABL com transmissão.


08/04/2022


Por Vera Perfeito, diretora de Cultura e Lazer da ABI

Gilberto Gil na ABL, Baby do Brasil e Pepeu em show, carnaval, teatro, filmes, livros e mais em Dicas 

No Cineclube Macunaima, “O Passageiro – Segredos de Adultos”, de Flávio Tambellini.

A cerimônia de posse de Gilberto Gil na Academia Brasileira de Letras acontece no Salão Nobre da ABL, no Petit Trianon, na Av. Presidente Wilson, no Rio. Gil será recebido pelo Acadêmico Antonio Carlos Secchin e ocupará a cadeira número 20, que tem como patrono o médico e jornalista Joaquim Manuel de Macedo e era ocupada pelo jornalista Murilo Melo Filho, que faleceu em 2020. O cantor venceu a disputa com 21 votos e é o terceiro negro na composição atual dos imortais da ABL. Apenas três homens negros ocuparam um lugar no Olimpo da literatura, dentre eles, um dos fundadores da casa, Machado de Assis e o escritor Domício Proença Filho. Em 2018, a instituição teve a possibilidade de receber a escritora negra Conceição Evaristo, autora de sete livros e 40 antologias, porém, dispensou. A cerimônia de posse será transmitida pelo site e canal do YouTube da academia: www.academia.org.br e youtube.com/abletrasabl. Em Dicas, tem muito mais: teatro, cinema, livros, podcast, música, lazer, TV, séries, shows, carnaval, Cineclube Macunaíma e mais. Boa semana, não abandone a máscara e evite aglomerações porque no Reino Unido e na China os casos de Covid aumentaram com uma nova variante da Ômicron.

NA ABI

TERÇA-FEIRA

10hCineclube Macunaíma exibe hoje, a partir das 10h e até segunda-feira, “O Passageiro – Segredos de Adultos”, de Flávio Tambellini.

Às 19h30, haverá debate com o cineasta Silvio Tendler. O mediador é o jornalista Rodrigo Fonseca. Assista ao filme e ao debate pelo canal da ABI no YouTube. Link:bit.ly/3uZn84f.

CARNAVAL

A Beija-Flor criou uma ala para escritores negros que desfilarão na escola  com o enredo “Empretecer o Pensamento é Ouvir a Voz da Beija-Flor” que tem como tema a história de luta contra o racismo no Brasil e no mundo. A composição foi realizada em grupo e assinada por Jorge Velloso, Léo do Piso, Beto Nega, Júlio Assis, Manolo e Diego Rosa. Estarão no sambódromo na sexta-feira, dia 22 de abril, os escritores Jeferson Tenório (“O avesso da pele”), Conceição Evaristo (“Ponciá Vicêncio”), Tom Farias (“Reencontro com Cruz e Souza”), Paulo Lins (“Cidade de Deus”), Eliana Alves Cruz (“O crime do cais de Valongo”), Elisa Lucinda (“A fúria da beleza”), Miriam Alves (“Antropologia da Saúde”) e Ana Maria Gonçalves (“Um defeito de cor”). Será a última escola a desfilar. O carnavalesco é Alexandre Louzada. Presidente de honra, Anísio Abraão David; Selminha Sorriso, porta-bandeira; Claudinho, mestre-sala; Neguinho da Beija-Flor, intérprete do samba-enredo; Pinah, passista; Raíssa de Oliveira, rainha da bateria; Rodney e Plínio, mestres de bateria.

Samba-enredo: Autores: J. Velloso, Léo do Piso, Beto Nega, Júlio Assis, Manolo e Diego Rosa. Letra: A nobreza da corte é de Ébano/Tem o mesmo sangue que o seu/ Ergue o punho, exige igualdade/Traz de volta o que a história escondeu/Foi-se o açoite, a chibata sucumbiu/Mas você não reconhece o que o negro construiu/
Foi-se ao açoite, a chibata sucumbiu/E o meu povo ainda chora pelas balas de fuzil/Quem é sempre revistado é refém da acusação/
O racismo mascarado pela falsa abolição/Por um novo nascimento, um levante, um compromisso/Retirando o pensamento da entrada de serviço/Versos para cruz, conceição no altar/Canindé Jesus, ô Clara!!
Nossa gente preta tem feitiço na palavra/Do Brasil acorrentado, ao Brasil que escravizava/E o Brasil escravizava!!/Meu pai Ogum ao lado de Xangô/A espada e a lei por onde a fé luziu/Sob a tradição Nagô/
O grêmio do gueto resistiu/Nada menos que respeito, não me venha sufocar/Quantas dores, quantas vidas nós teremos que pagar?/Cada corpo um orixá! Cada pele um atabaque/Arte negra em contra-ataque/
Canta Beija Flor! Meu lugar de fala/Chega de aceitar o argumento/
Sem senhor e nem senzala, vive um povo soberano/De sangue azul nilopolitano/Mocambo de crioulo: Sou eu! Sou eu!/Tenho a raça que a mordaça não calo/Ergui o meu castelo dos pilares de Cabana/Dinastia Beija Flor!

 

TELEVISÃO

TV GLOBO – estreou quarta-feira. Originalmente, exibido no GNT, o programa apresentado por Fábio Porchat ganha também um horário na grade da TV Globo. Às quartas-feiras, após o “BBB”, a atração promete muitos risos com os casos inusitados dos convidados. Taís Araújo, Ary Fontoura e Gkay estão no episódio de estreia da quarta temporada.

GLOBOPLAYEm foco com Andréia Sady. A jornalista entrevistou o professor Gabriel Chalita. Ele contou os bastidores dos encontros Luala e Alckmin. Vale rever.

SÉRIES

TikTok a realidade da Ucrânia aparece de forma muito peculiar no TikTok , a rede social de origem chinesa que virou febre entre os zennials. A influencer ucraniana Kristina Korban, por exemplo, dava dicas de boa forma e de finanças antes do conflito. Agora, descreve aos seus mais de 600 mil seguidores as explosões que ouve do lado de fora de seu quarto ( o vídeo já teve quase dez milhões de visualizações). Mais famosa ainda, a influencer Elena Filonova passou a gravar vídeos de humor contra a Rússia. Sem perder a classe, mostrou os restos de um míssil na rua enquanto usava uma bolsa Yves Saint Laurent. Policial e lutador profissional de MMA, Andriukha Kurilenko, 22 anos, não era conhecido antes da guerra. Seu número de seguidores explodiu depois que se juntou à resistência e passou a gravar vídeos com armas pesadas. Com 211 mil seguidores, conta que não se preocupa com as guerras dde narrativas, nem em mostrar a visão ucraniana do conflito. E já se diz resignado com as “fake knews” espalhadas pelo outro lado, o dos ticktopkers russos. Ele publica vídeos para mostrar que está vivo às pessoas que estão preocupadas com ele. Já está sendo usado também para mostrar a guerra em tempo real. A invasão russa na Ucrânia é chamada de “Guerra do TikTok”. Mas os jovens têm “letramento digital” para discernir o que é verdade e o que é mentira.

 

NETFLIX

Faz-me rir a comédia francesa é a série lançada nos últimos dias na Netflix e a mais nova criação de Fanny Herrero (autora de “Dix pour cent”) em parceria com Hervé Lassïnce. Vale conferir. Agora, Fanny se aprofunda também no drama. São seis episódios que acompanham um grupo de jovens que sua para ganhar a vida no Le Drôle Comedy Club, casa de circuito alternativo do stand-up em Paris. Os quatro personagens centrais buscam um caminho no humor profissional, mas ainda estão longe disso. Uma é mulher e negra. Há um descendente de vietnamitas e um árabe. As origens diferentes servem como um pretexto para a série fazer um painel social amplo. Todos ganham a vida em atividades alheiras ao trabalho de comediante, que é um bico. Os 300 euros obtidos na casa noturna onde a maior parte da ação se desenrola não bastam para pagar as contas. Nezir (Younès Boucif) trabalha como entregar de uma empresa de aplicativo de dia. E enquanto está na bicicleta vai ensaiando seus números. Seu pai é fonte de inspiração de esquetes. Ele é aposentado, quase não tem renda e gasta o pouco que ganha em maconha. Todos os  personagens têm seus dramas mas o tratamento é de comédia. E ainda tem externas de Paris. Não perca.

3 Tonelada$:Assalto ao Banco Central: em 2005, um grupo alugou uma casa em Fortaleza. Lá, eles abriram uma empresa que comercializava grama sintética. Só que era tudo fachada. Durante três meses, trabalharam noite e dia escavando um túnel que desembocava dentro do Banco Central, localizado na vizinhança. De lá, roubaram mais de R$160 milhões. A ação foi profissional. Agora, a Netflix lançou “3 tonelada$:Assalto ao Banco Central”. São três episódios. Um dos participantes da ação – com a identidade preservada no filme – conta que os bandidos retiravam uma pilha alta de entulho do subsolo todos os dias. Para que ninguém desconfiasse, em vez de descartar os sacos, passaram a aterrar o jardim. O túnel chegou a 80 metros de comprimento. Ele se estendia sob as galerias de esgoto e acima do lençol freático. Havia um sistema de ar refrigerado e de luz, além de uma linha telefônica ligando um lado ao outro. A direção de Rodrigo Astiz evitou as reconstituições com atores e fez bem.  Não há narrador, apenas numerosas e consistentes entrevistas. O roteiro reconstrói bem os acontecimentos. Começa detalhando o roubo, segue com a investigação e, finalmente, se debruça sobre o que houve com o dinheiro roubado. É igual ao famoso assalto ao trem pagador, em Londres, no ano de 1960.

Disque prazer – a partir de hoje. Ambientada numa efervescente Amsterdã no fim dos anos 1980, a série acompanha um grupo de jpvens que criam a primeira linha de telessexo da Europa, Teledutch. Aluna de Psicologia, Mary (Joy Delima) comoça a trabalhar como atendente na empresa ao mesmo tempo que vê o surgimento da house music e da “droga do amor”, o ectasy.

Elite – a partir de hoje. As férias acabaram e os alunos da escola Las Encinas – a mais cara e exclusive de Madri. – estão preparadas para a quinta temporada da produção espanhola “Elite”, que nos episódios anteriores se despediu de alguns personagens e ganhou outros. Mas ima coisa segue igual: assassinatos, segredos e investigações continuam movimentando a trama. Com a morte de Armando, o romance entre Samuel e Ari está ameaçado. Além disso, um novo personagem, Bilel (Adam Nourou), promete dificultar a vida de Samu. Rebeka vive um momento de autodescoberta, e Omar está em  processo de cura depois que Ander foi embora com Guzmán. Os episódios inéditos prometem revelar ainda mais detalhes sobre o abuso cometido por Phillipe, sobre os ataques de raiva de Patrick, e desenvolver o desejo de vingança de Benjamin. No meio de todo esse drama, mais dois alunos se matriculam em Las Encinas: a jovem herdeira Isadora (Valentina Zenere) e Iván (André Lamoglia), filho do maior astro de futebol mundial.

Terra à venda – a produção da belga SBS com a Lumière a Netflix é ambientada em Bruxelas e falada em árabe, em flamenco e, de vez em quando, em francês. Os personagens centrais integram a numerosa colônia muçulmana que mora nos subúrbios da cidade. O ambiente é cinza e triste. O primeiro episódio abre abordando a morte, mas a série é irresistível por esse estranhamento que causa. Omar (Bem Hamidou) translada caixões para as pessoas serem enterradas no seu país natal, o Marrocos. É um costume que ninguém questiona, embora caro. Ele transfere o negócio para os filhsoi Ishm,ael ( Yassine Ouaich0 E Nadja (Ahlaam Teghadouini). O rapaz muda o rumodas coisas e sugere trazer importar terra do Marrocos e usá-la no  cemitério da Bélgica porquqe as famílias enlutadas evitarão  ass despesas e poderão visitar os túmulos de seus parentes. É o que faz disparar a trama. É uma comédia com drama familiar e trata dos choques culturais e dilemas da imigração. Merece atenção.

PARAMOUNT+Icarly : a partir de amanhã. O reboot da série do início dos anos 200 chega à segunda temporada. Os amigos Carly, Spencer e Freddie estão de volta, aggora, para lidar com as incertezas da vida aos 20 e tantos anos. Carly irá se dedicar a seus amigos e familiares após complicações amorosas, e enquanto isso, trabalhará para impulsionar seu canal revivido na web.

STAR+Crossing Swords: estreou quarta-feira. A série animada para adultos estreia a segunda temporada. A produção conta a história do camponês Patrick, que conseguiu o cargo de escudeiro no castelo real. Porém, seu emprego dos sonhos se torna uma decepção e, para completar, ele precisa lidar com seus irmãos criminosos.

HBO Max

The special section: Um dos criadores de Seinfeld, Larry David interpreta uma versão de si mesmo na série. Ele enfrenta uma série de pequenos aborrecimentos em seu dia a dia. Mas, em se tratando de David, os incidentes sempre aumentam de proporção. No capítulo 6 há uma participação de Martin Scorsese.

Segura a onda – Um dos criadores de Seinfeld, Larry David interpreta uma versão de si mesmo na série. Ele enfrenta uma série de pequenos aborrecimentos em seu dia a dia. Mas, em se tratando de David, os incidentes sempre aumentam de proporção.

FILMES

A juíza Daniela Berwanger Martins, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, suspendeu na terça-feira um despacho que ordenava a retirada dos serviços de streaming do filme “Como se tornar o pior aluno da escola”. O despacho do Departamento de Proteção e de Defesa do Consumidor (DPDC), ligado ao Ministério da Justiça, foi divulgado no dia 15 de março. A censura alegava que o filme fazia apologia à pedofilia.No dia seguinte, em 16 de março, outro órgão ligado ao Ministério da Justiça, a Secretaria Nacional de Justiça (SENAJUS), mudou a classificação indicativa do filme de 14 para 18 anos de idade.Como o despacho que censurava o filme era baseado na classificação indicativa anterior, de 14 anos, a juíza Daniela Berwanger considerou que ele não tem mais validade.

A suspensão foi feita a partir de um pedido do Ministério Público Federal e a Associação Brasileira de Imprensa, que alegavam que a censura era um cerceamento da liberdade de expressão.

No streaming do 27º Festival É tudo verdade. Link: 27º Festival É tudo verdade

Hoje

13h Belchior – apenas um coração selvagem: no Festival É tudo verdade. No streaming o link é: É Tudo Verdade Play. Só para 200 usuários. Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes era conhecido apenas como Belchior, o grande cantor, poeta e compositor de Sobral, no Ceará, e que fez sucesso no Brasil inteiro. Ele morreu em 2017, aos 70 anos, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, dois diretores de cinema estreantes, Camilo Cavalcanti e Natália Dias, trabalhavam havia mais de um ano no projeto desse documentário que traz depoimentos do artista. Ontem, o documentário foi exibido presencialmente no Rio e São Paulo e hoje está no streaming do festival. O documentário revela a faceta inquieta e inconformista de Belchior por meio de suas palavras e canções como o refrão de “Sujeito de sorte”: “ Tenho sangrado demais/Tenho chorado pra cachorro/Ano passado eu morri/Mas esse ano eu não morro” que, sampleado pelo rapper Emicida na música “AmarElo”, acabou se tornando o hino de resistência do jovem brasileiro em meio aos desmandos governamentais durante a pandemia.

JFK revisitado – Através do Espelho – ganha sessões no festival É Tudo Verdade Play. Trinta anos depois de “JFK – A pergunta que não quer calar” (1991), dirigido por Oliver Stone. o diretor americano volta a remexer nos mistérios envolvendo o assassinato do presidente americano John Kennedy, em 1963 – desta vez no formato documentário. O diretor atualiza informações mostrado no drama lançado três décadas atrás, no qual o ator Kevin Costner interpreta Jim Garrison, o promotor público de Nova Orleans que tentou provar nos tribunais uma suposta conspiração contra o mandatário democrata. Neste documentário, Stone acredita que John Kennedy foi vítima de suas ideias progressistas e reforça a tese de que o ex-presidente americano foi vítima de uma conspiração, além de desmoralizar o relatório da Comissão Warren – criada pelo presidente que substituiu Kennedy, Lyndon Johnson, para investigar o assassinato -, que apontou Lee Harvey Oswald como executor solitário. Também sugere o envolvimento da CIA, o serviço de inteligência do país, e de setores da sociedade. Stone diz que o motivo do assassinato foi mudança já que Kennedy foi o último presidente americano a se preocupar com a paz.  O documentário é dividido em duas partes. A primeira é narrada pelo diretor e pela atriz Whoopi Goldberg, concentra-se nas evidências coletadas naquele 23 de novembro em Dallas, com testes de balísticas, a necropsia, as fotos dos ferimentos de entrada e saída dos projéteis e os relatos das pessoas que viram ou tiveram contato com o corpo de Kennedy. A segunda tem narração de Donald Sutherland (que está no filme de 1991), e se abre para o que seriam os motivos por trás do crime e os esforços para encobrir autores e suas motivações. È nesta parte que se concentram alguns dos pontos mais controversos, como a relação do país com Fidel Castro, as iniciativas para a retirada das tropas americanas do Vietnã e a reação dos militares e da indústria de armas, e de seus lobistas, dentro e fora do governo. Stone diz que evidências como a “bala mágica”, a necropsia e o rifle usado no crime foram fraudados. No streaming o link é: É Tudo Verdade Play.

CINEMATECA DO MAM

Para homenagear o fundador da locadora Polytheama, Julio Cesar de Miranda, começa em abril na Cinemateca do MAM uma grande mostra, com sessões online e presenciais, de seus filmes favoritos. A locadora Polytheama, em Copacabana, foi um dos tesouros cinematográficos do Rio de Janeiro. Nos anos 1980 e 1990, ela foi essencial na formação de cineastas, críticos, pesquisadores, professores e apaixonados por cinema, e é citada no filme “Separações”, de Domingos de Oliveira. Hernani Heffner, gerente da Cinemateca, fala sobre o homenageado: “Júlio Cesar de Miranda encarnou como poucos a condição de cinéfilo na cena carioca. Foi o mais entusiasmado, vibrante, ativo e mobilizador agente cultural pró-cinema que conheci, não só porque manteve a chama histórica da cinefilia – o amor incondicional a todo o cinema, sem distinções, ainda que com acerbas e apaixonadas discussões – mas porque soube adaptá-la como ninguém aos novos tempos de home-movies (VHS, DVD), canais a cabo e streamings. Julio conseguiu: passar o amor que ele tinha pelo cinema para todos a sua volta.” Na mostra online (até 30 de abril), estão filmes dos diretores Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Ruy Guerra, Julio Bressane, Eryk Rocha, Silvio Tendler, entre outros. Nas sessões presenciais estão produções de Alain Resnais, Federico Fellini, Jia Zhangke, John Ford. Todas as exibições são gratuitas. Completam o evento três debates no YouTube e Facebook do MAM Rio.

PROGRAMAÇÃO

CINEMATECA ONLINE
Programação gratuita em www.vimeo.com/channels/cinematecadomam

SEX 1 – DOM 3 ABR
Homenagem a Julio Cesar de Miranda. Chuvas de verão de Carlos Diegues. Brasil, 1978. Com Joffre Soares, Miriam Pires, Gracinda Freire, Paulo César Peréio e 93’. Classificação indicativa 16 anos
DOM 10 – TER 12 ABRBrás Cubas de Julio Bressane. Brasil, 1985. Com Luís Fernando Guimarães, Bia Nunes, Guará, Renato Borghi e Maria Glady. 93’; QUA 13 – SEX 15 ABR: Campo de jogo de Eryk Rocha. Brasil, 2014. Documentário. 71’; SÁB 16 – DOM 17 ABR – Dormente de Joel Pizzini. Brasil, 2005. Experimental. 15’. Classificação indicativa 12 anos + Olho nu de Joel Pizzini. Brasil, 2012. Documentário. 101;

TER 19 – QUI 21 ABRRien que les heures de Alberto Cavalcanti. França, 1925. Com Blanche Bernis, Nina Chouvalowa, Philippe HÉriat, Clifford Mclaglen Experimental. Silencioso. 45’; SEX 22 – DOM 24 ABRSeparações de Domingos Oliveira. Brasil, 2003. Com Domingos Oliveira e Priscilla Rosenbaum. 117’;  SEG 25 – QUA 27 ABR- Nas asas da Pan AM de Silvio Tendler. Brasil, 2020. Documentário. 110’; QUI 28 – SÁB 30 ABRCrônica de um industrial de Luiz Rosemberg Filho. Brasil, 1978. Com Renato Coutinho, Ana Maria Miranda, Wilson Grey, Kátia Grumberg. 87’.

PROGRAMAÇÃO PRESENCIAL NO AUDITÓRIO COSME ALVES NETTO: Ingressos gratuitos em www.mam.rio/ingressos.

SEX 29 ABR . 18h30 –  Plataforma (Zhantai) de Jia Zhangke. Hong Kong, China, Japão e França, 2000,  Com Hongwei Wang, Zhao Tao, e Jilgdong Liang. 154’. Legendas em português. Exibição em MP4(h264), 14 anos;  SÁB 30 ABR . 15h- Rastros de ódio (The Searchers) de John Ford. Estados Unidos, 1956. Com John Wayne, Jeffrey Hunter, Vera Miles, Ward Bond e Natalie Wood. 119’. Legendas em português. Exibição em MP4(h264). Classificação indicativa 12 anos;

SÁB 30 ABR . 17h – Roma de Fellini (Roma) de Federico Fellini. Itália e França, 1971. Com Peter Gonzales Falcon, Fiona Florence e Marne Maitland. 119’. Legendas em português. Exibição em MP4(h264), classificação indicativa 12 anos; DOM 1 MAIO . 15hO ano passado em Marienbad (L’Année dernière à Marienbad) de Alain Resnais. França e Itália, 1960. Com Giorgio Albertazzi, Delphine Seyrig, Sacha Pitoëff. 93. Legendas em português. Exibição em MP4(h264). Classificação indicativa 12 anos; DOM 1 MAIO – 17h – Por que você não vai brincar no inferno (Jigoku de naze warui) de Sion Sono. Japão, 2013. Com Shinichi Tsutsumi, Jun Kunimura, Fumi Nikaidô. Legendas em português. Exibição em MP4(h264). Classificação indicativa 16 anos.

DEBATES: (Youtube e Facebook do MAM Rio)

SEX 15 ABR . . Mesa 1. Com a participação de Carlos Alberto Mattos, José Carlos Monteiro, Joel Pizzini, Silvio Tendler, Elmar Pereira de Mello e Eryk Rocha. Mediação de Hernani Heffner;  SEG 18 ABR . 20h – Mesa 2. Com a participação de Othon Bastos (a confirmar), Paula Gaitán, Bia Lessa (a confirmar), Adriana Cursino e Marcelo Janot. Mediação de Carlos Alberto Mattos;  QUA 20 ABR . 20h Mesa 3. Com a participação de João Luiz Vieira, Claudia Dottori, Wanda Ribeiro, Mariza Gualano e Patricia Rebello. Mediação de Ruy Gardnier.

Informações: cinemateca@mam.rio

Filmes do Oscar que podem ser vistos na TV.

 

 podem ser vistos na TV

 

Vencedores dRIME               PRIME VIDEO Melhor filme: Melhor ator coadjuvante: Troy Kotsur; Melhor roteiro adaptado:“No ritmo do coração”.

                                                 NETFLIX Melhor diretor: Jane Campion, “”Ataque dos cães”.

HBO MAXMelhor               melhor ator: Will Smith, “King Richard: Criando campeãs”; melhor fotografia, melhor montagem, melhor design de produção, melhor som, melhores efeitos especiais, melhor trilha sonora original: “Duna”.

DISNEY+Melhor animação: “Encanto”; melhor figurino :”Cruella”.

GOOGLE PLAY – “No Time to Die”, Billie Eilish e Finneas O’Connell (“007 – Sem tempo para morrer”) –melhor canção original.

(TELECINE PLUS) e nos cinemas – melhor documentário:”Summer of Soul”.

NETFLIX – Uma mul                                      Filmes que chegaram à NETFLIX:1. 7 Prisioneiros (2021), Alexandre Moratto – Um grupo de homens do interior se mudam para São Paulo e acabam prisioneiros em um ferro-velho, obrigados a trabalhar para saldar dívidas exorbitantes. Entre eles, Matheus que estava em busca de emprego e agora vive em situação análoga à escravidão, submetido à miséria e violência pelo patrão, Luca. O homem promete que quanto mais eles trabalharem, mais próximos estarão de sua liberdade. Para tentar escapar de sua situação, Matheus acaba entrando em uma incômoda parceria com o chefe; 2 – A Última Carta de Amor (2021), Augustine Frizzell – Em 1960, Jennifer sofre um grave acidente de carro e tem amnésia. Ela tenta lentamente reconstruir sua vida com seu rigoroso marido, até que encontra uma série de cartas de amor endereçadas a ela e assinadas apenas pela letra B, indicando que ela mantinha um relacionamento extraconjugal. Décadas mais tarde, uma das cartas é encontrada pela jornalista Ellie, que fica obcecada em unir novamente os protagonistas; deste amor proibido; 3- Identidade (2021), Rebecca Hall – Em 1920, no Harlem, Irene Redfield é uma mulher negra que se finge de branca com uso de maquiagem há anos e consegue enganar, até mesmo, seu marido racista, que não possui a menor pista da identidade dupla da esposa. Anos depois, ela reencontra uma antiga amiga, Clare, que também é uma negra se passando por branca. Ambas encontram conforto e aceitação nessa identidade, mas conforme Clare se torna convidada constante na casa de Irene, um triângulo amoroso entre elas e o marido irá surgir em um terreno de mentiras; 4- Retrato de um Campeão (2021), Chi-Man Wan- O filme conta a inspiradora história do atleta paralímpico So Wa-wai. Nascido com icterícia, ele teve sua audição e equilíbrio afetados permanentemente. Apesar disso, seu corpo revelou um talento especial para a corrida. Incentivado por sua mãe trabalhadora, Wa-wai se junta a uma equipe de pessoas com deficiência física e acaba fazendo história nos Jogos Paralímpicos. O longa retrata a árdua jornada da família até a glória no atletismo. Ainda revela os obstáculos enfrentados por atletas profissionais de Hong Kong, entre os quais muitos são forçados a abandonar suas carreiras para trabalhar em empregos comuns; 5 – Schumacher (2021), Hanns-Bruno Kammertöns e Vanessa Nöcker – Por meio de imagens inéditas de Schumacher e uma aparição rara de sua esposa, Corinna, o documentário permite que os espectadores entendam melhor a estrela mundialmente conhecida, bem como a lesão devastadora que sofreu esquiando e que virou sua vida de cabeça para baixo. Também outros membros da família, como seu pai, Rolf, o irmão, Ralf, e seus dois filhos Gina-Maria e Mick, assim como figuras proeminentes da F1, traçam um retrato íntimo da vida do corredor, acenando para o fato de Schumacher ser o piloto de carro de corrida sete vezes campeão do mundo; 6 – Vingança e Castigo (2021), Jeymes Samuel- Quando criança, Nat Love viu seus pais serem brutalmente assassinados pelo criminoso Rufus Buck, que ainda fez uma cicatriz de cruz virada para baixo na testa do garoto. Agora adulto, Nat é um pistoleiro fora da lei, que ao saber que Buck está fora da cadeia, decide procurá-lo e vingar a morte de seus pais. Nat ainda poderá contar com a ajuda de alguns amigos nessa perigosa aventura pelo Velho-Oeste; 7 – A Batalha Esquecida (2020), Matthijs van Heijningen Jr.- Durante a Batalha do Escalda, em novembro de 1944, três jovens de lados opostos da guerra veem seus destinos entrelaçados por suas escolhas. Um deles, é um piloto holandês lutando em favor dos nazistas. O outro, um piloto britânico. Ainda, uma jovem da resistência. Eles fazem o que podem para conseguir sua liberdade, mas acabam afetando as vidas uns dos outros; 8 – Um Contratempo (2016), Oriol Paulo: Um Contratempo” segue o padrão dos filmes de suspense policial espanhóis produzidos nos últimos anos: uma história com protagonistas especialmente bonitos, um anticlímax atrás do outro, locações soturnas e a dose certa de violência — neste caso, dosada até demais, o que não chega a ser algo que deponha contra o trabalho do diretor Oriol Paulo, um discípulo aplicado dos mestres Alfred Hitchcock e Brian de Palma. A premissa é simples, quase simplória: um sujeito diz ser acusado por um crime que não cometeu e procura a melhor advogada que encontra. Ela faz questão de saber toda a história, com todos os detalhes. Ao passo que ele se explica, ela o contesta — afinal, antes ela que a promotoria, ou o júri, ou, o pior, o próprio juiz. Tudo tem de sair de forma a fazê-lo parecer de fato inocente e, assim, se livrar da cadeia. O caso é que, quanto mais ele fala, mais se enrola (até porque a situação toda é mesmo um grande enrosco), mais o crime se distancia de um desfecho satisfatório para sua defesa e mais controversa se torna a advogada, sem que o espectador saiba ao certo quem desempenha que papel ali.

 

27ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários voltará a ter sessões presenciais. O mais importante festival de gênero do país ocupará salas de cinema em São Paulo e no  Rio de Janeiro, a partir de 31 de março (5ª feira) e 1º de abril, respectivamente, com exibição gratuita de 77 filmes de 34 países, entre longas, médias e curtas-metragens. Algumas das produções, que ficam em cartaz até domingo, também serão exibidas on-line através das plataformas  É Tudo Verdade Play, Itaú Cultural e Sesc Digital. O diretor e pesquisador Mark Cousins, conhecido pela série documental “A história do cinema: uma odisseia” terá dois filmes exibidos nas sessões de abertura: “A história do olhar” (em São Paulo) e “A história do cinema: uma nova geração”(Rio). O encerramento será com “O território”, do norte-americano Alex Pritz, que recebeu o prêmio especial do júri e o prêmio de melhor documentário pelo júri popular do Festival de Sundance. A produção segue um jovem indígena brasileiro na luta do povo Uru-Eu-Wau-Wau contra fazendeiros em área protegida da floresta amazônica. Dentre os longas que participam da mostra brasileira destacam-se “Belchior – Apenas um coração selvagem”, de Camilo Cavalcanti e Natália Dias, sobre o poeta, cantor e compositor. O documentário português “Cesária Évora”, de Ana Sofia Fonseca, sobre a cantora cabo-verdiana, é uma das apostas da programação internacional, assim como “O filme da sacada”, no qual o diretor polonês Pawel Lozinski retrata conversas das pessoas que passam pela rua sob a sacada de seu apartamento, em Varsóvia. “Navalny” é um filmes político que acompanha um dos líderes da oposição a Putin, e sobrevivente de uma tentativa de assassinato por envenenamento em 2020. “JFK revisitado: através do espelho”, de Oliver Stone, que apresenta o exame de arquivos sobre o assassinato do presidente John Kennedy, que deixaram de ser sigilosos, também poderá ser visto. A programação está no site do festival:http://etudoverdade.com.br/br/programacao/ ou http://etudoverdade/br/home.

NOS CINEMAS

Tre Piani (Três andares)– diretor Nanni Moretti. É um drama em que famílias de classe média vivem experiências de perdas ou esfacelamento de relações. Num dos apartamento de um prédio residencial de três andares vive uma família de juízes em que o filho bêbado atropelou e matou uma pessoa. Em outro, uma mulher acaba de ser mãe e começa a ter alucionações que podem remeter a um problema genético.  Em outro ainda, um homem começa a suspeitar que um vizinho idosos pode ter abusado de sua filha pequena num parque das redondezas. E ainda há traições, processo por estupro, ligações com a máfia e luto em meio às famílias.  Com Monica de Alba (deterioração mental) ou a Dora de Margherita Buy (a mãe que tudo perdoa). Belo filme. Espaço Itaú, rede Estação e Reserva Cultural.

Caixa preta – indicado a cinco prêmios César, incluindo melhor roteiro original e melhor ator para Pierre Niney, o thriller do francês Yves Gozlan acompanha a investigação sobre a queda de um avião nos Alpes suíços que matou 300 passageiros. Niney vive o responsável por analisar a caixa-preta da aeronave, e suspeita que a tragédia tenha sido proposital.

PALESTRAS

Em celebração ao centenário Semana de Arte Moderna de 1922, a Academia Brasileira de Letras promove às quintas-feiras até 28 de abril, o ciclo gratuito de palestras “Brasil Moderno”, às 17h30, no Teatro R. Magalhães Jr, na sede da ABL, com transmissão pelo site e pelo canal YouTube da instituição e coordenada pelo poeta Geraldo Carneiro e o advogado e educador Joaquim Falcão. Acadêmico recém-eleito, em novembro para a cadeira 20, o cantor e compositor Gilberto Gil aborda, no dia 14/4, a influência da Semana no movimento musical do qual foi um dos protagonistas em “Antropofagia” e “Tropicália”. Dia 28/4, acontece a última palestra com o músico e ensaísta José Miguel Wisnik, com a palestra “Mario e Oswald – É tudo para hoje”. Semanalmente, o site da ABL disponibilizará um link de inscrição para os interessados em assistir às palestras presencialmente.

LAZER

ESPORTE PRESENTEÉ uma iniciativa de aulas grátis de diversas modalidades esportivas fruto da parceria entre a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e a Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj). O projeto atende a todas as faixas etárias, incluindo pessoas com deficiências. As aulas são funcional, futsal, futebol, beach soccer, capoeira, kickboxing e jiu-jitsu. As aulas são realizadas nas praias de Botafogo, Copacabana, Leme e no Jardim Botânico, além das comunidades Santa Marta, Vidigal, Tavares Bastos, Santo Amaro e Rocinha. Para participar basta fazer cadastro. Por meio do aplicativo TecSports, é possível acompanhar todas as aulas. O app foi criado com o intuito de facilitar o cadastramento e também para que os pais possam acompanhar em tempo real, no caso de crianças e adolescentes, o rendimentos do sfilhoos nas atividades. Entre os professores há diversos atletas profissionais com títulos de campeões.

PÁSCOA

 

Ovo de colher: Quem quiser encomendar, a Fábrica de Bolo Vó Alzira (Rua Gustavo Sampaio, 621, loja A, Leme. Tel: 3529-5959) lançou cinco sabores de ovo de colher (R$42,90 cada). Os recheios são:musse de leite Ninho, musse de maracujá, musse de limão, chocolate com brigadeiro e brigadeiro com bolo de cenoura. Encomendas até o dia 10; Brigadeiro de Tâmaras: A LEVe Brigaderia Natural (@leve.brigaderia) lançou um kit Páscoa com oito brigadeiros de tâmara, um minibrigadeiro de tâmara cremoso e dois potinhos de cobertura: coco e castanha de caju (R$89), tel:97291-6144; Brownie em Foco: a Dosonhos tem feito sucesso com o ovo de brownie Banofee (R$75), recheado com doce de leite artesanal e bananas assadas. Por cima, cobertura de chantilly de leite Ninho com uj toque de canela. Para os não tão chocólatras, a pedida é p bolo de cenoura fofo sobre uma camada de brownie e com ganache na cobertura (R$100). Taxa de entrega de R$15 para Zona Sul. Encomendas: 99965-7790 oi iFood.

 

Diversão com bons pratos – Quem gosta de aprender receitas nas redes veja @thallitaxavier. Ela ensina bons pratos e diverte muito.

 

LIVROS 

PRÊMIO JABUTI

A filósofa Sueli Carneiro, uma das principais teóricas do feminismo negro no Brasil, será a personalidade literária no ano da 64ª edição do Prêmio Jabuti. É a primeira vez que uma autoria de não ficção será homenageada pelo Jabuti, que é concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A entrega do prêmio volta a ocorrer presencialmente em novembro, e a festa será transmitida on-line. A CBL anunciou mudança em duas categorias: “Biografia, Documentário e Reportagem” foi renomeada “Biografia e Reportagem”, e “Ciências Humanas” passa a considerar também obras de crítica literária. O Jabuti tem quatro eixos (Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação) e 20n categorias. Os vencedores das categorias dos eixos Literatura e Não Ficção concorrem ao Livro do Ano cujo  prêmio é de R$100 mil. As inscrições do Prêmio Jabuti se estendem até 18h do dia 26 de maio. Para  homenagear o Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 foram convidados cinco grafiteiros, de todas as regiões do país, para repaginar a identidade visual do prêmio. São eles: o amazonense Raí, a cearense Tereza de Quinta, o mato-grossense Rafael Jonnier, o paulista Ciro Schumman e o gaúcho Marcelo Pax.

Livros de Lygia Fagundes Teles

A nossa escritora foi mulher, mãe, feminista e amava a vida. Aqui uma lista de cinco obras suas: 1. Ciranda de pedra (1954) – foi seu primeiro romance que se tornou base de duas telenovelas, parte do desmoronamento de uma família. Obrigada a conviver com as instabilidades emocionais de seus pais, Virgínia mergulha em segredos familiares em uma jornada de loucura, traição e morte; 2. Antes do baile verde (1970) – Lygia reuniu neste livro algumas de suas histórias mais impactantes. Escritas entre 1949 e 1969, elas abordam com maestria dramas individuais e descompassos conjugais; As meninas (1973) – alterna a primeira e terceira pessoa para compor o universo do trio de amigas, formado pela “subversiva” Lia, a “burguesa” Lorena e a “drogada” Ana Clara. Narrando conflitos da juventude na ditadura militar, o livro só foi permitido porque o censor não conseguiu passar da página 40 porque achou chato. A crítica, ao contrário, recebeu a corajosa obra com entusiasmo; Seminário dos ratos (1977) – os 14 contos exploram temas caros à autora, como solidão, desejo, anseios metafísicos e transtornos emocionais. Transitando entre o realismo e o fantástico, inclui “Tigrela”, uma das histórias mais famosas de Lygia, que tem um personagem meio mulher, meio tigre; As horas nuas (1989) – aclamado como um dos romances mais vigorosos e sutis da autora. Como em “As meeninas”, Lygia alterna a terceira pessoa e fluxode consciência, e aborda temas como a AIDS e as drogas.

BANCA BOSSA (@bancabossa)um empreendimento do jornalista Daniel Ramalho, a Banca Bossa é uma banca literária que desde novembro está na Rua João Lira, no Leblon. Recém-formado em Biblioteconomia e em meio à concorrência digital, Ramalho apostou que olivro físico ainda tem valor. Ele abriu a banca para dar oportunidade aos clientes de escolherem pessoalmente duas leituras e presentes.  Um dos principais filões da banca é a literatura infantil e os livros ficam na altura das crianças. Assim ela conseguem pegar e folhear. O entorno da banca também é palco de eventos, como o lançamento da linha de papelaria da Anouska Merocs, da editora e ilustradora Ana Borelli, agendado para o próximo dia 28, às 17h30. E ainda discussões sobre o debate “Mulheres na literatura: ontem e hoje”, ocorrido na última semana. Em junho está programado um recital de poesias no local. Outras bancas infantis também são a Flavius Children’s Book (@flaviebarbose), próximo ao Largo dos Leões, no Humaitá. Livrarias de bairro como a Janela (@janela_livraria), no Jardim Botânico; e a Pequeno Benjamin (@pequenobenjaminlivraria), em Ipanema.

O pomar das almas perdidas (Tordesilhas, R$49) – Nadifa Mohamed. O romance da escritora somali-britânica se passa às vésperas da guerra civil (que continua até hoje) na Somália onde Nadifa nasceu em 1981. No Brasil esgotou duas tiragens de cinco mil exemplares o que a deixa a autora surpresa. Ela esteve no Rio em 2016, e participou da FLUP (Festa Literária das Periferias), na Cidade de Deus. O livro é inspirado em três mulheres: Kawsar (inspirado em sua avó que ficou na Somália), Filsan e Deqo. As três se encontram numa manifestação em um estádio convocada pelo governo. Deqo, uma menina nascida em um campo de refugiados, deveria dançar para os generais que mandavam no país, mas erra na coreografia e apanha de Filsan, uma soldado pragmática. Kawsar tenta defender a menina, mas acaba presa e espancada por Filsan. As três só se reencontram no final do livro quando os conflitos entre o governo e grupos rebeldes se intensificam. Entre um encontro e outro, Kawsar passa meses acamada, Filsan reprime  cruelmente os adversários do regime e Deqo é acolhida por prostitutas com apelidos inusitados (China, Stálin e Karl Marx).

Luiz Zerbini: a mesma história nunca é a mesma o artista plástico paulistano inaugurou essa exposição individual no Museu de Arte de São Paulo (Masp), a primeira em um museu paulista, com 50 obras monumentais. A tela – “Massacre em Haximu” (2020) – que se refere ao genocídio dos ianomâmis em 1993 está na mostra. Zerbini, 62 anos, está preocupado com o espraiamento de 30% do garimpo contra esses indígenas numa faixa de terra entre os estados de Roraima e Amazonas, mas também quer retratar o passado. A exposição é aberta com a monumental “A primeira missa” (2014), sob a ótica dos indígenas. Ele observou fotografias do povo Krenak e pintou a tela como se os indígenas observassem a a chegada de outras pessoas aqui, no Brasil. Segundo ele, “A primeira missa” é um pretexto para falar de um nó, da impossibilidade de essas duas civilizações conviverem. Essa tela já foi incluída em livros didáticos e provas de vestibular. Destacam-se ainda na exposição dezenas de monotipias da série “Macunaíma” (2017) que acompanharam uma edição do romance “Macunaíma: o herói sem nenhum caráter”, de Mário de Andrade (1893-1945).

Artur Sendas, uma história de pioneirismo e inovação (Máquina de Livros, R$59) – Luciana Medeiros. Um homem visionário, idolatrado pelos funcionários e admirado pelos concorrentes. A partir de um modesto armazém na Baixada Fluminense, Arthur Sendas construiu uma das maiores redes de supermercados do país e uma das dez maiores empresas privadas entre os anos 1970 a 1990, a única com capital 100% nacional. Guiado por uma aguda intuição, tornou-se uma das mais influentes lideranças no mundo econômico brasileiro, consultado sempre por presidentes e pelos maiores nomes do mercado. Sua extraordinária trajetória é narrada em paralelo ao desenvolvimento do Brasil no século XX. Sendas superou mudanças de moeda e de governos, hiperinflação, controle de preços, saques e desabastecimento, e ainda assim investiu pesado e diversificou os negócios do grupo. A partir de quase uma centena de depoimentos e de uma pesquisa reveladora, a autora Luciana Medeiros narra ainda a paixão e o envolvimento do empresário com o Vasco, a fé que o guiava diariamente, a inovação que promoveu no varejo brasileiro, a badalada fusão da Sendas com o Pão de Açúcar e sua trágica morte, que chocou o país. Mais do que um empreendedor de raro talento, Arthur Sendas foi um líder à frente de seu tempo, alinhando numa mesma marca atributos tão valorizados como ética, qualidade e afeto. Ele morreu assassinado por um motorista da família em 2008. A rede de supermercado Sendas chegou a ter faturamento anual equivalente a UU$ 2 bilhões.

Homem de papel (Record, R$64,90) – João Almino. Em seu oitavo romance, o escritor criou um personagem que vem de outro século. É um homem bicentenário, seu nome é Aires e é diplomata aposentado. Veste-se à moda antiga, apresenta-se sóbrio, equilibrado e um verdadeiro mediador. Ele viajou diretamente das páginas de “Esaú e Jacó” (1904) e “Memorial de Aires” (1908), de Machado de Assis, para protagonizar “Homem de papel”. O escritor nascido em Mossoró (RN), também diplomata, promove na narrativa intenso jogo entre passado e presente, em que o célebre personagem transita hoje pelas entrequadras de Brasília, no lugar dos passeios pela Praia de Botafogo e Rua do Ouvidor, no centro do Rio. Plantado no século XXI Aires vai revelando, em primeira pessoa, sua perspectiva das coisas. A diplomata Flor é sua interlocutora privilegiada. Ela se debate entre o amor do marido Cássio e do colega Zeus, como Flora, de “Esaú e Jacó”, jovem apaixonada pelos gêmeos que protagonizam a trama. A ambientação é em Brasília.

Hiroshima meu amor (Relicário, R$57,90) – Marguerite Duras. O roteiro concebido para o premiado filme de Alain Resnais (1959), ganha suya primeira versão em português. O roteiro de Duras que seguiu o pedido de Resnais (“Faça literatura. Esqueça a câmera”), traz a história de amor entre um arquiteto japonês e uma atriz francesa que vai ao Japão para fazer um filme sobre a paz, algo  impossível após o horror da bomba atômica jogada sobre Hiroshima.

Kim Jiyoung, nascida em 1982 (Intrínseca, R$39,90) – Cho Nam-Joo. Traduzido para 18 idiomas com mais de um milhão de exemplares vendidos no mundo, o romance é inspirado na luta da escritora coreana para sobreviver numa sociedade machista, que a fez abandonar um bom emprego numa agência de marketing para cuidar da filha. Ela começa a agir de forma estranha, assumindo voz de outras mulheres, vivas ou não, e vai ao psiquiatra, que começa a ouvir sua história.

Engenheiro fantasma (Companhia das Letras, R$54,90) – Fabrício Corsaletti. Em seu novo livro, o poeta se imagina na pele de Bob Dylan para narrar, em 56 sonetos, uma temporada de exílio voluntário que o músico norte-americano teria supostamente vivido em Buenos Aires, em algum momento não especificado. O autor mistura sua voz À de Dylan criando uma terceira, que vai registrando histórias portenhas ambientadas em ruas, bares, cafés, lojas e museus.

De sonho e desgraça: o Carnaval carioca de 1919 (Mórula Editorial, R$62) – David Butter. O autor é jornalista, produtor de TV e, antes de mais nada, folião. Em seu livro de estreia, ele mergulhou no Carnaval de 1919 que foi o primeiro depois do fim da Grande Guerra. E também o primeiro carnaval depois da voragem da Gripe Espanhola, a mais avassaladora pandemia a abater a cidade até então. Entre setembro e dezembro de 1918, a doença, inicialmente desprezada, infectou 600 mil pessoas e matou 15 mil — números aproximados, talvez subestimados, num universo de cerca de um milhão de habitantes. Foi um carnaval que, por décadas, povoou as memórias próprias e emprestadas de cronistas como Nelson Rodrigues, Mário Filho, Austregésilo de Athayde, Vina Centi e Carlos Heitor Cony – que nasceu em 1926. Foi um carnaval que passou à posteridade como de liberação e de alívio, de desejo e de vingança. Foi um carnaval puxado por pessoas que haviam visto a morte de perto: se não por terem dela escapado elas mesmas, por terem presenciado, no mínimo, a agonia de amigos e parentes. No auge, na Terça-Feira Gorda, o Carnaval de 1919 levou cerca de 400 mil pessoas ao Centro do Rio de Janeiro, de acordo com a estimativa um tanto livre do jornal A Noite. O que aquelas testemunhas e aqueles sobreviventes fizeram nas ruas – naquele e noutros dias? O que elas e eles imaginaram durante e depois da folia? Com uma pesquisa cuidadosa e inédita, David Butter reconstrói essa história em detalhes. Não há momento mais oportuno do que este 2022 para relembrarmos aqueles dias, feitos de sonho e de desgraça, de tristeza e de esperança. A pesquisa do livro serviu como base para o samba da escola de samba Viradouro deste ano: “Amor, escrevi esta carta sincera/Virei noites à sua espera/Por te querer quase enlouqueci/Pintei o rosto de saudade e andei por aí/Segui seu olhar numa luz tão linda/Conduziu meu corpo, ainda/O coração é passageiro do talvez/Alegoria ironizando a lucidez/
Senti lirismo, estado de graça/Eu fico assim quando você passa/A Avenida ganha cor, perfuma o desejo/Sozinho te ouço se ao longe te vejo/Te procurei nos compassos e pude/Aos pés da cruz agradecer à saúde/Choram cordas da nostalgia/Pra eternidade, uma samba nascia/Não perdi a fé, preciso te rever/Fui ao terreiro, clamei: Obaluaê!/Se afastou o mal que nos separou/Já posso sonhar nas bênçãos do tambor/Amanheceu! Num instante já/Os raios de sol foram testemunhar/O desembarque do afeto vindouro
Acordes virão da Viradouro/Tirei a máscara no clima envolvente/
Encostei os lábios suavemente/E te beijei na alegria sem fim/Carnaval, te amo, na vida és tudo pra mim/Assinado: um Pierrot Apaixonado/Que além do infinito o amor se renove/Rio de janeiro, 5 de março de 1919.

Estrelas de couro: a estética do cangaço (Cepe, R$ 120) – Frederico Pernambucano de Mello. O livro de 2010 tem  prefácio é de Ariano Suassuna e ganhou agora uma segunda tiragem, Na internet chegou a ser vendido por R$1.499. O autor se interessa pelo cangaço desde menino, tendo dois livros sobre o assunto: “Guerreiros ao sol: o banditismo no Nordeste brasileiro” e “A guerra total de Canudos”. Adolescente, tornou-se “afilhado de fogueira” (tradição dass festas de São João nordestinas) de Miguel Feitosa Lima, o ex-cangaceiro Medalha, que lhe contava suas aventuras no sertão. Entre 1972 e 1987 foi assistente de Gilberto Freyre na Fundação Joaquim Nabuco. Foi Mello quem revelou, pela primeira vez, o nome do soldado que matou Lampião: Sebastião Vieira Sandes. Os adornos dos cangaceiros davam orgulho a quem entrava no bando. Lampião promovia a chefe os que sabiam  bordar e costurar e os adornos eram uma “blindagem mística da categoria da morte”. Os signos-de-salomão (ou estrela de Davi) que decoravam os chapéus dde couro, serviriam para refletir de volta todo o mal desejado a eles. Mello é consultor da série da Globoplay “Guerreiros do sol” inspirada na vida de Lampíão e que vai estrear em 2023. O autor também planeja doar sua coleção cangaceira ao Museu do Homem do Nordeste com 160 0bjetois (chapéus, joias, um punhal de Lampião, um vestido de Maria Bonita), 600 livros, 165 cordéis, 100 fotografias, manuscritos e entrevistas em áudio e vídeo com ex-cangaceiros.

Memórias sangradas ( Olhares, R$129) – Ricardo Beliel. O início desse livro já diz tudo: “Eu num tenho medo du futuro, desdi que ele venha de frente”. O autor logo mostra que aloi teremos histórias histórias e imagens do cangaço, além da gramática e da filosofia do sertanejo. No fim, o que o livro traz pela frente, diria Corisco, é o passado embolado mais o presente. Beliel percorreu 11 mil km, em sete viagens pelas veredas do Nordeste, para compor sua obra. É uma experiência histórica-literária visual, ecoando Gonzagão, Jackson do Pandeiro, Graciliano Ramos, Ariano Suassuna, Guimarães Rosa e outros mestres. As entrevistas parecem poesias. Ele usa grafia de época quando se refere a pessoas e lugare como Lampeão, Alagôas, Pão D’Assucar, como saía em jornais e documentos. São detalhes bem encaixados entre reportagem e fotos. Nada é inútil São 43 personagens que viveram na carne o cangaço. A referência maior é Lampião (“um homem que cabia um abismo dentro de si”, diz Ozéas, seu cunhado). Mas há espaço para Maria Bonita. Juntos eles cobrem o movimento do princípio ao fim (1910 – 1940). Ressalta que Dadá, mulher de Corisco, foi a única cangaceira porque as outras “eram mulheres companheiras de cangaceiros”. Beliel ressalta a misoginia no país com o papel secundário da mulher daquela época exceto as cangaceiras que eram apaixonadas, apaixonantes e guerreiras. A vida errante era a melhor alternativa à violência doméstica que elas viviam e ainda vivem.Por sua vez, os cangaceiros seguiam normas medievais como cortar as cabeças dos inimigos.

 O pacto da branquitude (Companhia das Letras, R$39,90) – Cida Bento. Há mais de 30 anos, a psicóloga e pesquisadora Cida Bento estuda o discurso de meritocracia e o porquê de pessoas negras serem preteridas no mercado de trabalho, mesmo que tenham currículos equivalentes ou até melhores do que outros candidatos a uma vaga. A pesquisadora explica como um acordo tácito mantém brancos em posições de privilégio, uma herança que é transmitida em forma de merecimento. Cofundadora do Centro de Estudos de Relações de Trabalho e Desigualdades, ela diagnosticou um modelo de manutenção de privilégios, ao qual deu o nome de pacto narcísico da branquitude, tema de sua tese de doutorado. Esse acordo tácito está presente em toda a engrenagem da sociedade brasileira, não apenas no mercado de trabalho, como herança do passado colonial e escravocrata – é apresentado por Bento em no livro.

Homens pretos não choram (Stefano Volp, R$49,90) – Stefano Volp. O autor se diz um “contador de histórias”. No livro com 10 contos, há diálogos inquietantes sobre masculinidade negra. Volp, ele próprio um homem negro e jovem, traz em sua obra histórias inquietantes, escritas sob a visão de uma autor que perscruta a sociedade, e se imiscui nelas, em busca de autoconhecimento, identidade e identificação.  A carga emocional do livro é muito forte. Heleno, personagem do conto “Seco”, é um homem angustiado diante da impossibilidade de chorar. Os personagens expõem diálogos desafiadores, sobretudo entre pai e filho, e escancaram outro tipo de dolorosa proposição: a solidão do homem negro.

Antonio`s – Caleidoscópio de um bar (Record, 1992, R$92 e vendido pelo Sebo Brandão São Paulo por R$35 ) – Mario de Almeida. O recém-falecido jornalista e publicitário fez história também como dramaturgo. Em 1958, ao lado de Paulo José, Paulo César Pereio e Milton Matos, ele fundou o Teatro de Equipe, grupo que marcou época na capital gaúcha. Recém-falecido, Mario de Almeida escreveu “Antonio’s: caleidoscópio de um bar”. A leitura desse livro corresponde a uma viagem ao Brasil das últimas décadas do século passado, através de jornalistas, gente de tv, teatro e cinema, políticos ou simplesmente biriteiros que, com ou sem dinheiro, mais (ou menos) famosos sempre frequentaram o bar que oficialmente nasceu na noite de 11 de fevereiro de 1967, com o nome da música que Frank Sinatra consagrara – Strangers in the Night, na avenida Bartolomeu Mitre, 297, loja C. O nome Strangers causou estranheza e, por sugestão do Otto Lara Resende, mudou-se o  para Antonio`s  por sugestão do banqueiro José Luiz Magalhães em Lins, em referência óbvia ao cozinheiro preferido do jornalista Armando Nogueira. Apesar do próprio cozinheiro Antonio ter ficado pouco tempo na cozinha da Bartolomeu Mitre. O autor do livro, antes de entrar no jornalismo, onde acabou como chefe de reportagem da “Última Hora” gaúcha, foi extremamente feliz na elaboração de “Caleidoscópio de um bar”, entremeando seus próprios textos leves e agradáveis nos quais reconstitui a trajetória de Antonio`s e de seus clientes, intercalou notícias publicadas na imprensa nacional, colunas de Zózimo Barroso do Amaral (“Jornal do Brasil”), Carlos Swan (“O Globo”), Hildegard Angel e Reynaldo Loy (“Última Hora”), o Fernando Lopes (“Tribuna da Imprensa”) e, especialmente, José Carlos de Oliveira, que como cronista do Caderno B do JB, foi se o mais folclórico e famoso de todos os fregueses do Antonio`s – de cuja varanda escrevia sua coluna e ali permanecia, às vezes, até 40 horas ininterruptas. Não é sem razão que este livro é um pouco da própria vida de Carlinhos de Oliveira, capixaba de Vitória, que começou na imprensa em 1952 e criou um estilo único em suas crônicas – com uma certa amargura e niilismo, mas que, nos anos 60, emocionavam milhares de leitores e traziam grande empatia a jovens que com ele se identificavam. Pode-se dizer que pelo menos 30% do espaço de “Caleidoscópio de um Bar” é em homenagem a Carlinhos, falando o autor de figuras marcantes (boa parte já falecidas), que ali diariamente “batiam o ponto”, desde o esporrento Roniquito (Chevallier, irmão da jornalista Scarlet Moon) ao arquiteto e cronista Marcos Vasconcelos.  Os textos de Elsie Lessa, Sebastião Nery, Fausto Wolff , Leopold Camara, Tarso de Castro  (outra figura marcante, gaúcho, jornalista, fundador do “Pasquim”, falecido, como a maioria das “baixas do Antonio`s, de cirrose e outras complicações), Jaguar, Ziraldo, João Luiz Albuquerque, Sérgio Cabral, Henriette Amado, Agildo Ribeiro, Cristina Gurjão (que foi uma das oito esposas de Vinícius de Moraes, mãe de Maria), Mauro Salles, entre outros, enriquecem o livro. Os personagens são Vinícius de Moraes, Antonio Carlos Jobim (depois preferiu a churrascaria Plataforma), Chico Buarque, Otto Lara Rezende, Carlinhos de Oliveira, Sérgio Porto, Regina Rosemburgo, Di Cavalcanti, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Irineu Garcia e muitos outros.

O coração: Frida Kahlo em Paris (Astral Cultural, R$59,90) – Marc Petijean. O autor nasceu na casa de Salvador Dali em Paris. Teve a infância e a juventude rodeadas de arte: obras de Alexander Calder, Frida Kahlo, Max Ernst e do próprio Dali eram decoração onde viveu. Seu pai, Michel Pètijean trabalhava com o colecionador Charles Ratton e era amante da viscondessa Marie-Laure de Noilles – artista e patrocinadora de membros do movimento surrealista -, tornando-se amigo dos artistas. Mas o autor não sabia até há seis anos que um relacionamento entre seu pai e Frida Kahlo lhe renderia este livro que conta uma breve e intensa história de amor entre a artista e seu pai de janeiro a março de 1939 quando ela ficou na capital francesa para a exposição de suas obras na galeria Pierre Cole. Marc tomou conhecimento das cartas de amor que seu pai enviou a Frida depois que ela partiu de Paris. Até então só tinha um a tela da pintora, “O coração”, de 1937, deixada por Kahlo de presente para Michel. Ele uniu forças com seus sete irmãos e procurou cartas de Ftida sem sucesso. Ele, porém, soube que Frida deu uma entrevista para a historiadora de arte americana Nancy  Deffebach que lhe deu as fitas da entrevista, com a voz do seu pai que em um dos trechos deixa claro a intimidade dos dois. Ele ficou sabendo que o Hotel Regina foi a locação dos encontros amorosos do casal. E os encontros começaram em meio à Guerra Civil Espanhola quando Barcelona caiu. Os amantes também passaram uma temporada na cassa de Mary Reynolds, na época, parceira do artista Michel Duchamp. Frida foi a Paris a convite do escritor e teórico do surrealismo André Breton e fez a exposição “Mexique” de Frida com suas telas e outros elementos da cultura mexicana. Michel Petijean organizou a mostra. Madonna quis comprar a tela “O coração”, mas Michel recusou. Ele morreu nos anos 1990 e leiloou a tela dividindo o dinheiro (US$ 900 mil) entre os oito filhos. Estima-se que tenha sido vendido por quantia maior do que os US$900 mil. Marc não sabe quem a comprou e nem onde está.

EXPOSIÇÕES

SÃO PAULO

Ensaio para o desconforto – o novo projeto solo do artista plástico Nelson Felix, de 68 anos, fala sobre a explosão que a poesia faz no estado repentino de espanto, quando uma pessoa se depara com a percepção de algo maior. Será apresentada pela Galeria Milan na 18ª edição da SP-Arte, realizada até domingo no Pavilhão da Bienal no Parque Ibirapuera. O novo trabalho de Felix estará em um estande individual da galeria e traz 13 desenhos, incluindo um desenho-escultura, no qual o artista utiliza mármore, lacre vermelho e caules de rosas. O lacre em vermelho – presente nas obras da série “Vazio sexo” – volta nesse trabalho de forma mais intensa, composto com o caule de rosas moldado em bronze. O artista vive há 40 anos em uma casa cercada pela Mata Atlântica, em Nova Friburgo.  Mas sua verdadeira casa é o ateliê com pé direito de oito metros e grandes blocos de carrara. Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera – portão 3. De quarta a sábado, dass 14h Às 200; domingo, das 12h às 20h. R$50. Livre. Até domingo.

Beyond Van Goghuma mostra interativa sobre o pintor pós-impressionista que vendeu apenas um quadro em vida, foi inaugurada no topo do MorumbiShopping, em São Paulo e vendeu 40 mil ingressos antecipados – com preços que variam de R$70 a R$110.  Beyon Van Gogh não é uma exposição: não há pinturas originais do artista, mas uma série de exibições ao longo de pouco mais de 30 minutos sobre a prede e o chão da área expositiva de 2 mil m2. Em uma antessala os visitantes acostumam os olhos com o show de luzes. No show, 40 projetores a laser exibem elementos de 300 obras do pintor holandês desde o início da carreira como “O comedor de batatas (1885) até o afamado “Os girassóis” (1888). Há dois pontos altos: a exibição de “Amendoeira em flor” (1890) quando brotam peças que se movimentam como se bailassem ao vento e a reprodução de “A noite estrelada” (1889), momento em que a sala é escurecida e ganha tons azuis e amarelos, até a formação da pintura. Em julho, a mostra segue para Brasília.

“Adriana Varejão: suturas, fissuras, ruínas”: a artista plástica, apaixonada por Mário de Andrade, se espantou com uma coincidência ao ler o recém-lançado “O modernismo como movimento cultural”, de André Botelho e Maurício Hoelz. Em sua primeira viagem a Ouro Preto, em 1919, Mário proferiu a conferência “A arte religiosa no Brasil” na Igreja Matriz de Santa Efigênia que foi a primeira igreja que a Adriana visitou em périplo pelas cidades históricas mineiras, em 1986. Lá, ela teve uma “epifania”. Desde então a a arte barroca que ajudou os modernistas a descobrir o Brasil influencia o trabalho da carioca. A exposição está na Pinacoteca de São Paulo, a partir de amanhã, com 60 trabalhos em sete salas e no octógono central do museu. Produzidas entre 1985 e 2022, as obras representam as principais séries da artista, como “Terra incógnita”, “Saunas e banhos” e “Azulejões”, além de duas recém-saídas do ateliê: “Moedor” e “Ruína 22”.

Marc Chagall (1887–1985)– na exposição “Marc Chagall: sonho de amor” serão exibidas 186 obras do pintor russo naturalizado francês que viveu 98 anos e enfrentou duas guerras mundiais, a pandemia da gripe espanhola e êxodos causados por perseguições políticas e religiosas. Ele fugiu da Rússia para Paris e depois emigrou para os EUA fugindo do nazismo. Dividida em quatro seções, a mostra – que depois passará por Brasília, Belo Horizonte e São Paulo – abrange os principais temas de sua produção, como as memórias da infância na Vitebsk natal, a religião e espiritualidade, a relação com a escrita, e as célebres representações do amor, com os casais que parecem flutuar no espaço. A exposição traz obras de coleções de várias partes do mundo (“O vendedor de gado” do Masp; “O violinista apaixonado” (1967) e “Cidade cinzenta” (1964), da Coleção Nemirovsky, em comodato com a Pinacoteca do Estado de São Paulo. CCBB – Rua Primeiro de Março 66- Centro (3808-2020). De 4ª a sábado, das 9 às 21h. Dom, de 9h às 20h. Até 6 de junho. Grátis.

RIO DE JANEIRO

Van Gogh e seus Contemporâneos – desde quarta-feira o  projeto ocupa a Casa França-Brasil, com projeções de 360º e uma hora de duração. A mostra multimídia, é Van Gogh e seus Contemporâneos – Exposição Imersiva. A exposição oferece aos visitantes uma experiência sensorial pela a obra e a vida do pintor holandês, um dos principais nomes da arte do século 19. Além disso, a exibição contará com um acervo digital com projeções em 360° e trilha sonora original, permitindo viver dentro das pinturas de Van Gogh. Com uma narrativa de 60 minutos, o conteúdo envolve o público a partir da trajetória humana e artística do pintor, além de promover um passeio pelas criações de outros grandes nomes que se relacionam com sua obra, como Cézanne, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Soutine Modigliani. Na entrada da exposição, o público acessa um espaço onde estará reproduzido o quarto de Van Gogh, retratado em um de seus mais famosos quadros, “Quarto em Arles”. Os visitantes terão a oportunidade de aprofundar-se na história melancólica do artista, textos explicativos e uma linha do tempo da vida de Van Gogh foi gerada e contada através de suas pinturas. Dentro dos ambientes, o público irá imergir em imagens de grandes dimensões, formadas por múltiplos projetores através de um sistema que adapta as telas ao espaço expositivo e garante a sensação de estar dentro das telas do pintor, um dos mais famosos e queridos do mundo. De acordo com Luiza Mello, diretora geral da empresa que desenvolveu a tecnologia digital Matrix Dimension para o projeto, Automática, o plano da exposição é uma democratização da arte, para todos os tipos de público, oferecendo o espaço a quem desejar visitar e apreciar as obras do pintor holandês e outros. Até 5 de junho de 2022; de terça a domingo, das 10h às 18h na Casa França-Brasil – Rua Visconde de Itaboraí 78, Centro, Rio de Janeiro. Ingressos: terças e quartas: entrada gratuita. Quinta a domingo, R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia) e gratuidades previstas em lei. Site:eventim.com.br/vangogh. A partir de domingo (dia 10/4), começará a venda ingressos para novos horários da exposição que segue até 5 de junho. Os 38 mil ingressos disponibilizados inicialmente estão esgotados.

Monet à beira-d’água – para estar frente a frente com algumas das obras mais conhecidas do Claude Monet (1840- 1926), maior nome do impressionismo, é preciso visitar museus europeus. A proposta deste espetáculo que acontece, amanhã, no Boulevard Olímpico, na Gamboa, é colocar o espectador praticamente dentro das séries célebres como  as pinturas da estação Saint –Lazare (1877) e suas inconfundíveis Ninfeias (1895-1926). A mostra, que usa 40 projetores em uma tenda de 2mil m2 e 15 m de altura, construída especialmente para o evento, cria uma narrativa animada entre 285 obras de Monet, num circuito de pouco mais de uma hora, o que faz dela a maior em duração entre as exposições multimídias do artista francês pelo mundo.  Realizado em parceria com o MAR – que também exibirá conteúdos relacionados no térreo e no quarto andar. Rua Venezuela 194, Boulevard Olímpico, Gamboa. Ter e qua (12h às 17h30); qui a dom (10 Às 17h30). Abertura amanhã. Até 12/6. R$40 de ter a qui; e R$70 de sex a dom. pelo www.ingressorapido.com ou na bilheteria do MAR. Duração 65 minutos. Livre.

Movimento Armorial 50 anos – CCBB. Foi aberta quarta-feira a mostra comemorativa dos 50 anos (atrasada devido à pandemia) da iniciativa dramaturgo, poeta, ensaísta e artista visual Ariano Suassuna (1927-2014), em 1970, o Movimento Armorial propôs o cruzamento entre o erudito e a cultura popular a partir de uma produção genuinamente brasileira, que abarcasse diferentes práticas, como a música, o teatro, a dança, a literatura e as artes visuais. É uma síntese das 140 obras com nomes como Francisco Brennand, Gilvan Samico, Miguel dos Santos, J. Borges, Fernando Lopes da Paz e o próprio Suassuna (que foi Secretário de Educação de PE na década de 1979). Com curadoria de Denise Mattar e consultoria do artista visual Manuel Dantas Suassuna (filho de Ariano) e de Carlos Newton Júnior, professor da Universidade Federal de Pernambuco, a exposição inclui peças do acervo da UFPE que saíram de Pernambuco pela primeira vez. Terá também uma programação musical e seminários entre 31 de maio e 13 de junhop (quando Suassuna completaria 95 anos), com curadoria do músico e maestro Antônio Madureira, integrante do Quinteto Armorial. O figurino do longa “A Compadecida” (1969), primeira adaptação para o cinema de “Auto da Compadecida” (1955) de Suassuna, criado por Brennand, também será recriado. A mostra é dividida em quatro seções, incluindo duas fases do movimento, uma dedicada à vida e obra de Suassuna e outra voltada às referências que definiram a estética armorial. Nesta última se destaca o universo de cordel, uma das maiores influências do dramaturgo. CCBB – Rua Primeiro de Março 66, Centro (3808-2020). De quarta à sábado, das 9h às 21h. Domingo, das 9h às 20h. Até 6 de junho. Grátis, mediante agendamento pelo site Eventim. Livre.

 “Sonhos de Fellini” – a exposição com a coleção de fotos, cartazes dos filmes e desenhos que Fellini fazia sobre seus sonhos mostra o outro lado do cineasta italiano. Esses desenhos depois se tornavam caricaturas e eram muitas vezes aproveitados para criação dos personagens de seus filmes posteriormente. A Exposição acontecerá no espaço anexo do cinema chamado de Estação/Cavideo. Ficará em cartaz até 25 de julho. Funcionará todos os dias da semana das 14h às 21h de forma gratuita. Com curadoria de Cavi Borges e Fabricio Duque. A exposição está dividida em seis partes: “Fellini com Giulietta Massina”; “Filmes de Fellini”, “Desenhos de Fellini”, “Fellini sendo Fellini”, “Fellini na Cahiers du Cinéma” e “Desenhos Pornográficos de Fellini”. “Sonhos de Fellini”, que comemora o centenário do realizador acontecido em 2020 (e postergada por causa da pandemia), busca trazer a sensação, visto que os desenhos de Federico podem (e devem) ser interpretados como prenúncios criativos de seus filmes.

Terra em tempos: fotografias do Brasil – mostra de fotografias e, entre os autores estão Sebastião Salgado, Claudia Andujar, Marc Ferrez e Pierre Verger. São 270 imagens de 120 artistas que participam da mostra, no Museu de Arte Moderna (MAM – Aterro do Flamengo – 3883-5600) com 270 imagens produzidas entre 1860 até os dias de hoje. Da seleção, 206 fotos vêm da coleção de Joaquim Paiva, e as demais de outros acervos da instituição: do conjunto do próprio museu e da Coleção Chateaubriand. Quinta e sexta-feira, das 13h às 18h. Sábado, domingo e feriados, das 10h às 18h. R$20. Até 17 de julho.

A casa é sua: migração e hos(ti)pitalidade fora do lugar: na Praça Quinze, local de entrada e saída de estrangeiros do Tio ao longo da História, o Paço Imperial abriga essa exposição  com 42 obras de artistas de diferentes lugares, como Líbano, Alemanha, Palestina, Espanha e Reino Unido, incluindo brasileiros, como Laura Lima, Arjan Martins e o coletivo Opavivará. São pinturas, esculturas, vídeos, fotos e um site-specific que versam sobre questões como a relação hóspede-anfitrião e a crise migratória. Quarta a domingo, das 122h às 17h. Grátis. Até 26 de junho.

Zeitgeisttermo alemão que significa “espírito da época” ou “o sinal dos tempos” e é o nome da exposição individual do pintor carioca Gonçalo Ivo, em cartaz no Paço Imperial. Filho do poeta e imortal Ledo Ivo (1924- 2012) traz obras de uma temporada de completo isolamento nos meses em que participou de uma residência artística na área rural de Bethany, Connecticut (EUA).  Além das obras criadas nos EUA, a mostra reúne trabalhos realizados nos últimos quatro anos. Série como “Cosmogenia” e “Inventários dass pedrass soloitárias” são elementos há muito presente na obra de Gonçalo. Paço Imperial. \praça Quinze  48 – Centro – 2215-2093. Ter a dom, das 12h Às 18h. Grátis. Livre.

LAZER

AquaRio – Porto Maravilha – Segunda a Sexta das 09h às 16h. Sábado, Domingo e Feriado das 09h às 17h. PRAÇA MUHAMMAD ALI,  – Ingressos entre R$ 70,00 e R$ 140,00- Pague em até 12x-COMPRAR INGRESSOS na Sympla. Lembre-se das medidas de prevenção ao COVID-19.

TIVOLI PARK – Segundas, quintas e sextas 17:00 as 22:00 / Sábados, domingos e feriados 15:30 as 22:00. Até 30 de abril. Via Parque Shopping – Av. Ayrton Senna, 3000,  Barra da Tijuca – Ingressos até R$ 149,99 – Pague em até 12x. Compre na Sympla. Lembre-se das medidas de prevenção ao COVID-19.

Ipanema e Lapa –  um artista de rua aproveita os postes de cada uma das calçadas da Rua Visconde de Pirajá, esquina com a Rua Maria Quitéria, em Ipanema, para fazer malabares sobre uma fita. O número dura o tempo de o sinal abrir. Muitos curiosos vão ao local para presenciar o show e dar uma gorjeta ao malabarista. Já na Lapa o espetáculo são os alpinistas industriais, que usam a técnica de rapel para realizar a revitalização dos Arcos da Lapa.

Cadeg promove Festival Mesa Santa : para festejar a Páscoa, o festival acontece até 17 de abril com 21 promoções em 19 restaurantes e lojas. A moqueca de siri catado, do restaurante Santa Catarina, é um dos pratos em promoção do Festival Mesa Santa, do Cadeg. Num ano em que a Páscoa – em 17 de abril – vai acontecer antes do carnaval – os desfiles das escolas de samba começam no dia 20 – o Cadeg anuncia a volta do Festival Mesa Santa no formato normal, ou melhor, presencial. Os restaurantes e lojas da central de abastecimento, em Benfica, na Zona Norte do Rio, oferecem uma série de pratos e produtos com desconto especial. Depois de dois anos realizado somente no formato delivery, o Cadeg celebra a volta do público com 21 ofertas em 19 lojas e restaurantes. O Festival Mesa Santa vai ser realizado até 17de abril. O restaurante Cucina Penna preparou o prato Delícias do Mar, com bacalhau, lagostim e camarões para o Festiva Mesa Santa. O festival reúne promoções de vinhos, chocolates, azeite e pratos com bacalhau, muito consumido na Semana Santa, caranguejo, outros tipos de peixes e frutos do mar. Além da gastronomia, o Cadeg preparou uma programação especial com a tradicional Feira de Antiguidades,que acontecerá aos domingos, das 10h às 16h, e a Exposição de carros antigos do grupo AGMH Antigomobilistas, que vai encerrar o festival, no dia 17 de abril, das 10h às 16h.

PODCAST

Crime e Castigode Branca Vianna, carioca, 60 anos. O podcast discute justiça, vingança e reparação a partir de casos reais. A autora foi tradutora simultânea por mais de 30 anos. Crime e castigo estreou esta semana nas plataformas de áudio e propõe a discussão de conceitos sobre os quais a Humanidade se debruça há anos. Após o sucesso do podcast “Praia dos Ossos” (2020) sobre o assassinato de Ângela Diniz por Doca Street, em 1976. Muitos ouvintes bradavam sobre a prisão perpétua, penas de morte e como a justiça não tinha sido feita. Branca e equipe da Rádio Novelo, produtora fundada por ela em 2019, resolveram selecionar crimes reais (como o assassinato do jovem Alex Schomaker Bastos, em 2015, num assalto em Botafogo) e conversar com vítimas, criminosos e atores do sistema Judiciário sobre as formas como a sociedade tem resolvido – ou não – conflitos.

 

MÚSICA

Red Hot Chili Peppers – com a volta do guitarrista John Frusciante, os Red Hot Chili Peppers recuperaram a química que havia feito deles uma das grandes bandas da história do rock. E no álbum “Unlimited love” poderiam repetir o sucesso de a´lbuns como “Blood sugar sex magik” (1991) e “Californication” (1999) da primeira volta de Frusciante. Mas faltou a pimenta f=da inspiração. Ao longo de 17 faixas, o novo disco tenta reviver os melhores momentos do Red Hot Chili Peppers e peca justamente pela falta de imaginação. Mas há força nas pegadas instrumentais como na funky “Aquatic mouth dance” (ótimo naipe de sopros), em “Posterchild” ( de destacam a guitarra e o rap fluente) e no rock reverente ao Who “These are the ways” (se destaca o baterista Chad Smith). Destaque também para “Not the one”, “Bastards of light” e na acústica e otimista faixa de encerramento, “Tangelo”.

Jon Batiste – indicado a 11 prêmios o cantor e compositor americano foi o grande vencedor  com cinco troféus no Grammy 2022: o mais importante álbum do do ano (“We are”), e os de melhor desempenho e melhor canção de raiz americana (ambos por “Cry”), o de melhor clipe (por “Freedom”) e o de melhor trilha sonora (pela animação “Soul” empatado com a trilha de Carlos Rafael Rivera (“Gambito da Rainha”).

Camila Cabello – lança hoje “Família”, álbum de inéditas em inglês e espanhol. Ela está na expectativa de vir ao Rio para participar do Rock in Rio. O novo disco tem batidas que remetem a Cuba e sonoridade com referências mexicanas misturadas num pop norte-americano. “Familia” é o terceiro trabalho solo da cantora, que tem mãe cubana e pai mexicano. A cantora nasceu e viveu até 6 anos em Cuba. As 12 faixas inéditas de “Familia” incluem as já lançadas “Don’t go yet” e “Bam bam” e revezam-se entre músicas em inglês e espanhol e têm participações da argentina Maria Becerra, do cubano Yotuel, da americana Willow e do britânico Ed Sheeran. Aos 25 anos, a cantora acumula 44 milhões de ouvintes mensais no Spotify, 60 milhões de seguidores no Instagram, três indicações ao Emmy e quatro indicações, com duas vitórias, no Grammy Latino. Em 2021, Camila estreou como protagonista do filme “Cinderela”, do Prime Video. Em 10 de setembro, ela se apresentará, pela primeira vez,  no  Rock in Rio. Ele já fez shows no Brasil em 2018, em Minas, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo onde fez dueto com Anitta em composições das duas cantoras.

Pink Floyd – Após 28 anos, o Pink Floyd lança hoje uma canção inédita. “Hey, hey rise up” tem participação do ucraniano Andriy Khlyvnyuk, que desistiu de sua turnê pelos EUA para lutar em seu país, e ter lucros revertidos para a Ucrânia. O vocalista David Gilmour tem netos e nora ucranianos.

SHOWS

HOJE

17h Ginga Quiosque – do mesmo dono do Bafo da Prainha e Casa Porto, na Saúde o novo quiosque agita, diariamente, o calçadão do Leme com apresentações musicais de fim de tarde. Os artistas ficam na parte coberta e o público se espalha, inclusive pela areia e pelas redes amarradas aos coqueiros. Na Praia do Leme, em frente ao restaurante La Fiorentina. Diariamente das 9h às 23h. Roda: sextas-feiras, 17h. Sempre uma atração diferente. Couvert: R$7.

 17h às 21h Armazém do Senado o tradicional botequim de 1907, Patrimônio Cultural da Cidade é pequeno para a turma que toda sexta e sábado vai conferir concorridas rodas de samba e os frequentadores acabam ocupando a rua e bares ao lado como o Labuta. Av. Gomes Freire, 256 – Centro. Grátis.

19h- Juninho Thibau (samba) – Rio Scenarium (Rua do Lavradio 20). R$30.

 19h –  Stravinski, Guarnieri e Beethoven na Sala Cecíloiua Meireles com a Petrobrás Sinfônica e Lucas Thomazinho. Sala Cecília Meireles apresenta, hoje, e amanhã, às 16 horas, a Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência de Claudio Cruz, tendo como solista Lucas Thomazinho (piano). No programa, Concerto em Mi bemol maior, Dumbarton Oaks (Stravinski), Concertino para piano e orquestra de câmara (Camargo Guarnieri) e Sinfonia nº 6 em Fá Maior (L.V. Beethoven). Concerto de hoje terá transmissão pelo YouTube. Série Orquestras: Orquestra Petrobras Sinfônica – Lucas Thomazinho, piano e Claudio Cruz, regente. PROGRAMA: Igor Stravinsky (1882-1971) – Concerto em Mi bemol maior, Dumbarton Oaks. I – Tempo Giusto,II – Allegretto, III – Con Moto; Camargo Guarnieri (1907-1933) – Concertino para piano e orquestra de câmara: Festivo; tristonho; Alegre (rondó). Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia n. 6 em Fá Maior: I – Allegro ma non troppo (Despertar de sentimentos alegres diante da chegada ao campo), II – Andante molto mosso (Cena à beira de um regato), III – Allegro (Dança campestre), IV – Allegro (A tempestade) e V – Allegretto (hino de ação de graças dos pastores, após a tempestade). Cláudio Cruz é o Regente Titular e Diretor Musical da Orquestra Sinfônica e, recentemente, foi também Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.  “Tive o privilégio de trabalhar como músico da Osusp- Orquestra Sinfônica da USP (Universidade de São Paulo) na década de 1980, momento em que o Diretor Artístico e Regente era Camargo Guarnieri! Reger uma obra deste grande compositor me remete àquele tempo, me lembro dos ensaios e convívio com este excelente compositor”, pontua Cruz. Para Lucas Thomazinho, “o Concertino do Guarnieri que apresento nestes dois dias de concerto, é provavelmente a obra para piano e orquestra mais executada do compositor. Sua estreia se deu nos Estados Unidos com o próprio compositor na regência e João Carlos Martins ao piano. Estou muito empolgado para o concerto, ainda mais sendo Guarnieri, compositor pelo qual tenho grande apreço. Concerto de hoje terá transmissão pelo YouTube e o de amanhã, dia 9 de abril, 16 horas, será apenas presencial. Ingressos a R$ 40,00 na bilheteria ou no site da Sala: http://salaceciliameireles.rj.gov.br/

20h –  8 a 17/4CIA DE BALLET DALAL ACHCAR EM ”TAL VEZ” no Teatro Riachuelo “Tal Vez”: coreografia especialmente criada para a Cia de Ballet Dalal Achcar por Alex Neoral. Um encontro marcado por duas gerações distintas que se complementam, com a proposta de trazer à tona memórias afetivas, interpretadas por 18 bailarinos. Com figurinos de João Pimenta (Romeu & Julieta ao som de Marisa Monte), cenário de Natalia Lana (A Cor Púrpura), ambos premiadíssimos, e canções inspiradas em trilhas de filmes de cineastas como o espanhol Pedro Almodóvar, o italiano Ettore Scola e o americano Woody Allen, o espetáculo acontecerá em 8 apresentações, entre 8 e 17 de abril, com sessão extra dia 20/04, no Teatro Riachuelo Rio.”TAL VEZ” jogo de palavras que brinca com ”talvez” e ”aquela”, dá nome à produção com coreografias baseadas em encontros marcados que geram desencontros e mostram como esses momentos da vida podem resultar em novas experiências. Além do conceito, as cenas serão compostas também pelo movimento de desconstrução dos figurinos em camadas ao longo do espetáculo.70 minutos. Quinta, Sexta e Sábado às 20h00, Domingo às 17h00.– Rua do Passeio , 40, Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Ingressos entre R$ 10,00 e R$ 60,00. Pague em até 12 vezes . Lembre-se das medidas de prevenção ao COVID-19.

 

19h30Bossa 20’ – O septeto vocal e percussivo carioca Ordinarius,  revisita ritmos brasileiros como choro, baião, samba e ijexá. Lançado em 2021, o álbum conta com sucessos inesquecíveis como “Garota de Ipanema”, “Wave, “A Rã”, “Você”, “Manhã de Carnaval”, “Chovendo na Roseira”, entre muitas outras.Teatro Rival Refit (Rua Álvaro Alvim , 33 – Subsolo , Rio). Ingressos na bilheteria ou pelo Sympla. R$35 e R$70.

 20hHistórias do Porchat: um dos mais conhecidos nomes do humor nacional, estreia hoje no Reserva Cultural, em Niterói, um show de stan-up sobre situações inusitadas que viveu durante viagens. Começa com uma massagem que deu errado na Índia, até um hipopótamo que partiu para cima dele na África e uma dor de barriga no Nepal. Av. Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos, Niterói. Sexta e sábado, às 20h. Domingo, às 19.R$80 (sexta) e R$100 (sab e dom). 14 anos. Até 1º de maio.

21h – Hoje, se apresenta no palco do Morro da Urca, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o duo tocantinense de pop Anavitória. Para o show de Anavitória, os ingressos já estão em 5º lote, custando R$ 493 (inteira) ou R$ 246,50 (meia). Vale ressaltar que, para acessar o Parque Bondinho Pão de Açúcar, onde está localizado o Morro da Urca, é necessário estar devidamente vacinado contra a Covid-19 e apresentar o comprovante de imunização, seja a caderneta física ou por meio do aplicativo ”ConecteSUS”.

22h – B.R.E.C. – Bloco Recreativo Enredo Carioca + Festa Axé- com Teresa Cristina na Fundição Progresso. Ingressos –  R$40 e R$80. No site da Fundição (Rua dos Arcos 24, Lapa) e no Eventim.

 

SÁBADO

19h30 -9/4 –  “PARA LENNON & MCCARTNEY – OS BEATLES E O CLUBE DA ESQUINA“- O espetáculo celebra e revive a interseção singular entre os Fab Four e os mineiros Milton Nascimento, Beto Guedes, Toninho Horta, Lô Borges, Flávio Venturini e companhia. Os fãs vão curtir sucessos como “Yesterday”, “Maria, Maria”, “All You Need Is Love”, “Manoel, o audaz”, “Something”, “Feira moderna”, “Penny Lane”, “Um girassol da cor do seu cabelo”, “Day Tripper” e Nada será como antes”.  Além desse maravilhoso repertório, o espetáculo tem depoimentos, causos e histórias envolvendo os homenageados de Liverpool e das Minas Gerais. Teatro Rival Refit – Rua Álvaro Alvim , 33 – Subsolo , Rio. Ingressos entre R$ 45,00 e R$ 90,00. Na bilheteria ou Sympla.

20h – Bateria da Mangueira  com abertura pela Confraria Carioca e Sarah Si – R$35 – Rio Scenarium –Rua do Lavradio 20.

 

20h Holograma – música boa no Bistrô da AABB/Niterói – Maria Laura Berrêdo (teclados, flauta e voz), Maurição (guitarra), Felipe Fuji (contrabaixo) e Douglas JR (bateria e harmônica). Couvert artístico – R$15.

Local – M Lopes Bistrô – Rua Hélio da Silva Carneiro, 78 – dentro da AABB – São Francisco/Niterói. Reservas: 3603-2909 / 21 98389-2089.

21hsBaby do Brasil & Pepeu Gomes a 140 graus: o casal setentão faz show hoje no Tim Musica Noites Cariocas no Morro da Urca (que termina hoje), inaugurando a turnê, retomando a parceria interrompida há mais de 30 anos com a separação do casal que tem seis filhos. Eles também lançam a regravação e “Masculino e feminino”, hit  de Pepeu de 1983, composto por ele, Baby e o irmão Didi que está na banda que toca hoje. Os bilhetes encontram-se em 3º lote, saindo a R$ 387 (inteira) ou R$ 193,50 (meia).Para acessar o Parque Bondinho Pão de Açúcar, onde está localizado o Morro da Urca, é necessário estar devidamente vacinado contra a Covid-19 e apresentar o comprovante de imunização, seja a caderneta física ou por meio do aplicativo ”ConecteSUS”.

22h – MAGLORE + EL EFECTO Uma noite totalmente dedicada ao rock alternativo nacional com quem mais entende do assunto! De um lado, a Maglore traz um show em que revisita músicas de toda a sua discografia – Circo Voador, Lapa. R$50 (meia solidário).

22hAnaVitória  –  a dupla de pop musical brasileiro formado em 2014 por Ana Clara Caetano Costa (Goiânia, 5 de outubro de 1994) e Vitória Fernandes Falcão (Araguaína, 2 de maio de 1995)  fazem show no Tim Music Noites Cariocas, no Morro da Urca. A abertura é do Pocket Musical: Cássia Eller. Compre no Ingresse.

 

ENSAIOS TÉCNICOS

 

As escolas ensaiarão com o suporte de um carro de som. A Unidos do Viradouro, atual campeã do Carnaval, será a única a se apresentar utilizando o sistema de som do Sambódromo.

O acesso do público é gratuito nos setores de arquibancadas. Pessoas deverão apresentar comprovante de vacinação em dia. Não será permitida a entrada com comida e bebida. O Botequim de Samba estará funcionando a partir de 18h, na Praça de Alimentação, ao Lado do Setor 2, onde haverá pagode ao vivo até meia-noite.

Serão sempre três agremiações por noite. Veja o calendário e o local de armação — (C) é pelo lado dos Correios; (B) é pelo lado do Balança Mas Não Cai.

Série Ouro

  • 19h: Estácio de Sá(C)

  • 20h: Unidos de Bangu(B)

  • 21h: Unidos de Padre Miguel(C)

 

DOMINGO

ENSAIOS TÉCNICOS

 

Grupo Especial

Teste de som e luz lavagem da pista

  • 22h50: Unidos do Viradouro(C)

 

QUARTA-FEIRA

20h BAILE DO SEXTETO SUCUPIRA – toda quarta-feira tem forró e jazz cigano tropical na Fundição Progresso (Rua dos Arcos 24 –Lapa). Ingressos: de R$10 a R$40 no site da Fundição.

QUINTA-FEIRA

22HORQUESTRA VOADORA, BLOCONCÉ E COLETIVO PIRAJÁ (CONVIDA FURIE – FR E MARINA TRENCH – FR) .R$50 E R$60 (INGRESSO SOLIDÁRIO) – CIRCO VOADOR. OBRIGATÓRIA A COMPROVAÇÃO DE VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19. Depois de dois anos, a Orquestra Voadora está de volta ao palco do Circo Voador, espaço fundamental na sua consagração e onde realiza oficinas semanais, na quinta, 14 de abril, véspera de feriado. O grupo traz novidades no repertório e músicas que já embalaram muita gente nas terças de carnaval. A noite começa com o Bloconcé, bloco 100% feminista, formado só por mulheres, que reverencia a queen Beyoncé e finalmente estreia no Circo. E para a festa ficar completa, a turma do celebrado coletivo Pirajá promete um DJ Set inesquecível.

TEATRO

 

HOJE

 

Intimidade indecentedepois de uma turnê por Portugal, Marcos Caruso e Eliane Giardini estreiam no Rio a peça de Leilah Asumpção. O espetáculo segue a separação de um casal sessentão desgastado pela mesmice da rotina, que segue se reencontrando, e ainda reconhecendo um no outro o seu maior cúmplice. Os dois não usam maquiagem nem trocam figurinos e vão dos 60 aos 90 diante do público. Teatro dos Quatro – Shopping da Gávea, Rua Marquês de São Vicente 52. Gávea. Quinta a sábado, 21h. Dom, às 19h. R$90 (qui) e R$100 (sex a dom) na bilheteria ou via Sympla. Até 29 de maio.

Misery – Mel Lisboa e Marcelo Airoldi estrela a adaptação para o palco do romance de Stephen King que inspirou o filme “Louca obsessão” (1990) de Rob Reiner que rendeu o Oscar a Kathy Bates. Na trama, um escritor famoso sofre um acidente numa área remota e é socorrido por Anne, uma enfermeira que mora na região e o leva para sua casa. Ela é fá de seus livros e o que começa em um convívio agradável acaba se tornando um jogo de dominação e ameaças. Teatro Frijan Sesi – Av. Graça Aranha, 1, Centro – 1563-4163. Sex, 19h; sáb. e dom, 18h. R$40 nma bilheteria opu via Sympla. 14 anos. Até 5 de junho.

A vida não é justa – dez anos depois de seu lançamento, o livro escrito pela juíza Andréa Pachá narrando casos peculiares, observados ao longo de 15 anos de trabalho nas varas de família, ganha montagem para o teatro com dramaturgia de Delson Antunes e direção de Tonico Pereira. Das 35 histórias que compõem o livro, oito foram selecionados para virar esquetes encenados por um elenco liderado por Léa Garcia (aos 89 anos) e Emiliano Queiroz. Teatro Mezanino, Sesc Copacacabana – Rua Domingos Ferreira, 160 – 2547-0156. Qui a dom, Às 20h. Sessão extra dia 13/4. R$30. 14 anos. Até 24 de abril.

O Pior de mim após três temporadas on-line, o monólogo escrito e interpretado por Maitê Proença, com direção de Rodrigo Portella, estreia hoje no Teatro Prudential, na Glória. Em cena, a atriz revisita histórias pessoais, como o assassinato da mãe e o suicídio do pai, para refletir sobre temas como vulnerabilidade, liberdade, machismo, preconceito e juventude. Maitê lançará livro com textos que deram origem à peça. Sessões às 20h (sexta-feira e sábado) e 19h (domingo). R$80 (Sympla ou bilheteria). Até 17 de abril.

Quando eu for mãe, quero amar desse jeito – Vera Fischer é dona Dulce Carmona, uma septuagenária que recebe a notícia de que seu único filho vai se casar com uma mulher que ela não conhece. A comédia mostra a luta de uma mãe obcecada para dar ao filho um futuro digno de sua classe social. A mãe aristocrática entra numa guerra com a noiva do filho para manter a imagem da família. Direção: Tadeu Aguiar. Elenco: Vera Fischer, Larissa Maciel e Mouhamed Harfouch. Até 17 de abril. Sexta e Sábado, às 20h e domingo, às 19h.TEATRO CLARA NUNES – Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 53 – Loja 370. Ingressos entre R$ 35,00 e R$ 90,00 no sympla, link: https://bileto.sympla.com.br/event/71786/d/128707

MUSICAIS

Quem disse que Hollywood já era? – Recém-saídos da crise econômica gerada pela pandemia, dois atores Cisco Emery e Lúcio Moreira resolvem mambembar por cidades do interior do Brasil com um show da drag Perolita La Blanca. O objetivo é ganhar dinheiro para formarem uma companhia para produzirem espetáculos em que possam retornar aos palcos, além de virem a interpretar personagens mais substanciais, mais criativos do que as pequenas participações que lhes são oferecidas. Quase tudo, porém, não sai como o esperado e, nessa turnê eles enfrentam preconceitos, falta de dinheiro, problemas com a polícia, motoqueiros fascistas, conservadores homofóbicos e um sério abalo no relacionamento entre ambos. Criação e atuação: Cisco Emery e Lúcio Moreira (drag Perolita, La Blanca). Coreografia: Paloma Chediak. Até 1º de maio– Sextas, sábados e domingos, às 20 horas; ingressos entre R$ 20,00 e R$ 40,00 no sympla,link: https://bileto.sympla.com.br/event/72307/d/131879. Teatro Cândido Mendes – Rua Joana Angélica, 63 Ipanema. 16 anos.

 

 

Barnum – Rei dos shows: Teatro Casa Grande- Av. Afrânio de Melo Franco 290- Leblon. Sexta: 20h30/ Sab-17h e 20h30/ Dom -16h e 19h30. R$120 (balcão setor 2), R$180 (plateia setor 1) e R$200 (plateia VIP). Até 1º de maio. Livre.100 minutos. A versão de Cláudio Botelho tem acrobacias e malabarismos circenses. O musical conta a história do showman Phineas Taylor Barnum, idealizador da maior companhia de circo itinerante do século XIX. Murilo Rosa interpreta o papel-título, vivido por Hugh Jackman no cinema e protagoniza uma cena em que anda na corda bamba. Com Sabrina Korgut, Giulia NAdruz e Diva Menner.

Naked Boys Singing: Teatro Claro Rio: Rua Siqueira CamCazuzapos 143, 2º piso, Copacabana. Sex e sáb, 20h. Dom, 19h. R$90 (balcão) e R$120 (frisa e plateia). 80 minutos. Até 24 de abril. Dez atores nus em cena cantando, dançando e celebrando a vida ao som de músicas tocadas ao vivo no piano conduzem a peça, que já teve montagens em mais de 20 países e, depois de duas temporadas em São Paulo, estreia no Rio. A peça fez sucesso off-Broadway nova-iorquino, virando um ícone da cena gay. Divido em 14 quadros, o musical vai do cômico ao nonsense e aborda temas como masturbação, HIV, ereção involuntária, padronização do corpo e circuncisão. Direção de Rodrigo Alfer.

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