2 de julho de 2022

Canto de Bruno ganha remix de André Abujamra


O cantor, compositor e arranjador André Abujamra assistiu ao vídeo de Bruno Pereira cantando uma canção indígena, assim como milhares de brasileiros, comovido. Impulsionado pela emoção da história, a candura das imagens e tudo o mais fez um remix do canto.

Abujamra conta: “eu não costumo ficar profundamente triste. Quem me conhece sabe que sou muito otimista e raramente faço a tristeza me dominar, mas hoje eu quebrei a espinha! Geralmente eu faço música como uma oração! Quando vi o vídeo do bruno chorei muito e daí fiz esse remix! meu amigo /irmão Mauro Renui fez o vídeo! força e amor”.

O que já era bonito por si só, virou um épico, impulsionado pelos fatos e pelo tratamento dado a Abujamra à canção. Uma sofisticada reação musicada à destruição de uma das regiões mais nobres do mundo pelo garimpo, pelos madeireiros, criadores de gado e toda a sorte de exploradores que receberam sinal verde de um governo decidido a “passar a boiada” pelo local.

Com samples de cordas, flautas e percussões, a multiplicação das vozes e uma profusão de sons derramados, o compositor e arranjador impulsiona o canto solitário de Bruno, um homem só no meio da floresta a que devotou sua vida, às milhões de rotações do planeta. À sua real grandeza.

O vídeo de Mauro Renui convoca os passos de Chico Mendes, Dorothy Stang entre outros tantos heróis anônimos – entre eles os indígenas donos improváveis do território – a se somarem a Bruno Pereira e Dom Philips. A música sobe em círculos e vertigens, feito um mantra.

André Abujamra estica a corda da emoção e nos entrega uma obra-prima composta por todos os povos da floresta. Um novo Hino Nacional que já era escrito séculos antes dos brancos, séculos antes de tudo.

Um grito de dor que reproduz e multiplica os novos heróis da floresta que virão encantados pelo canto de Bruno Pereira, Dom Philips e os indígenas do Vale do Javari, extremo Oeste amazônico, nos confins da América do Sul.

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