28 de novembro de 2022


Caso Décio Sá: Polícia apura morte de testemunha


19/02/2013


A Polícia Civil do Maranhão continua investigando a morte de Ricardo Santos Silva, 35 anos, o Ricardinho, testemunha do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá. Ricardo Silva sofreu um atentado no dia 4 de janeiro, no bairro Tutu, na capital maranhense. Dois homens em uma motocicleta fizeram vários disparos atingindo a vítima no rosto, abdômen, pernas e braço. Ricardo permaneceu internado no Hospital Carlos Macieira durante três semanas e morreu na madrugada do dia 13 de fevereiro.
 
Ricardo Silva integrava o grupo de 55 testemunhas arroladas no processo que apura a morte do jornalista Décio Sá, convocadas para as audiências de instrução, que deveriam ter ocorrido entre os dias 28 e 31 de janeiro, no Salão do Júri, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau. As oitivas, porém, foram suspensas por uma liminar já cassada a pedido do Ministério Público, assinada pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Raimundo Nonato de Souza.
 
Com várias passagens pela Polícia Civil do Maranhão, e até no Rio de Janeiro, onde chegou a ser preso suspeito de participação em homicídios e assaltos em Duque de Caxias, Ricardo Silva também era suspeito de comandar casas de bingos na região metropolitana de São Luís, e de financiar a produção de máquinas caça-níqueis.
 
Essa é a segunda testemunha assassinada no caso Décio Sá. Valdênio José da Silva foi morto em julho de 2012, em Vila Pirâmide, no bairro Raposa, atingido por cinco tiros. Ele chegou a ser preso suspeito de participação no assassinato de Décio Sá, mas foi liberado dias depois por falta de provas.
 
Décio Sá foi assassinado no dia 23 de abril, por volta das 23 horas, no bar Estrela do Mar, localizado na Avenida Litorânea, na capital maranhense. Dois homens em uma motocicleta se aproximaram do jornalista e um deles disparou cinco tiros contra o repórter, que morreu na hora.
 
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, um grupo de empresários que cometia atos ilícitos se uniu para contratar o pistoleiro, que está detido desde o dia 5 de junho. Os mandantes do assassinato seriam José de Alencar Miranda Carvalho, 72 anos, Gláucio Alencar Pontes Carvalho, 34 anos, Airton Martins Monroe, 24 anos.

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