8 de dezembro de 2022


Acusados pela morte de Décio Sá são interrogados


Por Igor Waltz*

03/06/2013


Os acusados pelo assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, em abril de 2012, em São Luís, Maranhão, serão ouvidos pela Justiça a partir desta segunda-feira, 3 de junho. A primeira audiência desta fase começou por volta das 8h, no Fórum Desembargador Sarney Costa (Calhau). A previsão é que os interrogatórios durem até a próxima sexta-feira, dia 7.

Ao todo, 11 acusados serão interrogados: Jhonatan de Sousa Silva; Marcos Bruno Silva de Oliveira; José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha; os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros; Elker Farias Veloso; o ex subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita; Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha; os agiotas Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, e o advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro. O 12º acusado, Shirliano Graciano de Oliveira, ainda está foragido.

Os interrogatórios dos acusados estavam previstos para começar no dia 18 de maio, mas foram adiados porque, de acordo com o juiz Márcio Brandão, novos documentos, apreendidos em agosto de 2012 no escritório de Ronaldo Ribeiro, foram juntados ao processo e advogados dos réus pediram mais tempo para analisá-los.

Alguns dos acusados de envolvimento no crime estão presos desde o ano passado. Para a polícia, os supostos mandantes do assassinato do jornalista seriam também mandantes do homicídio do revendedor de veículos Fábio Brasil, que aconteceu em 31 de março do ano passado.

Décio Sá havia publicado em seu blog informações de que Fábio Brasil devia a vários agiotas no Maranhão e havia prestado depoimento à Polícia Federal uma semana antes de sua morte. Fábio teria “entregue muita gente envolvida com negócios nebulosos (agiotagem) com prefeituras do Maranhão e do Piauí”, segundo a imprensa maranhense.

Já os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa do caso ocorreram entre os dias 6 e 17 de maio. “Apesar de o réu Ronaldo Ribeiro já estar em outro processo, desmembrado dos demais acusados, acatamos ao pedido unânime dos advogados para que estes analisem esse vasto material que agora se agrega aos autos. É a forma que encontramos para garantir a legitimidade da defesa, uma vez que seus respectivos defensores alegaram necessidade de analisar esses novos documentos para preparar melhor suas teses”, disse Brandão no dia 17 de maio, quando determinou a suspensão temporária dos depoimentos.

* Com informações do portal G1 e do site Cidadeverde.com. 

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