18 de agosto de 2022


Artigo: “Poupemos a Petrobras – ela é nossa”


25/04/2014


 

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“Poupemos a Petrobras  – ela é nossa”

Por Orpheu Santos Salles*

Espera-se que com a triste e absurda crise que envolve a Petrobras, principalmente após a aprovação da Comissão Parlamentar de Inquérito pelo  Senado da República, não  traga consequências que afetem a administração e o conceito da empresa e especialmente os brios de cada brasileiro que se considera partícipe da sua grandiosidade, notadamente daqueles que há cerca de sessenta anos participaram da luta pelo petróleo e pela criação da Petrobras.

A Nação acompanha com verdadeiro estupor as espantosas denúncias de corrupção e os acontecimentos que envolvem  COMPRA DA REFINARIA DE PASADENA que se considera participação na compra da Refinaria de Pasadena nos Estados Unidos,  principalmente pelo fato de estar ocorrendo com a empresa que, além de ser   patrimônio  de cada brasileiro, simboliza um dos marcos das nossas independências industrial e econômica.

O Brasil, que acaba de assistir contristado e pesaroso a finalização do julgamento dos crimes do Mensalão –  onde um bando de delinquentes conspurcou e envergonhou a política e a Nação, ao exercitarem a corrupção contra a dignidade e o respeito às funções pública que exerciam por mandato popular -,  agora presencia o lamentável posicionamento de políticos da oposição na tentativa de envolver com intuitos dúbios a presidenta Dilma Rousseff, pelo fato de ter quando ministra de Minas e Energia, presidido o Conselho de Administração da empresa na época da aprovação da compra da Refinaria de Pasadena.

Quem conhece e tem noção da grandiosidade da administração da Petrobras, do cuidado e preocupação que ocorre na aprovação de assuntos e contratos relevantes, sabe que os mesmo somente são levados  a apreciação do órgão superior depois de rigorosamente  examinados e de minuciosa aprovação de pareceres dos órgãos técnicos, jurídicos e administrativos. Portanto,  é fora de dúvida que essas cautelas e procedimentos regulares aconteceram igualmente com o contrato da Refinaria de Pasadena. Há que se entender  que o acontecido foi triste e pesaroso, mas infelizmente factível.

A indignação geral com o ocorrido ficou consignado na expressão de revolta da competente  e laboriosa presidente da empresa, Graça Foster,  quando estupefata,  determinou a instauração de rigoroso inquérito para apuração dos fatos   com explicita recomendação de  vasculhar  “pedra sobre pedra”.

O justo e o que se espera na finalização do inquérito instaurado na empresa, em havendo culpados intencionais e comprometidos, será de vê-los na cadeia, mas há que haver cautela, ponderação e respeito com as pessoas que poderão estar envolvidas  ´´por dever de ofício“ , como está acontecendo agora com a presidente Dilma, apenas por ter sido na ocasião presidente do Conselho Administrativo.  Há também se considerar e examinar as razões da política interna de produção do refino do petróleo que induziram e levaram à compra dessa Refinaria no exterior.

O valor da afrontosa e desmedida transação, entretanto, poderá estar sedimentada em fatos que teriam acontecido pelo ufanismo de levar a empresa a um posicionamento de grandeza internacional, com participação  no refino de petróleo nos Estados Unidos, como já ocorre  em outros países.

Os malfeitos industriais técnicos e administrativos que porventura tenham ocorrido ou estejam acontecendo na empresa são inadmissíveis,   mas são riscos inevitáveis, que pela grandiosidade do empreendimento, infelizmente ocorrem. Entretanto, a Petrobras tem de ser poupada com denodo e afinco  em qualquer circunstância do descrédito e dos desmerecimentos administrativo e político. Ela representa e é parte da Pátria, orgulho da nacionalidade e não pode em hipótese alguma  se prestar para depreciação e enxovalhamento. Porem, se erros houve, eles tem que ser rigorosamente corrigidos; os desditosos culpados por incúria, omissão ou prevaricação, seja quem for, têm de ser devida e exemplarmente punidos.

Como regra geral a empresa vem sendo dirigida por prata da casa, gente de alto gabarito técnico e profissional, como sua presidente Graça Fortes com reais e reconhecidos serviços prestados na longa trajetória de mais de 30 anos e proveitoso trabalho, infensa a política partidária como demonstrado com a substituição de vários diretores.  Adepta e seguidora inflexível da presidenta Dilma Rousseff, ambas merecedoras do crédito, confiança e respeito da Nação, não  pode  ser depreciada pela condução da Petrobras.

As transações e a compra da Refinaria de Pasadena devem ser esclarecidas com minúcias e detalhes, face o paradoxo dos valores apontados, desde o proprietário anterior, que com argucia e maestria de negociador comprou-a por preço baixo para depois negociá-la pelo preço da valia e de mercado.  Está claro que o preço elevado, acertado e pago pela Petrobras, deve ter sido devidamente avaliado pelos técnicos e especialistas da empresa, que também por várias razões  devem  ter julgado do acerto e do interesse da quantidade e valor da produção do refino pela Refinaria. Deve também ter sido considerado a situação da Petrobras como compradora nos EUA do petróleo natural, cru, de necessário refino para o procedimento de importação para o Brasil.

Torna-se necessariamente recomendável, muito próprio e oportuno que, na apreciação da Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI que se apregoa, os políticos nela interessados se abstenham da busca e da tentativa de colherem frutos que se encontram sazonados para colheita intencionalmente malsã, visando o locupletar de duvidosos  resultados eleitoreiros, mas infelizmente, também , de incalculáveis prejuízos que podem ocorrer contra a Petrobras, que t necessariamente deve ser preservada de todo e qualquer malefício.

P O R T A N T O,  P O U P E M O S  A   P E T R O B R A S  –  E L A  É  NOSSA  !”

*Orpheu Santos Salles  é Editor da Revista Justiça & Cidadania e Diretor e conselheiro da ABI

Orpheo Santos Salles(Reprodução TV Globo)

 Orpheu Santos Salles(Reprodução TV Globo)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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