Em julgamento, ex-policial militar confessa assassinato de jornalista


11/02/2015


Durante o julgamento realizado na tarde da última terça-feira, 10 de fevereiro, no Fórum de Santana, em São Paulo, o ex-cabo do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), tropa de elite da Polícia Militar, Rodrigo Domingues Medina, confessou o homicídio da jornalista Luciana Barreto Montanhana. O réu, acusado de sequestrar e assassinar a jovem em novembro de 2010, responde preso pelos crimes.

Medina afirmou que matou a jornalista em um ato impensado, por impulso, sem saber o que estava fazendo. “Eu mantei Luciana Montanhana, mas não cometi sequestro”, afirmou ao júri.

A declaração é uma reviravolta no julgamento, mas não chega a ser uma surpresa. O réu mudou sua versão dos fatos inúmeras vezes ao longo da investigação. Quando foi preso, disse que era inocente. Dias depois, porém, confrontado com as provas, declarou culpa e disse até onde estava o corpo da jornalista.

Luciana foi assassinada na noite de 11 de novembro de 2010. Ela tinha 29 anos e estava noiva. O Ministério Público diz que Medina confessou ter sequestrado a jornalista no estacionamento do Shopping Eldorado, na Zona Oeste de São Paulo, quando ela saía de uma academia. O corpo dela foi localizado em 27 de novembro de 2010 nas margens da Via Anchieta.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Medina disse que enforcou Luciana porque ela reagiu. O corpo foi encontrado na margem da Rodovia Anchieta, perto de Cubatão. Mesmo após a morte da jovem, o réu continuou a pedir o resgate. As ligações para a família eram feitas de diferentes telefones públicos.

Ele foi surpreendido pela polícia em um orelhão na Zona Norte. Com ele foram encontrados o celular e documentos da vítima. À polícia, ele disse que não conhecia Luciana. A escolheu porque ela tinha um carro de luxo e ele precisava de dinheiro para pagar uma dívida.

O pai da jovem foi o primeiro a depor. “Nós estamos com 51 meses que a minha filha faleceu. Finalmente hoje, depois de quatro prorrogações, está acontecendo o julgamento. Espero que vá até o final e ele seja julgado pelos crimes que cometeu”, afirmou José Ivanor Montanhana.

* Com informações do G1.

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