26 de novembro de 2022


ABI promoverá homenagem ao filho do Almirante Negro


10/07/2017


Foto: Reprodução

A ONG Movimentação, em ação compartilhada com a Confraria João Cândido, vai homenagear no dia 14 de julho, Dia Internacional da Liberdade, o Mestre Candinho, filho caçula do lendário Almirante Negro, protagonista da Revolta da Chibata.

O evento será realizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio, das 16h às 18h. João Carlos Agostinho Prudêncio, presidente da ONG Movimentação, informou que haverá uma Roda de Troca de Saberes e Fazeres com os ativistas sociais e integrantes da Confraria João Cândido.

História

A Revolta da Chibata foi um importante movimento social ocorrido, no início do século XX, na cidade do Rio de Janeiro. Neste período, os marinheiros brasileiros eram punidos com castigos físicos. O estopim da revolta ocorreu quando o marinheiro Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas, por ter ferido um colega da Marinha, dentro do encouraçado Minas Gerais. O navio de guerra estava indo para o Rio de Janeiro e a punição, que ocorreu na presença dos outros marinheiros, desencadeou a revolta.

O líder do movimento, João Cândido (conhecido como o Almirante Negro), redigiu a carta reivindicando o fim dos castigos físicos, melhorias na alimentação e anistia para todos que participaram da revolta. Caso não fossem cumpridas as reivindicações, os revoltosos ameaçavam bombardear a cidade do Rio de Janeiro (então capital do Brasil).

Diante da grave situação, o presidente Hermes da Fonseca resolveu aceitar o ultimato dos revoltosos. Porém, após os marinheiros terem entregues as armas e embarcações, o presidente solicitou a expulsão de alguns revoltosos.

A insatisfação retornou e, no começo de dezembro, os marinheiros fizeram outra revolta na Ilha das Cobras. Esta segunda revolta foi fortemente reprimida pelo governo, sendo que vários marinheiros foram presos em celas subterrâneas da Fortaleza da Ilha das Cobras. Neste local, onde as condições de vida eram desumanas, alguns prisioneiros faleceram. Outros revoltosos presos foram enviados para a Amazônia, onde deveriam prestar trabalhos forçados na produção de borracha.

O líder da revolta João Cândido foi expulso da Marinha e internado como louco no Hospital de Alienados. No ano de 1912, foi absolvido das acusações junto com outros marinheiros que participaram da revolta.

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