8 de dezembro de 2022


Papa Francisco é recebido por fiéis no Centro do Rio


Por Igor Waltz*

22/07/2013


IMG_0122Poucas horas após aterrissar na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, o Papa Francisco percorreu ruas do Centro do Rio de Janeiro a bordo do papamóvel, onde foi saudado por cariocas e peregrinos. Um cordão de isolamento formado por voluntários da Jornada Mundial da Juventude-JMJ separou a via da multidão que aguardava para assistir ao Pontíficie, que saiu da Catedral Metropolitana e passou pela Avenida Chile, Avenida Rio Branco, Rua Araújo de Porto Alegre, Rua Graça Aranha e Avenida Nilo Peçanha, em direção ao Theatro Municipal.

Para a passagem do líder da Igreja Católica, a Associação Brasileira de Imprensa alocou uma faixa na frente de seu edifício-sede, na Rua Araújo Porto Alegre, com os dizeres “ABI saúda o Papa Francisco – o Peregrino da Paz. Salve a Jornada Mundial da Juventude”.

Durante a passagem no Centro do Rio, o papa seguiu em um modelo de papamóvel com as laterais abertas, de onde acenou para o povo. As calçadas que ladeiam o caminha do papa foram tomadas por peregrinos com camisas coloridas com slogans da JMJ e bandeiras Brasil e de países da América Latina, como Argentina, Colômbia e México. Uma multidão aglomerada nas escadarias da Biblioteca Nacional e do Teatro Municipal também saldou o papa. Apesar disso, o policiamento na região foi pouco ostensivo.

Depois da passagem, o papa seguiu para o Terceiro Comando Aéreo Regional para pegar um helicóptero em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo do Estado. Na ocasião, Francisco vai encontrar-se com autoridades, entre elas a Presidente Dilma Rousseff.

As Forças de Segurança não vão permitir o acesso do público nos arredores da sede do governo. As duas pistas da Rua Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, onde fica o Palácio, devem ficar fechadas até às 21h, quando termina o evento. Um protesto marcado pela internet nas imediações do local conta até o momento do fechamento dessa reportagem com 8 mil confirmados.

O temor das autoridades é que a JMJ do Brasil repita a onda de protestos que tomou conta de Madrid à época da edição anterior do megaevento católico, em 2011. Em resposta à visita do então papa Bento XVI, e impulsionadas pela forte crise econômica, dezenas de greves e manifestações foram organizadas, algumas reunindo mais de 4 mil pessoas. Ao todo, sete pessoas foram presas, e outras 11 ficaram feridas.

Recorde de profissionais de imprensa

De acordo com a organização do evento, a edição do Rio de Janeiro da JMJ quebrou o recorde de profissionais de imprensa credenciados para a cobertura. São cerca de 5,5 mil comunicadores, entre jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas, sendo 2 mil da imprensa internacional.

De acordo com a coordenadora de credenciamento de imprensa, Josery Pantoja, o número de pedidos de credenciamento mostra que a JMJ é um evento de repercussão no mundo inteiro. “A JMJ está muito além da mídia religiosa. O mundo inteiro vai estar voltado para a JMJ”, destacou.

Na edição passada da JMJ, realizada em 2011 na capital espanhola, foram 5 mil profissionais cadastrados. A coordenadora da assessoria de imprensa internacional, Inés San Martín acredita que cobertura internacional também será importante para garantir que mesmo os que não estarão no Rio de Janeiro terão uma experiência com a JMJ.

“Temos muitos meios de comunicação cadastrados para o evento de 2013 que não foram à edição anterior na Espanha. Isso significa que mesmo os jovens do mundo que não vão poder vir ao Rio de Janeiro, vão poder partilhar da JMJ através da imprensa internacional”, disse.

Apesar da grande estrutura montada no Forte de Copacabana e no Campus Fidei, em Guaratiba, para receber todos os profissionais, jornalistas estariam enfrentando dificuldades para a retirada de suas credenciais de identificação e acesso aos Atos Centrais e Centro de Mídia.

O Portal Terra relatou que, por duas vezes, já se dirigiu ao Centro de Mídia no Forte de Copacabana para a retirada das credenciais, mas saiu de mãos abanando, tendo que retornar em outro momento para a retirada dos crachás. No ponto de coleta dos documentos, a explicação é que algumas credenciais foram impressas de forma errada, e portanto, precisariam ser refeitas – caso dos documentos do repórter André Naddeo e do fotógrafo Mauro Pimentel.

No entanto, ao ser indagado sobre de ser um processo simples, e se a equipe não poderia aguardar para levar as credenciais, a explicação de um dos atendentes foi que “o rapaz que imprime isso foi almoçar”.

Assim como o Terra, diversos outros jornalistas de outros veículos fazem o mesmo caminho neste domingo: tentam a retirada, voltam mais tarde, mas não conseguem deixar o local definitivamente credenciados.

Outra dificuldade pode ser o fato de o check-in para o credenciamento ser feito exclusivamente no Centro de Mídia de Copacabana. Mesmo os profissionais interessados apenas em cobrir o evento em Guaratiba terão que passar primeiro no Forte, distante cerca de 50km do local onde o Papa vai encontrar-se com os fiéis.

*Com informações do Portal Terra, Portal R7, Portal G1, da agência de notícias ANSA e da organização da JMJ. 

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