2008: ano das comemorações


23/06/2008


Colaboração de Ilma Martins da Silva, jornalista 
e membro da Diretoria de Assistência Social da ABI

Este ano de 2008 está repleto de eventos altamente significativos para nós. Por exemplo, recentemente celebramos o centenário da Associação Brasileira de Imprensa, os 180 anos do Jornal do Commercio, o bicentenário da chegada da Imprensa ao Brasil, a criação da Imprensa Nacional e da Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal impresso no País e, também, o Correio Braziliense, lançado em Londres, por Hipólito José da Costa.

Todas essas efemeridades citadas, apesar de sua importância histórica para o povo brasileiro, tiveram uma repercussão, creio eu, muito fraca no seio da chamada grande imprensa. Não foi dado, infelizmente, o destaque merecido e esperado pela sociedade em seu todo.

Bafejado pelos bons fluidos do ano, coincidentemente comemora-se agora mesmo o centenário da imigração japonesa no Brasil, com a ilustre presença do príncipe herdeiro do Japão, Nahurito. E é com júbilo que os quase dois milhões de japoneses espalhados pelas várias regiões do País festejam e agradecem à terra brasileira por tê-los acolhido de braços abertos.

Eles tão logo chegaram ao País, arregaçaram a manga e foram à luta nas grandes fazendas de café, algodão e outras culturas. Dessa maneira, em um século apenas, contribuíram para alavancar o progresso do Brasil respeitando sua cultura milenar, crenças, hábitos e tradições. E isso tudo foi feito observando a rígida disciplina peculiar aos povos asiáticos. A cidade de São Paulo recebeu o maior número de imigrantes japoneses, e é por esse motivo que a festa está sendo mais valorizada nos principais bairros tipicamente engalanados à moda japonesa.

Conheci o Japão nos fins dos anos 60, onde permaneci por dois meses a convite de colegas japoneses com quem estudei. Percorri de trem e de barco as três ilhas de Honshu, Shiaoku e Kyushu. Baseada na capital Tóquio, desfrutei de bons momentos com meu amigo Kano Toru, que me servia de guia. Assisti aos belos espetáculos de Kabuki; visitei belos parques, museus e até bares onde os jovens se reuniam para um bom karaokê.

Em seguida fui visitar as cidades de Kyoto, Nara, a primeira capital, Nagoya, Hiroshima, Nagazaki, Unzen, Shimabara, Beppu, Kobe, Osaka, Yokohama e, mais ao norte, Hatinohe. Esse contato direto com o povo japonês na minha juventude foi uma experiência inesquecível. A disciplina, o respeito aos idosos, a dedicação ao trabalho, sua veneração à cultura e às tradições me influenciaram e me fizeram admirá-los pela vida à fora. Obrigada, pelo exemplo que me repassaram meus amigos japoneses. E meus parabéns! Pelo convívio entre nós brasileiros!

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