8 de dezembro de 2022


Trump processa editora de livro sobre Casa Branca


04/01/2018


Presidente dos EUA, Donald Trump, faz discurso na Casa Branca (Imagem: Reprodução)

Um advogado do presidente dos EUA, Donald Trump, tenta impedir a publicação de um polêmico livro sobre os bastidores da Casa Branca, cujo lançamento está previsto para a próxima terça-feira, segundo o “Washington Post”. Além disso, os representantes legais do republicano também já ameaçaram legalmente o seu ex-estrategista-chefe Steve Bannon por ter vazado informações confidenciais sobre o governo ao autor da obra, o jornalista Michael Wolff. Os três envolvidos na história são acusados de processos na Justiça por difamação.

Uma nota enviada ao autor de “Fire and Fury” (“Fogo e Fúria”, em tradução livre) e ao presidente da editora do livro diz que eles podem ser acusados formalmente, incluindo por difamação, pelos advogados de Trump. E também pede que a editora Henry Holt desista imediatamente da publicação, divulgação ou disseminação do livro ou de qualquer um dos seus trechos. Os advogados prometem ainda solicitar uma cópia completa da obra, como parte da investigação. De acordo com o autor, a publicação é baseada em 200 conversas com Trump e membros de sua campanha que, muitas vezes, ofereceram relatos conflitantes.

De acordo com veículos que tiveram acesso a trechos do livro, as entrevistas de Wolff revelam ainda que a campanha não acreditava que venceria as eleições. Além disso, Trump não fazia ideia de quem era o então líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, John Boehner; o chefe do Comitê Nacional Republicano, Reince Priebus, teve um colapso ao saber das gravações nas quais Trump faz comentários misóginos; e Ivanka, filha mais velha do presidente, tem ambições presidenciais e afirmava que seria ela, e não Hillary, a primeira mulher a ocupar a Presidência dos EUA, além de zombar dos cabelos do pai.

— Esse livro está repleto de relatos falsos e enganadores de indivíduos que não têm acesso ou influência na Casa Branca — afirmou a secretária de Imprensa do governo americano, Sarah Huckabee Sanders. — Colaborar com um livro que só pode ser descrito como lixo de ficção dos tabloides é um atestado de suas desesperadas tentativas de manter alguma relevância.

Informações: O Globo

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