28 de novembro de 2022


SIP condena censura indireta a jornais da Nicarágua


17/01/2019


A Sociedade Interamericana de Imprensa (da sigla em espanhol SIP) condenou os atos de censura administrativa praticados pelo governo da Nicarágua. De acordo com a entidade, para comprometer a operação dos jornais La Prensa e El Nuevo Diario, as autoridades do país estão retendo a entrega dos insumos necessários à produção dos periódicos.

“A censura indireta é o mecanismo costumeiro do regime do presidente Daniel Ortega, exatamente igual ao utilizado pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para coagir os meios de comunicação, impondo-lhes obstáculos para a aquisição dos insumos necessários para produzir suas publicações”, disse a presidente da SIP, Maria Elvira Domínguez.

Em outubro do ano passado, a Assembleia Geral da entidade havia denunciado e condenado a retenção de papel, tinta e outros insumos para os jornais La Prensa e El Nuevo Diario por parte da Direção Geral de Aduanas (DGA) mesmo as duas empresas tendo pago as taxas aduaneiras no prazo estabelecido.

Sem conseguir o fornecimento de papel e tinta, os jornais foram obrigados a adaptar suas operações para continuar circulando. O La Prensa anunciou no início desta semana a redução do número de páginas de 16 para 12 “como medida de emergência diante do abuso estatal”.

Segundo informações da SIP, desde setembro de 2018, o grupo editorial ND Medios, responsável pela publicação do El Nuevo Diario está com um carregamento de materiais contendo tintas e placas térmicas retido pela DGA. No dia 7 de janeiro, outro carregamento, desta vez de papel, foi bloqueado, colocando em risco o futuro das edições impressas do jornal.

Para tentar driblar o problema, o grupo decidiu que El Nuevo Diario circularia apenas de segunda a sexta na versão impressa e seria atualizado apenas na plataforma digital nos fins de semana. A empresa também suspendeu em dezembro a publicação do jornal QHubo como medida para poupar papel.

Além de condenar a censura administrativa, a SIP também cobra das autoridades da Nicarágua explicações claras sobre os motivos de bloqueio dos produtos adquiridos pelas empresas jornalísticas.

Fonte: Portal Imprensa

 

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