Passado e presente


07/05/2008


                                  Paulo Mendes Rocha

Criado e idealizado pela Fundação Roberto Marinho, o Museu da Língua Portuguesa é vinculado à Secretaria de Estado da Cultura e administrado pelo Instituto Brasil Leitor — órgão que desenvolve projetos para expandir a familiaridade com a leitura entre crianças, jovens, famílias e professores. E está localizado na Praça da Luz — no Centro de São Paulo, cidade onde há mais pessoas no mundo falando o idioma —, acima da plataforma que abrigava os escritórios da companhia férrea no início do século XX e foi parcialmente destruída por um incêndio em 1946.

Na década de 50, o prédio foi reconstruído e passou por um processo minucioso de restauração e revitalização. O projeto arquitetônico é de Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro, que trabalharam juntos pela primeira vez. O designer Ralph Appelbaum, que tem no currículo o Museu do Holocausto e a Sala de Fósseis do Museu de História Natural de Nova York, assinou a museografia.

 Ralph Appelbaum

Durante a elaboração da exposição permanente — feita por mais de 35 profissionais, cada qual responsável por uma curadoria específica —, a norma culta não foi uma preocupação: o espaço trata a língua como um patrimônio dinâmico, em constante transformação. Por isso — e também por ser primeiro museu no Brasil e um dos poucos no mundo a ter por acervo um patrimônio imaterial — seu conteúdo é quase todo digital, interativo, virtual. Poucos são os objetos expostos — e eles cumprem uma função apenas ilustrativa, não têm valor histórico.

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