Morre no Rio, aos 47 anos, a jornalista e escritora Rozane Monteiro


05/08/2014


Rozeane Monteiro (Crédito: Reprodução)

Rozeane Monteiro (Crédito: Reprodução)

A jornalista e escritora Rozane Monteiro, de 47 anos, morreu na tarde da última segunda-feira, 4 de agosto, no Rio. Com problemas de saúde há alguns anos, Rozane fazia tratamentos e cirurgias contra um aneurisma. Ela é autora do livro “Sua Excelência, o canalha!” e teve uma carreira com reportagens de destaque onde mergulhou em temas graves, como a situação da mulher nos países árabes. O sepultamento será em Minas Gerais, ainda sem data definida.

Rozane começou sua carreira como jornalista no Jornal do Brasil. Durante 14 anos, comandou as editorias de Polícia e Política de O Dia, e atualmente trabalhava na cobertura das eleições para o jornal Extra. Em 2002, foi uma das 10 jornalistas contempladas pelo World Press Institute, com bolsa de estudos em Minnesota (EUA). Dois anos depois, se mudou para República Tcheca. Na Europa, cobriu datas históricas, como a morte do Papa João Paulo II, na Polônia, e denunciou a perseguição a homossexuais no Irã pelo governo de Mohamed Ahmadinejad. De volta ao Brasil, foi editora de Internacional do JB.

A morte dela foi sentida por amigos e políticos, como o governador Luiz Fernando Pezão. “Sensível e inteligente. Assim era a querida Rozane. As palavras sentirão falta do seu talento, humor refinado e irreverência, e as redações, de sua adorável companhia. Meus sentimentos de paz e conforto à família e amigos.” O prefeito Eduardo Paes lembrou que Rozane combinava faro jornalístico e apuração rigorosa com senso de humor e uma ironia particular. “Suas crônicas eram leitura obrigatória. A imprensa carioca perde uma grande jornalista. Desejo paz e conforto à sua família”, disse Paes.

O diretor de redação do DIA, Aziz Filho, afirmou que o clima é de tristeza. “O raciocínio rápido, o texto atrevido e o humor refinadíssimo faziam de Rozane, com suas ‘rozanices’, uma das mais brilhantes repórteres de política do Rio. Trabalhar com ela foi um grande privilégio. Merecer sua amizade, maior ainda. A morte de Rozane deixa em todos nós um vazio e uma tristeza que nem ela, com sua escrita hábil e certeira, daria conta de traduzir. Estamos todos de luto”, declarou o diretor de Redação do DIA ,.

O vereador Cesar Maia (DEM), que foi um dos políticos que Rozane mais entrevistou, resumiu sua tristeza em poucas palavras. “O jornalismo político tem alma. Rozane é a alma desse jornalismo.” “Foi uma surpresa. Na última vez que me entrevistou, ela estava entusiasmada com o trabalho, feliz com a vida. Só posso desejar conforto aos amigos e familiares”, disse o deputado federal Anthony Garotinho (PR).

O prefeito do Rio de Janeiro (RJ), Eduardo Paes, lamentou a morte de Rozane e pontuou que ela combinava faro jornalístico e apuração rigorosa. “Suas crônicas eram leitura obrigatória. A imprensa carioca perde uma grande jornalista. Desejo paz e conforto à sua família”, disse.

O deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) lembrou que conheceu a jornalista na década de 1980, em Niterói (RJ). “Ela conhecia os caminhos, tinha um ótimo olhar. Sempre tivemos uma relação de muito carinho e amizade”, ressaltou ele.

*Com informações do jornal O Dia, do Portal Imprensa e do site Conexão Jornalismo. 

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