Mês da Consciência Negra: ano que vem tem muito mais


06/12/2022


Por Marcos Gomes, presidente da Comissão de Igualdade Étnico-Racial da ABI

Quarenta e cinco pessoas estiveram envolvidas no planejamento e execução da programação do Mês da Consciência Negra da Associação Brasileira de Imprensa, encerrada no último dia 30, promovida por sua Comissão de Igualdade Étnico-Racial e produziu cerca de 23 horas de programação exibida no modo virtual, no canal ABI TV no Youtube.

Destacamos o alinhamento do Mês da Consciência Negra da ABI com as premissas estabelecidas pelo Pacto Global da ONU, para a “promoção de sociedades pacíficas e inclusivas”, o que levou a mensagem da ABI para espaços como a 1ª Conferência Empresarial ESG Racial, ocorrida em São Paulo e o 10º Festival Literário Internacional da Diáspora Africana de São João de Meriti (Flidam).

No campo da Memória e da História chamamos sua atenção para dois programas disponível no canal ABI TV: a entrevista com o cineasta Luís Antônio Pilar, sobre o filme “Lima Barreto, ao Terceiro Dia”, exibido no dia 1º de novembro, centenário da morte do jornalista e escritor, e a reportagem sobre Gustavo de Lacerda, o jornalista negro que fundou a ABI, realizada em 2003 pelo Laboratório de Telejornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina.

Para o ano que vem esperamos contar com apoio de instituições públicas e privadas para exibir a peça de teatro “ABI, EM PRETO E BRANCO – um encontro inusitado…”, escrita pelo jornalista Oswaldo Faustino e dirigida por Eduardo Silva, sobre o encontro ficcional entre os jornalistas Luís Gama, Gustavo de Lacerda, Antonieta de Barros e Lima Barreto, tendo como cenário a biblioteca da ABI.

Pretendemos ainda realizar, nos próximos anos, o Mês da Consciência Negra da ABI em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Manaus, Florianópolis, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Tudo começou na campanha

Jornalistas, acadêmicos, comunicadores das periferias, advogados, escritores, artistas, empresários e representantes de entidades da sociedade civil foram reunidos em torno da pauta antirracista, por meio de temas como “Mídia e as Políticas Públicas de Ações Afirmativas”, “Tornar-se Negro é Libertador”, “O Jornalismo Cultural e as Vozes da Consciência”, entre outros.

A campanha eleitoral, que consagrou em abril último a vitória do grupo ABI Luta pela Democracia para comandar a Casa do Jornalista no triênio 2022/2025, foi o ponto de partida para a construção do Mês da Consciência Negra, previsto para ser realizado em São Paulo e no Rio de Janeiro, no formato híbrido (presencial e virtual), mas a falta de patrocínio limitou as atividades ao ambiente virtual e levou ao adiamento das atividades presenciais para o ano que vem.

Para a realização das atividades durante a semana de 14 a 20 de novembro, mesmo sem ter sido inscrito nas leis de incentivo fiscal, devido ao calendário, o projeto comercial do evento permitiu a abertura de diálogo entre os representantes da Comissão de Igualdade Étnico-Racial, a equipe de captação da ABI e as instituições públicas e privadas que atuam na luta contra o racismo.

A Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo fez todos os esforços para que a Cerimônia de Abertura fosse realizada no Centro de Culturas Negras do Jabaquara, mas questões burocráticas inviabilizaram a iniciativa e, para que aconteça em 2023, o trabalho já começou.

O momento é oportuno igualmente para agradecer o empenho e a dedicação dos colegas para o sucesso dessas atividades: Luiz Paulo Lima, Camilla Shaw, Carmem Moretzsohn, Antonio Werneck, Marcelo Moraes Teles, Geraldo Cantarino e Rui Xavier.

Até breve!

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