Imprensa brasileira tem ano mais violento desde 1992


Por Edir Lima

03/01/2016


kdxdc67iu_2s022s5mz_fileO Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) divulgou, no último dia 29 que o Brasil registrou, em 2015, o maior número de assassinatos de profissionais de imprensa dos últimos 23 anos. Entre janeiro e 23 de dezembro, a entidade contabilizou 69 mortes no mundo todo provocadas pela atividade jornalística das vítimas. Desse total, seis casos ocorreram no Brasil.

Em outro levantamento, a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), deixou o Brasil fora da lista dos locais mais perigosos para o trabalho da imprensa.

Na relação do CPJ,o Brasil foi o terceiro em número de profissionais de imprensa assassinados em 2015, atrás da Síria, com 13 mortes, e da França, com 9 casos – em janeiro, a capital do país foi palco do atentado terrorista contra o Charlie Hebdo.

Segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas, o número de jornalistas assassinados no Brasil se equipara ao de países que vivem em estado de guerra, como Iraque, Iêmen e Sudão do Sul. A diferença, segundo o CPJ, é que a maioria dos brasileiros não atuava na cobertura de conflitos armados ou mesmo de criminalidade urbana, e sim em apurações sobre casos de corrupção envolvendo políticos locais.

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