Flávia Oliveira – Coluna atrai bons negócios


09/01/2007


José Reinaldo Marques
 19/01/2007

                          O Globo

O telefone não pára e os e-mails são, em média, 200 por dia. Esta é a rotina de Flávia Oliveira desde que assumiu a coluna “Negócios & cia.”, do jornal O Globo, em 22 de agosto de 2006. Até mesmo o cafezinho com os colegas de redação foi reduzido, por falta de tempo. Para quem pretende marcar um almoço com ela, um aviso: é bom reservar espaço na concorrida agenda com umas três, quatro semanas de antecedência.
— Foi uma mudança muito forte. Marco três almoços por semana, já respondi a 158 e-mails num só dia, fora o telefone e o celular, que não param de tocar. Confesso que tem sido difícil dar atenção aos colegas e manter a convivência lúdica que tínhamos na redação.

Flávia Oliveira graduou-se em Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF), trabalhou no Jornal do Commercio e entrou para O Globo, em 1994, já na editoria de Economia, em que nos últimos cinco anos foi repórter especial e interina da coluna “Panorama econômico”, cuja titular é Miriam Leitão:
— Como a coluna da Miriam é muito autoral, eu procurava escrever minhas notas de modo bem diferente do dela, que é pensadora política e por isso mergulha no assunto que escolhe com análise mais profunda.

Embora Flávia tenha atuado em outras frentes, ter participado no jornal de vários projetos com viés socioeconômico fez a diferença na trajetória que ela construiu no veículo em mais de uma década. Nesse período, ganhou o Prêmio Jornalismo para Tolerância 2003, da Federação Internacional de Jornalistas (FIP), pela co-edição do suplemento “A Cor do Brasil”; dividiu com a colega Luciana Rodrigues o Prêmio Elizabeth Neuffer da Associação dos Correspondentes da ONU, pelo conjunto de reportagens sobre desenvolvimento humano também em 2003; e conquistou os Prêmios Esso de Melhor Contribuição à Imprensa 2001, Fiat Allis de Jornalismo Econômico, Ayrton Senna 2002 e Imprensa Embratel 2002 com as séries “Retratos do Rio” e “Pirataria S/A”.

Demanda

A idéia de lançar “Negócios & Cia.” partiu, segundo Flávia, de uma observação do Globo para a demanda de notícias sobre os espaços que as empresas vêm ocupando ultimamente em setores importantes na economia:
— Descobriu-se que era importante iniciar um espaço físico grande e novo para garantir esse tipo de noticiário, falando de cada área de negócios e reconhecendo a importância do setor privado. A partir dessa tomada de decisão da Direção do jornal, veio o convite para eu ser a titular de “Negócios & Cia.”, embora então eu estivesse mais ligada à macroeconomia. Aceitei o desafio. A idéia original da coluna não é minha, mas o projeto, sim, bem como a forma de abordar os assuntos. Além das empresas, falamos também de questões ambientais, direitos humanos e carioquices. O Globo me deu muita liberdade. Por isso, erros e acertos são meus. 

 Flávia e Glauce Cavalcanti

A resposta dos leitores foi rápida, diz Flávia, que recebe muitas mensagens dos leitores:
— O surpreendente é que eu não estava informada sobre o interesse que o setor de negócios desperta nas pessoas. As pessoas fazem comentários, empresários, inclusive de outros estados, pedem ajuda… Há até quem escreva para dizer que passou a ler as matérias de Economia porque agora está entendendo as notícias. Recebi também uma mensagem que dizia: “Fechei dois negócios lendo a sua coluna.” Em suma, a coluna é um produto que foi rapidamente acolhido.

Motivação

Flávia faz questão de citar a equipe que divide com ela a produção da coluna: Glauce Cavalcanti, que com ela é a responsável pelas notas e pelo plano visual; e os redatores Cláudia Santos e Paulo Thiago, que se encarregam das notícias internacionais:
— Sinto-me tão motivada como quando participei de “Retratos do Rio”. Foram três meses e meio fora da Economia, fazendo um mapeamento socioeconômico da cidade, da Gávea e da Barra a Santa Cruz, Vila da Penha, Alemão e Bonsucesso. Ainda hoje considero a série um dos grandes projetos da minha vida, pelo alcance das reportagens e a variedade de assuntos, como saúde e tantos outros temas. Meus 12 anos de história no Globo não são de tédio e nem de acomoda

 

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