28 de novembro de 2022


Democratização da mídia é pauta das manifestações


Por Cláudia Souza*

12/07/2013


Manifestantes inserem o nome do jornalista Vladimir Herzog na ponte estaiada Foto:Rodrigo Paiva/Estadão Conteúdo

Manifestantes inserem o nome do jornalista Vladimir Herzog na ponte estaiada Foto: Rodrigo Paiva/Estadão Conteúdo

Trabalhadores de todo o país se uniram nesta quinta-feira, dia 11 de julho, em protestos pelo Dia Nacional de Lutas com Greves e Manifestações, organizado pelas centrais sindicais e por movimentos sociais. A democratização da mídia foi uma das reivindicações mais citadas pelos cidadãos.

Em Brasília, um grupo se reuniu em frente ao prédio dos Ministérios das Comunicações para pedir a democratização da mídia. Cerca de 5 mil pessoas participaram do ato, de acordo os organizadores do evento. Os manifestantes ocuparam todas as faixas da Esplanada dos Ministérios e caminharam em direção ao Congresso Nacional. Eles pararam em frente ao Ministério da Agricultura e das Comunicações.

Em São Paulo, cerca de 500 manifestantes se reuniram em frente à sede da Rede Globo para exigir a democratização da comunicação. Com faixas e cartazes tecendo críticas à imprensa, o grupo bloqueou durante meia hora a pista local da Marginal Pinheiros, no sentido Castello Branco, a Avenida Jornalista Roberto Marinho e uma faixa da Avenida Doutor Chucri Zaidan.

A manifestação pacífica foi acompanhada pela Força Tática da Polícia Militar. Contudo, segundo a rádio CBN, manifestantes picharam o prédio da TV Globo. De acordo com reportagem do Portal Terra, um grupo colou um adesivo sobre a placa da ponte estaiada, que leva o nome do publisher da Folha de S. Paulo, Octávio Frias de Oliveira, e no lugar inseriram o nome do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975, nas dependências do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo.

No telejornal SPTV 2ª edição, desta quinta-feira, 11, o apresentador Carlos Tramontina comentou as imagens aéreas da manifestação: “Um grupo de cerca de 400 manifestantes está fazendo neste momento um protesto contra a TV Globo no bairro do Brooklin. (…) Os manifestantes pedem a democratização da mídia e a revisão das concessões de TV. Eles gritam palavras de ordem contra a emissora e fazem discursos, disse o jornalista.

Imagem negativa

Ainda na ponte estaiada, uma faixa do movimento social feminista internacional Marcha Mundial das Mulheres pedia mais respeito aos assuntos relacionados ao sexo feminino abordados pela imprensa.

Trabalhadores de Belo Horizonte também defenderam a democratização da comunicação em um protesto em frente à sede da TV Globo em Minas Gerais.

— O protesto em frente à Globo é uma resposta à imagem negativa e tendenciosa que televisão passa à população das manifestações, dos atos e protestos dos movimentos sociais, sindicais e estudantis, afirmou Joceli Andrioli, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

No Sul

A sede do Grupo RBS, em Porto Alegre, foi alvo de manifestantes, que jogaram esterco em frente à emissora de TV , que é afiliada à Rede Globo.

Em vídeo divulgado na internet, os manifestantes disseram que haviam jogado “100 kg de merda de porco” para pedir “democratização dos meios de comunicação”.

Segundo o Grupo RBS, o protesto teve início com cerca de 40 pessoas e, depois, “algumas centenas de manifestantes” se uniram ao grupo.

*Com informações do Portal Terra, Minas Livre, Folha de S. Paulo.

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