CPJ denuncia detenções de jornalistas no Egito


07/01/2016


algemadoO Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) denunciou a prisão do jornalista egípcio Mahmud al-Sakka e a punição imposta a Mohamed Abdel Moneim, condenado a três anos de detenção no quadro das medidas repressivas adotadas pelas autoridades no aniversário da revolução de 2011, comemorado em 25 de janeiro.

Mahmud al-Sakka escreve no jornal digital independente Yanair, e Mohamed Abdel Moneim trabalha no portal de notícias Tahya Masr.

Al-Sakka foi preso no dia 30 de dezembro do ano passado e ficou incomunicável por quatro dias. A procuradoria pediu sua prisão por 14 dias sob acusação de planejar um ato ilegal na tentativa de derrubar o governo e pertencer a uma organização chamada “Movimento Juvenil 25 de janeiro”.

Já Abdel Moneim foi condenado no último domingo (3/1), após participar de um protesto, também considerado ilegal, e portar “cocktails molotov” [uma arma química incendiária].

“Nas suas constantes tentativas de controlar a imprensa e aterrorizar a oposição, o governo egípcio mostra total desrespeito pelas suas próprias leis (…). Apelamos às autoridades para que pare de perseguir e prender os jornalistas”, ponderou o responsável do CPJ para o Médio Oriente e Norte da África, Sherif Mansur.

De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), o Egito é o segundo lugar no mundo com jornalistas presos. Ao todo, 22 profissionais de imprensa estão privados de sua liberdade no país.

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