Acusado pela morte de jornalistas paraguaios é capturado no Brasil


Por Igor Waltz*

05/03/2015


Pablo Medina, correspondente da ABC Color, foi assassinado em outubro de 2014 (Crédito: Acervo Pessoal)

Pablo Medina, correspondente da ABC Color, foi assassinado em outubro de 2014 (Crédito: Acervo Pessoal)

Policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil, de Naviraí, Mato Grosso do Sul, prenderam na tarde desta quarta-feira, 4 de março, em Caarapó, Vilmar Acosta Gonzalez, conhecido como “Neneco”, apontado como mandante do assassinato de um jornalista paraguaio e de sua estagiária, cometido em 2014. O acusado, que é ex-prefeito da cidade paraguaia de Ypehú, perto da fronteira com o Brasil, será encaminhado para a sede da Polícia Federal em Campo Grande.

Acosta, foragido desde 16 de outubro do ano passado, o dia em que ocorreu o duplo assassinato, é acusado de ser o autor intelectual do atentado contra Pablo Medina, correspondente regional do jornal “ABC Color” e de Antonia Almada, sua estagiária e estudante de jornalismo.

De acordo com o delegado Roberval Maurício Cardoso Rodrigues, da Polícia Civil, afirmou que, além dos assassinatos, Acosta é um dos principais fornecedores de maconha para o Brasil. Ele é apontado também como autor de inúmeros homicídios e chacinas ocorridos na divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Seu irmão Wilson Acosta, e seu sobrinho Flávio Acosta, ainda foragidos da Justiça paraguaia, também foram denunciados pela promotoria como autores materiais do crime e acredita-se que estejam no Brasil, enquanto Arnaldo Cabrera, motorista do político e também indiciado, foi capturado em 8 de dezembro.

Medina era conhecido por seus trabalhos jornalísticos sobre os supostos vínculos do narcotráfico com alguns políticos locais. A morte de Medina e de Antonia levou à revelação de supostas conexões entre traficantes e políticos governistas de diferentes níveis, de vereadores a congressistas, evidenciadas em um relatório divulgado pelo Congresso.

Antes da confirmação da captura por parte da Polícia Federal do Brasil, o ministro do Interior do Paraguai, Francisco De Vargas, e o Ministério Público desse país tinham antecipado a detenção de Acosta e, sem revelar detalhes, indicaram que a mesma foi fruto do trabalho conjunto de inteligência das polícias brasileira e paraguaia.

* Com informações da EFE, jornal Correio do Estado e o site MS Notícias.

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