18 de agosto de 2022


Acusado da morte de jornalista em Ipatinga vai a júri nesta sexta


Por Claudia Sanches

17/06/2015


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Crédito: Arquivo Pessoal

Segundo o jornal “O Estado de Minas”, Alessandro Augusto Neves, o Pitote, de 31 anos, irá a júri popular no Tribunal do Fórum Valéria Vieira Alves, em Ipatinga, Vale do Aço, a partir das 9h. O réu, já condenado anteriormente por tentativa de homicídio, atuava nos bastidores da Polícia Civil de Ipatinga sem pertencer aos quadros da instituição.

Em agosto de 2014, a Justiça condenou o investigador de polícia Lúcio Lírio Leal, de 22 anos, a 12 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do jornalista. Na ocasião, o juiz Antônio Augusto Calaes de Oliveira declarou também a perda do cargo de investigador de polícia, exercido pelo réu antes de sua prisão, e negou-lhe o direito de recorrer em liberdade.

De acordo com o Ministério Público ambos atiraram com arma de fogo contra Rodrigo Neto. Os tiros atingiram a cabeça, o tórax e as costas dele. A função de Lúcio era ir ao local minutos antes e dar instruções aos executores para efetuar o crime.

A dupla também é apontada como responsável pelo homicídio do fotógrafo Walgney Assis de Carvalho, em uma ação queima de arquivo, na cidade vizinha de Coronel Fabriciano, pouco mais de um mês depois da morte de Neto. Neste caso, Pitote será julgado por homicídio duplamente qualificado, por dificultar a defesa da vítima e praticar um crime na intenção de assegurar a impunidade em outro.

Outros oito policiais – seis civis e dois militares – foram presos durante as investigações por participação em crimes no Vale do Aço. Um médico-legista foi solto por ter comprovado inocência, enquanto os outros sete tiveram a prisão temporária renovada.

Rodrigo Neto denunciava uma série de infrações cometidas por um esquadrão da morte formado por policiais. O fotógrafo Walgney Carvalho também atuava nesta área e estaria produzindo um dossiê junto com o radialista.

Alessandro está detido na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Os dois são suspeitos de integrar um grupo de extermínio.

Fonte: “O Estado de Minas”

 

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