18 de agosto de 2022


ABI faz 108 anos e comemora com cinema nacional


Por Claudia Sanches

08/04/2016


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Os cineastas Maria das Graças Senna, Noilton Nunes e o Diretor Jesus Chediak (Fotos: Claudia Sanches)

A cerimônia do 108º aniversário da ABI lotou a sala Belisário de Sousa, no sétimo andar da sede da entidade, com destaques para  a exibição de trailers de filmes nacionais, entre eles, “Lula, o filho do Brasil”, de Fábio Barreto  e “Sigilo Eterno – o filme que salvou a humanidade”, de Noilton Nunes. O evento, que também homenageou o Dia do Jornalista, contou com a presença de dois dos maiores representantes do Cinema Nacional, o cineasta Cacá Diegues e o produtor Luiz Carlos Barreto.

A evento, representado pelo vice-presidente da ABI Paulo Jerônimo, marcou o relançamento do projeto Cine ABI, do Diretor Cultural Jesus Chediak, e também comemorou o Dia do Jornalista, 7 de abril.  Os presentes prestaram homenagem ao cineasta Fábio Barreto, autor de “Lula, filho do Brasil”, que se encontra em estado de coma há cinco anos por conta de um acidente de trânsito.

Resistência contra a Ditadura

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O produtor Luiz Carlos Barreto e o cineasta Cacá Diegues

Na abertura da programação, Chediak parabenizou a Casa do Jornalista e falou sobre a importância da ABI no Cinema Nacional e sobre a volta projeto Cine ABI. “O cinema sempre esteve presente na história da entidade desde a década de 50. Nos anos 60, Nelson Pereira dos Santos teve que descer as escadas da entidade com o negativo do filme Rio 40º  embaixo do braço, fugindo da Ditadura Militar. No ano de 2007, com a reedição do Cine ABI, temos a volta de grandes produtores como Ana Maria Magalhães, Paulo Cezar Sarraceni e Wladimir de Carvalho. Num momento de luta contra os militares, o Cinema Novo surgiu praticamente aqui dentro da Casa do Jornalista”, recordou Chediak.

Cacá Diegues lembrou que o Brasil está vivendo um momento muito difícil e tenso e destacou a história da entidade na defesa dos movimentos políticos e no surgimento do Cinema Novo. “Só preciso dizer que comecei minha vida no cinema aqui dentro desta casa”, recordou Diegues.

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Luiz Carlos Barreto fala sobre a obra de Fábio Barreto

Luiz Carlos Barreto, que estava acompanhado de sua mulher Lucy Barreto e família, falou sobre a obra de Fábio Barreto, que sempre esteve ligada à Defesa dos Direitos Humanos. “O Fábio colocou seu trabalho  a serviço das grandes causas sociais. Essa homenagem é para colocar o trabalho dele em evidência nesse momento político tão difícil. Precisamos lutar para que esse espaço volte a ser lotado”, disse Barreto, que está produzindo um documentário sobre combate ao trabalho escravo no Brasil.

Segundo o diretor e roteirista Noilton Nunes, autor do “Sigilo Eterno – o filme que salvou a humanidade”, documentário que relata as mudanças climáticas do planeta, a produção cinematográfica Brasil deve ser estimulada por políticas públicas e estar a serviço das grandes causas. “A lei que garante a exibição dos filmes nacionais nas escolas públicas é um grande passo no sentido da valorização do produto nacional. Nessa tsunami política que vivemos precisamos ter esse espaço lotado novamente”, disse o cineasta.

 

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