ABI abriga ato “Ditadura Nunca Mais!”


02/09/2019


Dentro dos propósitos da nova diretoria da Associação Brasileira de Imprensa – ABI de reintegrá-la na luta em defesa do Estado Democrático de Direito, a tradicional Casa do Jornalista promoverá nesta terça-feira, 03 de setembro, às 17h, ao lado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e com a participação de ex-membros da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (CEV-RJ). o ato político DITADURA NUNCA MAIS!”

O encontro, que reviverá as lutas da ABI em prol da redemocratização do país, servirá ainda para a defesa da política de Memória, Verdade e Reparação na expectativa de que relembrando fatos tenebrosos que ocorreram no Brasil durante a ditadura militar (1964-1985) e buscando a devida reparação para as vítimas, se evitará que eles voltem a acontecer.

O ato surgiu em resposta ao discurso do atual governo negando as graves violações de direitos humanos cometidas no período da ditadura militar. O governo tenta desqualificar os trabalhos das comissões criadas durante o período de redemocratização. Por iniciativa dos diversos governos pós-ditadura, estas comissões atuaram com o intuito de rever todas as atrocidades cometidas pelos e durante os governos militares. Foram elas: Comissão de Anistia, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e a Comissão Nacional da Verdade, bem como suas correlatas nos estados.

Ao tentarem desqualificar tais comissões, parece esquecer que elas atuaram como órgãos de Estado, e não de governo. As tentativas de desmerecer tais trabalhos surgem paralelamente a outras ameaças às conquistas da democracia, como direitos consagrados na Constituição Federal de 1988, especialmente nas áreas de direitos humanos, educação e meio ambiente.

Defender as políticas de memória é defender a democracia, pois não se pode construir um país que respeite os direitos humanos e a diversidade sem a consolidação de um repúdio coletivo à violência de Estado, à tortura e à ditadura.

Por tais motivos a ABI entende que cumpre seu papel abrigando mais esta manifestação da sociedade civil em prol da democracia e das liberdades. Por isso, convidamos todos os órgãos de imprensa a comparecerem no ato.

Impedidos de estarem no Rio de Janeiro, o presidente do Conselho Federal da OAB, Felipe Santa Cruz – recentemente atacado pelo presidente Bolsonaro – bem como o cantor e compositor Gilberto Gil, ex-perseguido político e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, participarão do ato através de áudios gravados antecipadamente.

Na mesa estiveram presentes: Paulo Jeronimo, o Page, presidente da ABI; José Carlos Dias presidente da Comissão Arns de Direitos Humanos, ex-membro da CNV e ex-ministro da Justiça; Paulo Vannuchi, membro da  Comissão Arns de Direitos Humanos e ex-ministro dos Direitos Humanos; Rosa Cardoso, advogada de presos políticos, ex-coordenadora da CNV, ex-presidente da CEV-RJ; Wadih Damous, ex-presidente da CEV-RJ e ex-deputado federal; Eugênia Gonzaga, ex-presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos; Carol Proner. ex-conselheira da Comissão de Anistia.

Antes da abertura oficial do Ato, às 16h, no 7 andar da sede da ABI houve uma entrevista coletiva com parte dos presentes.

A Diretoria decidiu reabrir o prédio da ABI de 07/07/2020 até 10/07/2020 das 9h às 17h, apenas com serviço de portaria, ascensoristas e funcionários da limpeza, seguindo protocolos mínimos:

– Uso de máscaras;
– Termômetro digital para medir a temperatura dos usuários do prédio;
– Distanciamento de 1,5 metros na portaria entre as pessoas para subir no elevador;
– Os elevadores só poderão levar no máximo 2 pessoas e levarão passageiros do 4° ao 8° andar, o acesso ao 2° e 3° andar será feito pelas escadas;
– Os elevadores terão um recipiente de álcool gel para ser utilizado e serão desinfetados a cada 2 horas ;
– Não poderá haver aglomeração em nenhum andar.

Antero Luiz Martins da Cunha
Diretor Administrativo