Abert condena violência contra jornalistas


06/09/2016


manifestante-jato

Manifestante abre os braços posicionado de forma a bloquear a passagem de um blindado do Choque que dispara um jato d’água, em SP (Foto: Miguel Schincariol/AFP)

A Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) divulgou nesta terça-feira, 5, nota de repúdio contra a ação de policiais e de manifestantes no Rio de Janeiro e em São Paulo contra jornalistas, que ocorreram no domingo (4)  nas manifestações contra o governo Temer.

Segundo a associação, na noite de domingo o  repórter da BBC Brasil, Felipe Souza, foi atingido por vários golpes de cassetete desferidos por PMs durante manifestação na Zona Oeste de São Paulo (SP). O jornalista estava identificado com colete e crachá da imprensa, mas, ainda assim, foi vítima de pelo menos quatro policiais que deveriam zelar pela segurança do protesto. Ele teve, também, o celular danificado enquanto fazia as gravações.

Já no Rio de Janeiro, um carro de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo foi atacado por manifestantes durante protesto em Copacabana.

Segundo a entidade,  na última semana, pelo menos dez casos de agressões contra profissionais da imprensa e veículos de comunicação foram registrados.

“A cada nova manifestação, são várias as ocorrências que têm como vítimas jornalistas no exercício da profissão. Na última semana, pelo menos dez casos de agressões contra profissionais da imprensa e veículos de comunicação foram registrados. A Abert lembra que o acesso à informação é um direito da sociedade garantido pela Constituição”, afirmou a associação em nota assinada pela presidente Paulo Tonet Camargo.

De acordo com a Abert, “são extremamente preocupantes os repetidos atos de violência que tentam impedir a livre e necessária atuação da imprensa”. A associação reforçou o pedido às autoridades competentes para que apurem com rigor os fatos e punam os responsáveis.

 

*Informações do portal  G1