Sem medo — Editorial do Mogi News em 14/01/2006


13/01/2006


A Imprensa honesta carrega consigo, além da missão de informar, a tarefa indelegável de formar opiniões, de interagir com a sociedade, comprando suas brigas mais legítimas e prestando serviços decentes a ela.

A Imprensa honesta desvenda, desmascara, escancara, desossa, esmiúça e revela bastidores e intenções, inclusive as mais vis e interesseiras.

A Imprensa honesta resiste à tentação do dinheiro fácil oriunda da barganha por sobre a notícia e evita que a opinião pública se transforme em refém dos maus empresários, dos péssimos políticos, dos enganadores e dos canalhas.

Houve um tempo neste País em que a liberdade de Imprensa chegou a ser esmagada pelos coturnos da ditadura. Era a época do Regime Militar, e gente de bem, composta inclusive por jornalistas, era espionada, presa sem ordem judicial, torturada e até morta.

Houve um tempo neste País em que, para frustrar a marcha da liberdade, quem detinha o poder mandava forjar atentados, para imputar aos subversivos a culpa e para ter o argumento de que a democracia precisaria ser revogada, até que, em um dia distante, ela pudesse retornar.

Há o tempo atual em Mogi das Cruzes e no Alto Tietê, que é marcado firmemente por algumas empresas de comunicação que fazem o jornalismo ético, vibrante, inovador e revolucionário. Uma dessas empresas é o Mogi News.

Diferentemente do que se fazia em outros tempos por aqui, agora, por exemplo, funcionários prejudicados por uma empresa que não cumpre com suas obrigações têm a possibilidade de denunciar a este jornal as injustiças sofridas. O Mogi News ouve — ou pelo menos tenta insistentemente ouvir — todos os lados da notícia.

Diversamente dos tempos do silêncio e da omissão, o que se tem em Mogi e no Alto Tietê, por meio dos setores honestos da Imprensa, são denúncias francas e abertas, que atacam desde a indústria da multa até a falta de segurança, desde o buraco da rua até a falta de ônibus, desde a ausência de médicos numa unidade básica de saúde até a queixa de um consumidor que se diz lesado por uma loja.
E é por isso que há quem se sinta ameaçado e que, muito provavelmente acuado, queira calar a boca da Imprensa ou, mais propriamente, apagar as matérias, as colunas e os editoriais escritos pelo Mogi News.

Tal intenção abjeta se perde por completo na baixeza e no crime de uma tentativa truculenta de intimidação, uma bomba de efeito moral — que deveria ser para uso exclusivo do Exército — jogada na porta do Mogi News na madrugada de ontem.

Tal ato, uma mistura de banditismo e terrorismo, não impedirá que este jornal prossiga desmascarando quem transgride as leis, quem, sentado no trono falso da impostura, sinta-se ameaçado.

O Mogi News acredita nas polícias Civil e Militar, no Ministério Público, no Judiciário e, acima de tudo, na justiça de Deus. Por isso, crê com tranqüilidade que os fatos e as responsabilidades que cercam o atentado de ontem de madrugada serão desvendados e os culpados, punidos, custe o custar, doa a quem doer.

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