Organização internacional contabiliza 117 jornalistas mortos em 2013


Por Igor Waltz*

02/01/2014


O Instituto Internacional da Imprensa (IPI, na sigla em inglês) divulgou na última segunda-feira, 31 de dezembro, que 117 jornalistas morreram no exercício da profissão em 2013, entre eles seis brasileiros. Esse número representa uma queda em relação ao recorde de 132 jornalistas mortos no ano anterior.

“Com um mínimo de 117 mortes em 28 países, 2013 é o segundo ano mais letal”, informou o IPI, que contabiliza o número profissionais de imprensa assassinados durante o exercício de suas funções desde 1997.

Com 38 óbitos, a região Oriente Médio e África do Norte continua sendo a mais perigosa para esses profissionais, acrescentou o instituto, com sede em Viena.

Em 2013, 16 jornalistas morreram na cobertura do conflito sírio. Embora esse número seja três vezes menor do que o de 2012, a Síria continua sendo o país mais perigoso para os jornalistas pelo segundo ano consecutivo.

Logo atrás, aparecem Iraque e Filipinas, com 13 jornalistas mortos em cada um desses países. Em seguida, vêm Índia (11), Paquistão (9) e Somália (8).

Na América Latina, o Brasil é o país mais perigoso para os jornalistas, com seis comunicadores mortos por fazer seu trabalho em 2013. O IPI denuncia que os casos ainda permanecem impunes.

Tanto no México como na Guatemala e Honduras foram registrados três assassinatos, enquanto na Colômbia e Paraguai foram contabilizados dois por país, um no Equador e outro no Peru.

“Tirando os países arrasados pela guerra, poucos países, nos quais muitos jornalistas morrem há vários anos, conseguiram desenvolver mecanismos para permitir que os repórteres trabalhem livremente e em segurança”, lamentou o IPI no mesmo comunicado, sem se referir a qualquer país especificamente.

Desde que esse balanço começou a ser feito, o IPI registrou a morte de 1.358 jornalistas durante a atividade profissional. O Iraque, onde 46 jornalistas morreram em 2006, e as Filipinas, com um pico de 38 profissionais mortos em 2009, continuam sendo os países mais perigosos entre 1997 e 2013.

*Com informações da AFP e EFE. 

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