Morre Marcello Alencar, ex-governador do Rio


Por Igor Waltz*

10/06/2014


Marcello Alencar, ao centro, durante uma entrevista coletiva no Palácio Guanabara, sede do governo estadual (Crédito: Ignácio Ferreira)

Marcello Alencar, ao centro, durante uma entrevista coletiva no Palácio Guanabara, sede do governo estadual (Crédito:
Ignácio Ferreira)

Morreu na madrugada desta terça-feira, 10 de junho, o ex-governador do Rio de Janeiro Marcello Alencar. O corpo do advogado de 88 anos será velado nesta quarta, 11 de junho, a partir das 9h, no Palácio da Cidade, no bairro de Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele já havia sofrido dois acidentes vasculares cerebrais e contava com acompanhamento médico constante há alguns anos, mas a causa da morte ainda não foi confirmada.

O político morreu em casa, em São Conrado, na Zona Sul, por volta das 4h15. Ele deixou esposa Célia Alencar, os filhos Marco Antônio, Marco Aurélio e Marco André e netos.

Alencar também era jornalista e na década de 1960 assumiu como diretor do Correio da Manhã, que arrendara com seus irmãos de Niomar Moniz Sodré Bittencourt. Ele era sócio da Associação Brasileira de Imprensa — ABI desde maio de 2008 e seu proponente o jornalista Maurício Azêdo.

Nascido em agosto de 1925, Alencar se envolveu com a política desde muito jovem. Em 1967, assumiu como senador pelo Estado da Guanabara, pelo MDB. Dois anos mais tarde, teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5).

Durante a ditadura, foi advogado do líder estudantil Vladimir Palmeira, os jornalistas e ex-deputados Marcio Moreira Alves e Hermano Alves, o crítico de arte Mário Pedrosa e ex-deputados como José Frejat, Ciro Kurtz, Fabiano Villanova e Lysâneas Maciel.

Marcello foi advogado também do marechal Henrique Lott, que, após perder a eleição presidencial de 1960 para Jânio Quadros, teve sua candidatura ao governo do antigo Estado da Guanabara em 62 impugnada por falta de domicílio eleitoral (morava em Teresópolis).

Depois da anistia, em 1979, Marcello Alencar voltou à política, pelo PDT fundado por Leonel Brizola. Ele também foi prefeito do Rio duas vezes: a primeira, no início dos anos 1980, quando Brizola era governador e o nomeou prefeito; e a segunda, eleito pelo voto direto, em 1988.

Depois de romper com Brizola em 1992, Alencar foi para o PSDB, partido pelo qual se elegeu governador em 1994. Em sua gestão foi criada a Via Light, expandiu as linhas 1 e 2 do metrô, levando-o para Copacabana e Pavuna e, rompendo com seu passado trabalhista, privatizou uma série de empresas estatais. Depois de não conseguir eleger o sucessor em 1998, não disputou mais cargos públicos, embora por muito tempo fizesse política nos bastidores.

*Com informações do jornal O Globo, Estado de S. Paulo e da Agência Senado.

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