9 de agosto de 2022


Lives homenageiam hoje, 2/12, o Dia nacional do samba


02/12/2020


 

Marquinhos de Oswaldo Cruz vai comandar a live do Trem do Samba direto da quadra da Portela — Foto: Divulgação

LIVES EM HOMENAGEM AO DIA NACIONAL DO SAMBA

Como o Trem do Samba não pode sair da estação nesta quarta-feira, 2, hoje devido à pandemia para comemorar seus 25 anos de existência, o compositor Marquinhos de Osvaldo Cruz, idealizador do evento, vai comemorar a data em uma live diretamente da quadra da Portela, a partir das 19 horas, quando também se apresentará. Embora sem o trem seguir o trajeto da Central até o bairro da escola de samba de Paulo da Portela, a data será festejada sem aglomerações com a presença virtual de Monarco e Noca da Portela, e no palco estarão as Velhas Guardas da Portela, Mangueira, Salgueiro, Império Serrano e Vila Isabel, Tia Surica, o intérprete Gilsinho, o mestre de bateria  Nilo Sérgio e porta-bandeira da Beija-Flor, Selminha Sorriso. Todos os artistas serão testados e chegarão em vans separadas na local. A transmissão será pelas redes sociais do Trem do Samba.

O sambista Moacyr Luz também festeja a data com uma live no mesmo horário, recebendo artistas famosos como Jorge Aragão, de novo Monarco e Noca da Portela (virtuais) e Zé Luiz do Império. A transmissão será pelas redes sociais da Fitamarela. E a cantora Teresa Cristina fará uma live em seu canal do Instagram  (@terezacristinaoficial), às 22hs,  com repertório de sambas.

Há quem se arrisque aos shows presenciais. O Projeto Criolice Dia do Samba faz roda de samba, a partir das 17 hs (Estrada da Portela, 563, Madureira), sendo grátis desde que se leve 1kg de alimentos; Arlindinho promove um show em homenagem ao pai, Arlindo Cruz, no Bar do Zeca Pagodinho (Vogue Square, Av. das Américas 8.585 – Barra, tel:3030-9097), a partir das 20h30. RS25; Eu amo quarta com Revelação, é o encontro que o grupo dedica ao samba no Bar da Lapa (Av. Mem de Sá, 69 – Lapa – 99003-9179), a partir das 18hs e ao custo de R$60; O Samba é das Mulheres, Andreia Caffé, nascida em famílila de sambista,  recebe convidadas (anunciadas na hora) para uma noite em homenagem a mulheres como Clara Nunes, Dona Ivone Lara e Jovelina Pérola Negra. O encontro será no Bar da Alcione – A Casa da Marrom (CasaShopping, Av. Ayrton Senna, 2.150 – Barra), às 19hs, R$30 (reservas pelo e-mail reservas@bardaalcione.com.br); há ainda o Samba do Paulo Luiz quando o sambista e sua banda recebem Isaías Chapola, Kiko Soares e Kallango na roda de samba do Beco do Rato (Rua Joaquim Silva, 11 – Lapa), às 20 hs, R$ 25 (venda pelo site da Sympla).

Desde o ano passado que o Trem do Samba não circula para comemorar o Dia Nacional do Samba por falta de patrocínio que Noca da Portela não conseguiu, após o prefeito Marcelo Crivella cortar a verba da prefeitura para a festa. A tradição colocava 32 rodas de samba em Osvaldo Cruz quando o trem chegava à estação, partindo da Central do Brasil, e para desfrutar das atrações eram montados três palcos em diferentes pontos do bairro: Palco Mestre Pirulito, na Praça Paulo da Portela, Palco Wilson das Neves, na Rua João Vicente, e Palco Mestre Trambique, na Rua Átila da Silveira.

A festa, que sempre foi gratuita, tinha início às 21h do dia 1/12, com a partida do “Cortejo Alegre dos Senhores da Memória”, conduzido pelos “Senhores da Memória”, seguidos de diversos partideiros, os improvisadores do samba. O cortejo seguia em direção à Praça Paulo da Portela, em Oswaldo Cruz, onde era formada uma enorme roda de samba. À meia noite, em saudação aos “Senhores da Memória”, havia uma grande queima de fogos, que marcava o encerramento das atividades desse dia.

No dia 2 de dezembro, a Central do Brasil e também Oswaldo Cruz, se transformavam para receber o grande evento, a partir das 15h. No Palco Almir Guineto, na Central, renomados artistas do samba nacional e as Velhas Guardas se revezam até às 19h. O acontecimento mais esperado da festa ocorria a partir das 18h04, mesmo horário em que Paulo da Portela seguia para Oswaldo Cruz, há 80 anos, com seus companheiros de samba batucando e cantando nos trens.

Para embarcar nesse Trem, bastava contribuir com 1kg de alimento não perecível, trocado por bilhete, na própria estação da Central do Brasil, durante todo o dia do evento. Esses alimentos arrecadados eram destinados a entidades de apoio a pessoas carentes.

 

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