Honduras vai punircrimes contra mídia


14/08/2012


O presidente de Honduras, Porfirio Lobo, anunciou, no último dia 10, durante uma conferência organizada pela SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), a criação de uma unidade especial para investigar o assassinado de jornalistas, que será composta por agentes com formação militar com o propósito de assegurar a liberdade de expressão dentro das margens de respeito. Lobo assinalou, ainda, que a medida é uma recomendação da Comissão da Verdade, da OEA e da ONU.
 
Com o tema Segurança, Proteção e Solidariedade para a Liberdade de Expressão, o objetivo do encontro era analisar e buscar consensos sobre reformas públicas para combater as agressões à imprensa e a impunidade dos crimes contra jornalistas em Honduras, onde ao menos 21 comunicadores morreram durante o governo Lobo, que assumiu em 2010.
Participaram da conferência o presidente da SIP, Milton Coleman, o relator especial da Organização das Nações Unidas para a Promoção e Proteção da Liberdade de Expressão e de Opinião, Frank La Rue, e a oficial sênior da Informação Pública da ONU, Suzanne Bilello, entre outras autoridades.
Segundo o comissário nacional dos Direitos Humanos, Ramón Custodio, desde 2003 um total de 31 jornalistas foram assassinados em Honduras no cumprimento do dever profissional. A maioria dos casos permanece impune.
 
*Com Opera Mundi.

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